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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As palavras têm poder




Rodrigo Cavalcanti

Ouço ainda hoje muitos cristãos fervorosos afirmarem: 'as palavras têm poder'. Discordava, não discordo mais. De fato, as palavras têm poder, elas possuem um poder transformador inimaginável. Um poder de criar aquilo que não existia, e matar aquilo que existia. Tudo depende de como a utilizamos.

Não falo de palavras como 'tome posse da sua casa', nem muito menos de alardear 'sou filho do Rei' lhe tornará um monarca... Não falo de mágica ou de teologia declarativa, nem confissão positiva. Falo da palavra no sentido o qual realmente ela é, a representações de nossas intenções e sentimentos.

Quer criar ódio, rancor, dúvida, amargura? Use a palavra. Quer criar amor, compaixão, misericórdia e tolerância? Use a palavra. Todavia, faça tendo consciência do alcance do que está sendo dito.
"Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado" [Mateus 12:36]
Não duvide do poder da palavra, ela pode dar a vida e até mesmo matar. Não, não, não! Não estou falando de rogar praga ou maldição. Mas o dolo da palavra pode causar desânimo, falta de fé, de esperança na vida, e aí assim, causar a morte, de nos tornar mortos vivos até o dia de sermos apenas mortos. Morre-se por dentro, antes de morrer para fora.
"A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto" Provérbios 18:21
Talvez seja por isso que Tiago recomendou que tivéssemos cuidado com a língua, procurando refreia-la.
"a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero". [Tiago 3:8]
Mas nem só de males vive a palavra, fonte de vida, de conhecimento, de consolo, de cura, ela deve ser utilizada.
"As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos." [Provérbios 16:24]

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sonhar é preciso

por Rodrigo Cavalcanti

Recentemente um nem tão nobre pastor e deputado, sentiu-se perseguido por algumas declarações públicas que fez, sentiu-se tão perseguido que "igualou-se" a um outro pastor e ativista, o pastor Martin Luther King Jr.. Luther King, que teve seu discurso  "Eu tenho um sonho" imortalizado, pois lutava para acabar com segregação racial, lutava por minorias oprimidas, lutava contra a má distribuição de renda e o separatismo que colocava em xeque a democracia. Mas não é difícil constatar que ambos estão equidistantes no tempo e nas ações.

Não temos mais Luther Kings como tínhamos antigamente... Os holofotes da mídia trabalham em favor daqueles que mais divertem a sociedade, com seus pronunciamentos claudicantes, do que por suas lutas em prol de uma sociedade mais justas, pois se apresentam mais como animadores de auditório do que como líderes dispostos a sacrificarem sua própria vida em favor de uma causa.

Longe, mais muito longe de meus sonhos se transformarem em mobilizações nacionais, como fez Luther King Jr., eu também tenho um sonho, tenho vários sonhos, que talvez sejam os sonhos de muitos cristãos, que em suas ações locais, seus ministérios sem projeção, sem TV ou rádio para anunciar os valores do Reino, também têm.

Sonho com dia em ver uma conferência de líderes cristãos, onde os palestrantes não sejam pastores famosos, administradores de mega-igrejas e seus investimentos na casa dos milhares... Mas líderes que mesmo diante da violência da periferia, dos recursos financeiros escassos, da pouca projeção midiática, não possuam ministérios de "sucesso", mantenham-se perseverantes no fracasso...

Fracassados na aplicação teologia da prosperidade...

Fracassados em buscar a fama diante dos homens...

Fracassados na tentava de agradar mais aos homens do que a Deus...

E estes mesmos líderes ensinando que a Fé não é um show, que a igreja universal não está em templos como os de Salomão, que o poder de Deus é mundial para todos e por todos, que a vitória em Cristo está além da prosperidade financeira...

Sonho com o dia em que os pastores que decidirem entrar para a política abdiquem do pastorado, não façam uso do rebanho como plataforma política, mas defendam os interesses da coletividade com base em valores cristãos, para alcançar uma sociedade mais justa e mais próspera...

Sonho com o dia em que os pastores deixarão de lado a auto-promoção para promoverem o Reino de Deus... Sem agendas ocultas, sem interesses espúrios.

Sonho com o dia em que os cristão terão sede e fome de justiça...

Sonho com o dia em que os cristão não buscarão apenas os festivais das  promessas de Deus, mas buscarão cumprir as suas ordens, seu IDE, e se disponham a fazer discípulos.

Sonho com o dia em que as ideologias serão deixadas de lado em prol de uma teologia fidedigna...

segunda-feira, 18 de março de 2013

"Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão"

imagem: google
por Rodrigo Cavalcanti 
“Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem” [Ensaio sobre a cegueira]

Por estes dias tenho pensado sobre as atitudes humanas que nos tornam desprezíveis, não é nova a percepção egoísta que todos têm dos homens. Esta percepção acentua-se mais ou menos de cultura para cultura, nas sociedades onde houve grandes guerras ou catástrofes o senso de coletividade normalmente é maior em detrimento ao egoísmo e individualismo. A Europa, o Japão e o próprio Estados Unidos são exemplos de povos que lutaram por sua liberdade, independência e desenvolvimento ao londo dos séculos.

Já no Brasil, surgimos como estado por uma farsa. Um invasão de maus elementos que incorporavam este espírito egoísta, usurpador e que procuravam tirar vantagens de onde pudessem, se é explorar, que o façamos! Índios, negros, nativos, pobres, todos foram explorados e incutido em suas mentes que em nome da coroa isso se fazia necessário.

Em nome de que ou de quem esta prática exploratória tem persistido?

Saramago, em seu livro, Ensaio sobre a cegueira retrata com primazia a podridão dos instintos humanos. Onde através de uma epidemia de cegueira elementos como poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados são expostos de forma angustiante. Ele mesmo diz sobre o livro:
"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida."

Hoje, vejo cristãos cegos. Há muitos outros também, que vendo não veem, assim também são cegos independente do credo. Mas falo dos cristãos, pois sobre nós não deveria haver cegueira, as lentes das Boas Novas nos traz luz e uma nova lente sobre as coisas desta vida. Todavia, cristãos que nome de uma aparente e fútil prosperidade tem contorcido a verdade do Evangelho. Cristãos intolerantes à opiniões alheias, à pessoas de credos diferentes, passivos diante da opressão e injustiça social e principalmente envolvidos em negócios duvidosos. São cegos guiando outros cegos. Minha oração é que Deus lhes abram os olhos e façam enxergar a podridão onde estão inseridos.

Mas tudo bem, se sou "próspero" é sinal que Deus tem me abençoado e isso faz com que contribua com sua obra.

Cegos! Sim, cegos!

Diz o Senhor: "obediência quero e não sacrifício" [Oséas 6.6]. Deus não está interessado em sua aparente prosperidade, pois a verdadeira janela dos céus que devem se abrir, e abre-se para o Reino de Deus, e não para o nosso Reino. Fazem de sua prosperidade elemento de exploração do próximo, digo sem medo: Deus não está nisso.

Refaço a pergunta: "Onde foi que cegamos?"

Não há um justo, um justo se quer, diz Paulo aos Romanos. Cegamos quando nos tornamos nossos próprios

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deus não é justo


fonte da imagem: Internet
por Rodrigo Cavalcanti

Que a vida não é justa isto nos já sabemos, mas não apenas ela, Deus também não é. Se Deus é justo como pode haver tanto sofrimento? Como alguém que cometeu tanta injustiça na vida pode alcançar salvação que os crentes tanto dizem ter, pelo simples fato de afirmarem que têm? Se Deus é justo como pode uma pessoa "boa" não alcançar a salvação como os crentes dizem ter por não serem de sua igreja?

Como Deus é justo? Não, não é.

Temos critérios bastante dúbios de justiça, critérios que foram incorporados em nós pela cultura, pela época em que vivemos, pela religião (ou ausência dela) de nossos pais. Tais critérios foram modificados, adaptados as nossas experiências, e pela a percepção que fomos adquirindo ao longo dos anos. Então, podemos nos considerar justos? Mais justos que Deus? De forma alguma, você deve estar pensando. Isso já é um bom começo, não nos considerarmos mais justos que Deus.

Na justiça humana precisamos das leis para que os julgamentos tentem ser os mais imparciais possíveis, que julguemos segundo estas leis. Nossa tentativa é minimizar erros e a parcialidade. Mas e Deus, como ele julga? Pois, para julgar é preciso ter leis, princípios pelos quais se apoiará, e Ele os têm, e não são os  nossos.

Já Deus, não nos julga conforme nosso senso de justiça, nem muito menos segundo nossas leis. Davi faz uma oração confessional à Deus: [Deus] não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões.[1] É neste aspecto que afirmamos, DEUS NÃO É JUSTO, pois não nos julga conforme nossos padrões corrompidos de justiça, pois se assim fosse, não teríamos como escapar da condenação.

Deus não está alheio ao sofrimento humano, as suas dúvidas, aos seus medos e as catástrofes naturais ou militares que assolam a humanidade. Como diz o Pr. Ricardo Gondim, Deus está imerso no sofrimento humano, quando o Verbo se fez carne trouxe sobre Ele o preço da inconsequência humana, sofreu com os que sofriam, e morreu por todos nós. Cristo levou sobre si todo o preço da condenação, profeticamente Isaías diz que sob suas pisaduras fomos sarados, o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele. Esta foi a justiça divina, entregar seu único filho à morte para que por meio dela chegássemos a vida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eu sou liberal, e você?

imagem Google
O liberalismo teológico teve o auge de sua produção textual no final do século XVIII e início do século XX, seu principal foco era a relativização da interpretação e autoridade bíblica, misturando ciência, filosofia e teologia. O alemão Friedrich Schleiermacher(1768-1834) foi o precursor da teologia liberal, e um dos mais contundentes ao afirmar que Cristo não era filho de Deus, mas na verdade um grande gênio religioso. Assim, conceitualmente, liberal é aquele que não reconhece a Bíblia como autoridade final em termo de fé e doutrina.

Hoje as pessoas não sabem mais o que é ser ou não ser teologicamente liberal. Tudo aquilo que foge do nosso padrão, rotulamos como LIBERAL, como que colocando uma tarja de PERIGO, FUJA!!!

Aí vejo pessoas e igrejas sendo acusadas de "liberais", se é que podemos falar de acusação, porque recebem homossexuais...

... porque mesmo pregando contra a promiscuidade sexual, abraçam e acolhem o lascivo.

... porque mesmo pregando contra o carnaval e seus danos, não cortam do rol de membros aqueles que cedem aos prazeres da carne.

... porque mesmo pregando que o reino de Deus está próximo, não algemam as pessoas ao medo da condenação.

... porque mesmo pregando sobre graça, não incentivam o pecado sobre o pretexto da graça ser super-abundante.

... porque mesmo pregando e ensinando às crianças de maneira lúdica e criativa, não menosprezam o ensino de valores cristãos.

... porque mesmo incentivando pequenos grupos, não descarta o culto de adoração coletiva, onde todos participam de uma grande celebração ao nosso Senhor.

... porque mesmo investindo em ministros leigos, não deixam de preparar e mentorear candidatos ao episcopado.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Igreja casulo

imagem: Google


Num Brasil cada vez mais evangélico temos nos tornado menos cristãos. Sim, menos cristãos! Corro o risco de estar generalizando, sim corro. Mas devemos nos manter distantes dos riscos? Nesta tentativa no manter-se fora do alcance dos riscos, nos vemos trancafiados num casulo chamado igreja, inóspito, frio, impenetrável... e lamentável.

Precisamos parar, repensar, reconstruir, renovar nosso entendimento diante do contexto em que estamos inseridos. Renovem-se pela transformação do vosso entendimento, disse Paulo aos romanos. O próprio Deus mudou, não sua essência, mas seu método, sua forma, sua interação, a forma como se revelou e se revela ao homem ainda hoje. Mas nos não, acreditamos que não podemos remover os marcos de nossos pais, estamos leigos, inclusive na interpretação das escrituras. Os marcos aos quais Salomão se referia não eram relativos os padrões, métodos ou formas outrora aplicados, mas ao furto.

Josué Campanhã, em seu livro "Discipulado que transforma", diz que um cristão que não entra em crise não pode sofrer uma mudança significativa no seu modo de viver. Precisamos despoluir o reservatório, despir-nos de velhos hábitos, nos curar do "vírus" do legalismo. Paulo já avisou, um pouco de fermento leveda toda a massa, mas quem é o fermento aqui? Só achamos que somos a massa, massa de manobra, suscetível  a qualquer contaminação pelo fermento do mundo. Devemos ser o fermento, o sal, o sabor, e se não cumprimirmos esta missão, servimos para que?

"Uma missão superficial gera discipulado e ensino superficiais. Discipulado e ensino superficiais realimentam uma missão superficial"
Josué Campanhã, em Discipulado que transforma 

Devemos romper o casulo.

domingo, 22 de julho de 2012

Perdi a fé




Outro dia estava no balcão de frios na padaria em que sempre compro pão, que por sinal seus donos são católicos bem devotos, estava com a TV sintonizada em um canal que apresentava um sermão de um padre que, confessso, só me toquei quando o rapaz que me atendia disse: "Deus tá nem aí para nós". No momento fiquei sem reação, talvez se estivesse em meu lugar uma cristão com mais fé que eu, mais amor que eu, mais ousado que eu tivesse estendido um dedo de prosa para saber o que havia levado aquele jovem a perder sua fé. Mas como foi eu que estava lá, escrevo.

Sua exclamação: "Deus não está nem aí para nós" é fruto de alguém que já esperou em Deus e se frustrou, não sei o que o frustrou, qual era sua esperança ou sua queixa para com Deus. Mas quem não tem queixas para com Deus? Esta não é uma expressão de quem nunca teve fé, mas é uma expressão de quem a teve e a perdeu.

Mas como alguém pode esperar em Deus e se frustrar?

Podemos nós frustrar com Deus, assim como nós frustrados com as pessoas, esperamos coisas que não recebemos. Podemos não  ter o amor desejado, o carinho que necessitamos, ou o respeito que acreditamos merecer. Por que Deus não daria coisas que esperamos, por mais justas que e adequadas elas nos pareçam ser?

Em vários momentos na vida questionei a Deus os porquês, os porquê não.... Na maioria das vezes obtive o silêncio como resposta, não por que Deus não quisesse responder, mas porque já tinha a resposta e não queria aceitá-la.

Buscamos em nossas orações, mudanças exteriores, queremos sempre que alguém ou alguma coisa mude. Somos egoístas, nossa oração pelo outro normalmente visa aliviar uma tenção sobre nós. Raramente oramos para que o alvo desta mudança sejamos nós mesmos... Quem nunca lutou contra Deus, assim como Jacó lutou contra o Anjo do Senhor para obter sua bênção?

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quem deseja vitória em Cristo?





Estamos em busca de um vida vitoriosa? Sim é claro que estamos! Quem em sã consciência não quer vitória em Cristo?

Porém, contudo, todavia, o que é uma vida vitoriosa?

O vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei tem sido substituído por eu vos enriquecerei. Sim, ENRIQUECEREI! As vezes me sinto como numa palestra motivacional da Herbalife, sem querer ofender a empresa.

Sucesso profissional ministerial tem sido medido pela multidão que você consegue ludibriar aglomerar em um mega-evento, ou chamar de bobocas irmãos da mesma fé, que estavam no mega-evento, cujas lideranças de suas igreja não compactuaram apoiaram a iniciativa, e mesmo assim o evento é um sucesso de público!  Alelóia!

domingo, 11 de março de 2012

O caráter subversivo do evangelho




Por Rodrigo Cavalcanti, publicado 

O evangelho subversivo que Jesus nos trouxe já não é mais como era, tornou-se um evangelho de prateleira, com vários rótulos e sabores. Não porque o evangelho tenha mudado em si, mas os que o anunciam já não são como os que o anunciavam. Atender a demanda do público cada vez mais egocêntrico, preencher os vazios interiores com palavras que gerem expectativas de riqueza e satisfação pessoal tem sido a proposta mercantilista deste novo evangelho.

“Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir”
2 Timóteo 4.3

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A dor inexplicável do silêncio

Everton e  Bispo Robinson Cavalcanti


Que palavras dizer para uma mãe que sente a dor inexplicável de perder um filho brutalmente? Que palavras dizer para uma comunidade que perder seus ícones?

Salomão nos diz "É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!"

Everton (24), cristão, filho de Irinete e Edvaldo, desconhecido na grande comunidade cristã, mas presente na vida da comunidade que o viu crescer. Dom Robinson Cavalcanti (64), cristão, líder da Diocese Anglicana do Recife e sua esposa Mirian Cotias. Os três foram brutalmente assassinados, apesar dos fatos terem ocorrido em momentos e locais diferentes, temos fé, que agora estão no mesmo lugar, nos braços do Pai.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O #BussolaCrista está na FINAL do #TOPBlog2011

Brotheres, confesso que fiquei surpreso pela classificação. Me inscrevi de forma despretensiosa, e há 15 dias já tinha ficado feliz por estar entre os 100, mesmo que só tivessem 100 inscritos. Mas obrigado aos leitores que votaram no 1º e 2º turnos, mesmo não sendo escolhido pelo juri popular, fico muito feliz por ter sido escolhido pelo juri acadêmico.


Obrigado a todos os colaboradores, que escrevem no blog, que sugerem posts, os que emprestam seus posts e os que criticam também.

ESTAMOS NO #TOP3

Dia 17/12 em São Paulo ouviremos: 
THE OSCAR GO TO....

Espero que seja para o BÚSSOLA CRISTÃ. =))


Está no páreo um blog Islâmico: A Nova Cruzada
E um blog católico: Deus Lo Vult


PARA COMEMORAR.... PROMO NO AR!!!!
DEIXE SEU COMENTÁRIO AQUI, PARA CONCORRER A UM EXEMPLAR DO LIVRO:

"RELIGIÃO PARA ATEUS" de Alain de Botton, saiba mais sobre o autor aqui.
 

O LIVRO SERÁ SORTEADO NO DIA DO EVENTO: 17/12.


SOMOS #TOP2 - OBRIGADO A TODOS
 CONFIRA NOSSOS AGRADECIMENTOS AQUI


A SORTUDA FOI JULIANA FERREIRA


BOA LEITURA!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

O efeito pernicioso da tradição

Vivemos submersos numa solução acuosa de cultura e tradição, desde o momento que nascemos começamos a nos banhar nelas, isto é necessário e inevitável. A tradição ou cultura popular é a via pela qual os fatos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova autêntica da sua veracidade que essa transmissão, principalmente quando é realizada de forma oral.


O lado bom desta transmissão de conhecimento é a sua preservação, os hábitos culturais através das tradições acabam por criar uma identidade. Por outro lado, a repetição cega e mecânica nos leva a uma alienação do que de fato importa ou a perder a razão original das ações que realizamos. Isto acontece em todos os núcleos culturais, nas famílias, nas igrejas, cidades, regiões e países.


Este vídeo não é uma afronta a fé alheia, mas apenas um exemplo do que falei anteriormente. Jesus sabia do efeito pernicioso das tradições humanas quando elas eram apenas repetidas, levadas ao rigor de uma lei. Isto existe em qualquer lugar, em qualquer cultura, em qualquer religião. Acredito que com o passar do tempo somos levados a acomodar a forma como pensamos e agimos, e daí corremos o sério risco de tornamos a tradição humana maior que o próprio homem. Talvez tenha sido por isso que o apóstolo Paulo nos advertiu para não nos conformarmos com o mundo, mas trasformá-lo através da renovação de nosso entendimento.

sábado, 15 de outubro de 2011

O vetor do sofrimento


Em todos os tempos, eras e culturas o sofrimento humano é um vetor que conduz o ser humano em duas direções: aproxima-o da divindidade ou afasta-o dela, aproxima quando acreditamos que ela pode nos ajudar a resolver nossos problemas ou minimizar o sofrimento, afasta quando vemos a divindade como um deus perverso que puni impiedosamente quando é contrariado, levando o ser humano a temê-la mais do que amá-la. Todavia, a direção deste vetor será definida pelas nossas expectativas e pela compreensão que temos da divindade.

Hoje, com tantas teologias e apresentações contraditórias de Deus fica cada vez mais difícil as pessoas conhecerem Deus como Ele deseja ser conhecido. O próprio Jesus apontou o caminho, “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, e se Cristo vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Hoje, ser abençoado e próspero é ser rico, ter fartura, uma família “abençoada” e jamais adoecer... Caso contrário, isto é uma evidência de que Deus não está com você, ou que você não esteja entregando a “Deus” tudo como ele espera que entreguemos, seja dízimos, ofertas, campanhas... Esquecem das palavras de Jesus que ainda que sejamos infiéis ele será fiel para conosco, pois ele é Deus e não pode negar sua essência de amor para com sua criação.

No silêncio do sofrimento é quando mais Deus tem nos sustentados, curado nossas mazelas, atendendo nossas necessidades e não nossos desejos. Aconteceu com Elias, quando em meio a sua crise existencial, desejo profundo que sua vida terminasse, Deus estava lá... supriu suas necessidades básicas de alimento, água e descanso... restaurou sua alma, deu-lhe esperança.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Somos um", uma mutilação na alma

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Foto do blog de Daniel Lucho

Vejo muitos casais cristão se orgulharem em ter um único perfil em redes sociais, compartilharem a mesma conta de e-mail, dividirem a mesma escova de dentes (hunng!). Nas redes, têm aquela fotinha padrão de rostinho colado e identificação tipo "Zé e Maria". Justificativa: "somos um". OK! Me respondam algumas perguntas:

- Vocês nasceram juntos?
- Moraram nos mesmos lugares antes de "serem um"?
- Tiveram e/ou têm os mesmos amigos (r)estritamente?
- Leram os mesmos livros?
- Gostam dos mesmos filmes?
- Pensam do mesmo jeito?

É obvio que são perguntas esdrúxulas, mas se suas respostas foram "SIM" para a maioria das perguntas há uma grande possibilidade que estejam se enganando ou se anulando, jogando parte de sua história, amigos e hábitos que haviam antes do "somos um".

Se suas respostas foram "NÃO", então não faz sentido terem um único perfil nem compartilharem a mesma conta de e-mail, em última instância até aceito a divisão da escova de dentes (hunnnnnnnnngggg!).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Homicídio do amor

Pode alguém matar o amor?

Muito se fala de amor, pouco se vive.

Muito se deseja o amor, pouco se encontra.

Muito se oferta o amor, pouco se recebe.

Muito se pensa sobre o amor, poucos enlouquecem.

Não se fala,

Sente-se,

Grita-se,

Dar-se,

Recebe-se,

Morre-se,

Mente-se,
Mata-se... O amor.

domingo, 24 de julho de 2011

Um santo de auréola torta

De um fotolog por aí
Não estou nos meus melhores dias, estou impaciente, intolerante, azedo. Fora do padrão cristão esperado. Fora da expectativa de recepção esperado pelas pessoas mais próximas de mim, nada que se torne agressivo ou inconveniente, apenas azedo.

Na minha adolescência, acreditava que ser crente era ser alguém imaculado, santo, alvo mais que a neve como se cantava. Acreditava que nos tornávamos uns "anjos" ou quem sabe um paciente sedado em estado contemplativo que nada poderia lhe tirar do sério, irritar ou lhe fazer pecar. E que nossos próprios esforços nos fariam chegar a um estado quase arrebatador. Quando pensamos assim, somos mais certos, mais justos, mais santos do qualquer outro mortal na face da terra, nos tornamos fariseus, pois na verdade conhecemos nossas intenções, nossos pensamentos, nossos pecados, mesmo tentando ocultá-los ao máximo.

"Na época das penitências nosso foco era superar nossas fraquezas, livrarmos-nos dos nossos entraves e alcançarmos a maturidade cristã". Brennan Manning
 É nocivo a fé acreditarmos que nunca podemos ter dias de azedume, como se tivesse me embriagado com uvas verdes. É nocivo a fé acreditarmos que nós ou qualquer pessoa somos perfeitos, santos, santos santos... Pois invariavelmente nos confrontaremos com as mais profundas ranhuras da nossa alma, as vezes são tão profundas que apenas um olhar para elas nos causa repulsa. Nestes momentos, preciso me concetrar menos no que eu posso fazer, e mais no que Deus pode fazer.

sábado, 16 de julho de 2011

E se...

"Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece" Tiago 4.14
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A vida precisa de sonhos, projetos, planejamento. Mesmo que alguns evitem fazer planos, sempre precisamos fazê-los, mesmos que não tenhamos consciência ou estejamos sendo intencionais neste planejamento. Planejamos desde uma viagem (como organizar uma mala, definir o meio de transporte, hospedagem, roteiro dos locais que desejamos visitar, alimentação, quanto se pretende gastar...) à ordem das atividades que faremos ao longo do dia, mesmo os que se consideram mais desorganizados precisam de um certo grau de ordem no caos que vivem, talvez, apenas sua ordem seja diferenciada da maioria dos mortais. No meu caso, fazer as coisas sem planejamento me deixa sem chão, apesar de ser extremamente propenso ao risco, a ausência de um plano, de uma organização mínima das coisas me tiram o "norte". Não sou da turma do "deixa a vida me levar", preciso saber exatamente para onde vou, mesmo nem sempre sabendo onde será o fim.

"A possibilidade de realizar um sonho é o que faz que a vida seja interessante."
( Paulo Coelho )

Quando falamos de um futuro um pouco mais distante aumentamos significativamente os riscos da realização, o que pode comprometer o sucesso dos nossos planos, assim, ajustes, mudanças de planos, devem ser previstos e realizados ao longo da execução dos projetos e da vida. Fazer um curso, uma faculdade, um empreendimento, um casamento, ter filhos, educar os filhos exige de nós planejamento de longo prazo. Um dos problemas que afligem todos nós é quando nos pegamos pensando: "E se..."
E se eu tivesse feito faculdade...
E se eu tivesse aceitado a proposta...
E se eu tivesse mudado de emprego...
E se eu tivesse casado com...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A maior e mais dura lição

Já diz o ditado “a vida é uma escola”, de fato, aprendemos muitas coisas desde o momento que nascemos. Balbuciamos as primeiras palavras tentando repetir os sons desconhecidos e sem sentido, fruto do instinto de repetição movido pela observação. Sempre estamos aprendendo, pelo o que ouvimos, vemos, lemos e principalmente pelo o que vivemos, poderíamos ser chamados de espumas humanas, mas felizmente temos senso crítico, temos a capacidade de ao longo do tempo julgarmos que tipo de experiências devem ou não ser repetidas ou melhoradas para que possamos executá-las com segurança e eficiência.

Algumas lições exigem mais de nós pelo grau de dificuldade que é exigido de nós, os discípulos de Jesus tiveram sua primeira grande lição após terem sido chamados para serem apóstolos do Senhor. Já tinham visto curas, milagres e ensinamentos cativantes pronunciados pelo que era o próprio Deus. Mas talvez maior e mais dura lição tenha começado com as palavras mais improváveis de serem ouvidas por quem eles consideravam o libertador, o Rei dos Reis que acabaria com séculos de opressão, e poderiam reviver os anos de glória de Davi e Salomão. Jesus começou dizendo: “Amem seus inimigos, façam o bem a quem vos perseguem”.

Os animais de um modo geral possuem o instinto de defesa, de preservação da espécie, de delimitação do território, e para isso eles são capazes de matar para garantir seu espaço. De toda a criação, apenas nós temos a capacidade racionlizar nossos sentimentos de defesa e de preservação, mas vingança parece ser algo inerente a natureza humana. Desejamos cumprir a lei ao pé da letra: “Se alguém ferir uma pessoa, farão com ele a mesma coisa que ele fez: quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente. Ele será ferido da mesma forma que feriu outro”. Queremos que o agressor sinta a mesma dor, passe pelo mesmo sofrimento que passamos ou que pessoas que amamos passaaram quando foram agredidas. Clamamos por vingança.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Perseguido ou perseguidor

Ontem foi celebrado o DIP (Domingo da Igreja Perseguida), que segundo o site Portas Abertas certa de 3.469 igrejas participaram do movimento, com mensagens, palestras, exibição de vídeos e conscientização de que os cristãos devem se unir em prol de outros cristão perseguidos pelo que fazemos aqui com liberdade.

Mas quem é perseguidor ou perseguido tem algumas características que lhes são próprias. Geralmente o perseguidor é mais forte ou está em maior número, já o perseguido é mais fraco ou tem menor número. O perseguidor nasce por defender um idealismo radical, muitas vezes até motivado por nobres ideais ou por defender sua fé ou princípios, o perseguido também tem suas razões em se opor ao seu opressor, seja por princípios, fé ou idealismo, mas será oprimido por não ser mais forte ou maior.

Aconteceu em 1994, Ruanda, dois grupos étnicos (os hutus e os hictus) entram em um conflito armado, um mais forte, apoiado pelo governo acredita que a eliminação dos hictus do país traria prosperidade e resolveria o problema da maior crise de alimentos que o pais já havia passado. Resultado do massacre: 500 mil a 1 milhão de mortes. Pela própria estimativa percebe-se que não se sabe ao certo quantos morreram.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Confiança e coragem

Nada é mais gratificante do que as experiências que temos durante nossa vida, sejam elas boas ou más, dolorosas ou prazerosas, sempre podemos tirar lições valiosas. Quando podemos então, compartilhar dessas lições com nossos filhos é algo que não tem preço, e ontem tive um desses momentos que parecem ser simples, mas acredito que tivemos uma lição de confiança mútua e coragem.

Já fazia algum tempo que minha filha, a mais velha, estava com um dos seus dentes molinho, faltando muito pouco para cair, mas como a experiência da retirada do primeiro dente foi assistida pelo espelho (o que não deixou um boa impressão) a imagem estava bem real na sua mente, o segundo caiu praticamente só, o terceiro com a dentista e o quarto estava na guilhotina já havia um bom tempo, e não caia... O medo estava pairando sobre ele.

Quando ela me mostrou a escova de dente com sangue, resolvi, precisamos retirar este dente agora! Houve hesitação da parte dela, "por favor papai, prometo, tiramos amanhã". "Filha..",disse eu, "precisamos retirar este dente hoje, já adiamos muito isso, confie em mim, já tem outro dentinho nascendo e precisamos retirar o mole para dar espaço para o novo.". Não por acaso, no domingo estivemos em uma situação que ela demonstrou medo, por conta de uma situação potencial de perigo, nada mais natural, mas precisava ensinar a ela também sobre coragem, e vi nesta situação o momento.

Como não poderia ser diferente, choro e lágrimas, só pela imaginação da dor, do medo confesso de ter que enfrentar a 'auto-mutilação'. "Vamos colocar o fio-dental para retirá-lo?", ouvi um "Vamos..." bem tímido. Prometi que não ia eu mesmo retirá-lo, mas que eu precisava amarrar o fio bem na base do dente para que ela pudesse vencer esta luta, que já vinha sendo travada há algumas semanas, precisávamos encerrar a batalha com este dente. Este já foi o início de um processo de confiança, ela precisava acreditar que, de fato, eu não iria me aproveitar de uma distração sua e arrancá-lo subitamente.

Ela olhou para mim, como que querendo desistir, e disse: "Estou com medo... vai doer?", segurei em suas pequenas mãos, olhei nos olhos dela dizendo: "Tenha coragem, vai doer um pouco, mas você é mais forte do que este dente. Vai ganhar esta luta, tenho certeza! Vou estar com você, e quando ganhar, verá que a alegria de ter vencido o dente será maior que a dor que sentiu".

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