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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

4 razões para abandonar as redes sociais

foto: flickr.com/todojuanjo/
foto: flickr.com/todojuanjo/
Carol Castro, no Ciência Maluca (via Pavablog)
Tudo começa com uma curiosidade. Seus amigos estão lá e não param de comentar sobre a novarede social do momento. Você entra, fuça e gosta. Instala no celular o aplicativo para não perder as novidades do seu feed de notícias. A todo instante, vai lá conferir quem curtiu seu post, suas fotos, seus comentários. Pronto: você está viciado.
E vai ficar mais viciado em redes sociais do que em cigarro. Foi o que mostrou um estudo de pesquisadores da Universidade de Chicago. Durante uma semana, 205 voluntários relatavam, a cada meia hora, quais eram os desejos mais fortes que sentiam naquele momento. Eles até resistiam aos impulsos consumistas e sexuais, mas não se aguentavam quando o assunto era checar o Facebook. A vontade de fuçar nas redes sociais era maior do que a de fazer qualquer outra coisa. Até fumar.
Aí você não se reprime e fuça mesmo. Não apenas confere as novidades alheias, como também posta um montão de fotos bacanas. E nessa corre o risco de perder amigos. Pois é. É que sempre vai ter alguém para sentir ciúmes – seus amigos que ficaram de fora ou o seu amor. E seu nível de intimidade com essas pessoas até cai.
Pelo menos foi o que disseram as 500 pessoas que participaram de uma pesquisa britânica. Eles contaram aos cientistas com que frequência alguns amigos lotavam o feed deles com fotos,como se sentiam, qual era o nível de intimidade com aquela pessoa. A maioria se afastava dos colegas que se exibiam muito nas redes sociais. Exceto, claro quando eram amigos muito próximos ou parentes.
Bem, se não bastava perder a simpatia de alguns conhecidos, você ainda corre o risco de engordar. E ficar pobre. A pesquisa da vez vem lá das universidades Columbia e de Pitsburgo. Eles convidaram 541 pessoas para uma brincadeira. Parte tinha acesso às redes sociais, enquanto os outros não. Depois de um tempo de espera, eles deveriam escolher entre um biscoito dechocolate e uma barra de cereal. Quem havia fuçado no Facebook costumava preferir a primeira opção. Esse grupo também se mostrava mais disposto a seguir impulsos consumistas e torrar todo o dinheiro desenfreadamente.
É um efeito colateral do seu bom relacionamento com os amigos que sobraram. “Quando as pessoas usam o Facebook elas ficam mais felizes com elas mesmas”, explica Andrew Stephen, co-autor do estudo. “E pessoas que se sentem bem tendem a se controlar menos. Eles se dão permissão para extrapolar em algumas coisas”, conclui.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vaticano desmente a mídia: Nem o Sínodo nem o Papa Francisco tomaram decisões doutrinais

Sínodo da Família. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Digital
via ACI digital|

Após uma série de notícias difundidas ontem sobre uma suposta mudança doutrinal da Igreja a respeito dos casais homossexuais, o site oficial de notícias da Santa Sé, News.va, assinalou nesta terça-feira que as discussões que têm lugar no Sínodo da Familia não são “doutrina nem normas definitivas”, e sim propostas para um documento de trabalho que será enviado às dioceses para preparar o Sínodo de 2015.

“Em resposta às reacções e discussões que se seguiram à publicação da Relatio post disceptationem, e ao facto de que, muitas vezes, lhe tem sido atribuído um valor que não corresponde à sua natureza, a Secretaria Geral do Sínodo reitera que este texto é um documento de trabalho, que resume as intervenções e o debate da primeira semana e, agora, é proposto à discussão dos membros do Sínodo reunidos nos Círculos menores, como previsto pelo Regulamento do mesmo Sínodo”, esclareceu o News.va.

“Acima de tudo, é importante recordar uma vez mais que o que se fala no Sínodo não é nem doutrina nem normas definitivas: não haverá ‘resultados’ do Sínodo, pois o Sínodo só está preparando um documento de trabalho que será discutido em todas as dioceses do mundo para preparar o sínodo de outubro de 2015”.

“Será este segundo Sínodo o qual apresentará uma série de recomendações ao Papa e ele aprovará o que considere melhor para o povo de Deus. Mas no momento, não há nada definitivo em nenhum sentido, por isso as notícias que atribuem tal ou qual decisão ao Papa ou ao Sínodo não são certas”, assinalou também o portal em sua edição em espanhol.

Nesse sentido, diante a confusão gerada nos fiéis, News.va convidou a procurar “informação de primeira mão sobre o sínodo” nos meios da Santa Sé.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação a gays

Homossexuais têm 'dons e qualidades a oferecer', diz texto. 
Documento foi preparado após uma semana de discussões com 200 bispos.

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13)
(Foto: Gregorio Borgia/AP)
publicado no G1

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira (13) que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar “um espaço fraternal” para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.
saiba mais

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor”, afirma o documento, conhecido pelo nome latino de “relatio”.

“Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”, indagou.

John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro “Os Diários do Vaticano”, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays.

“O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família”, disse.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Até que as eleições nos separem


Mariliz Pereira Jorge, na Folha de S.Paulo
charge: Internet
charge: Internet
Na contabilidade do barraco eleitoral, nesta guerra de farpas verbais, deixei de ler os posts de uma amiga, que virou uma maleta desbocada, e deletei dois colegas que se achavam cientistas políticos. Em época de eleição, todo mundo se acha e esfrega, sem cerimônia, sua estupidez, sua prepotência e sua ignorância na timeline alheia.
Quando vejo alguém panfletando, sempre penso: prefiro você bêbado às 5h da manhã, gritando “toca Raul”. Detesto Raul Seixas, mas não terminaria amizade com ninguém por causa do seu desgosto musical. Convivo com gente que curte pagode, sertanejo, funk. Nenhuma amizade desfeita. Uma vez peguei carona com uma amiga e vi no carro um adesivo escrito “sou chicleteira”. É pessoa do bem, apesar disso. Só não ando mais de carro com ela.
É claro que também caio na cilada de me achar bem mais sabida do que alguém que pensa diferente de mim. Não é raro ler um post e pensar: que imbecil. Eu mesma devo ter me revelado imbecil para algumas pessoas, apenas porque não penso, não voto e não quero para mim o mesma que elas. Todo mundo certo. Todo mundo errado. Todo mundo mordido pela mosquinha da vaidade de ter razão, de ser mais inteligente do que os outros.
Prometi que evitaria embates por causa das eleições. Que iria escolher bem as brigas e só gastar o latim se valesse a confusão, porque está difícil ficar do lado de qualquer candidato. Mas as discussões entre os apaixonados são piores que briga de torcedor de time que caiu pra série B. O sujeito insiste que “meu escolhido é menos ruim que o seu”.
A sua candidata é arrogante e incompetente. O seu é cheirador e baladeiro. A sua é pau-mandado de pastor. Só não arruma encrenca quem diz que vai votar no Eduardo Jorge porque ele é muito engraçado no Twitter. Ninguém fala do que interessa. Só observo a rinha.
Sempre gostei de política. Quis ser jornalista pra escrever sobre o assunto, mas meus chefes nunca botaram fé. Eles me achavam loira demais, alegre demais e baladeira demais para cobrir um assunto tão árido. Escalavam a loira para fazer o tricô, os assuntos menos nobres do jornal. Ainda bem. Talvez eu estivesse me engalfinhando pela internet se continuasse tão entusiasmada pela pauta.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Em quem vou votar pra presidente?



Nunca na história desse país se viveu um momento tão crítico diante de uma nação dominada pelo engano de “um prato de comida na mesa”

Depois de tudo que assisti ontem (23.09.14) e da declaração da PresidentE Dilma Russef nas nações Unidas, ainda estou pasmo, acordei pasmo, vou passar o dia pasmo porque de alguma forma, o desabafo do israelita quanto ao nanismo diplomático do Brasil se mostra agora, um ato “profético” que se concretiza oficialmente nas palavras da PresidentE diante do plenário das Nações Unidas.
Aconselhar o diálogo com o grupo do “estado islâmico” é uma atitude tão esdrúxula e tão ignorante que não leva em consideração que de tudo já se foi tentado e que esse grupo não pretende dialogar com ninguém, que seu diálogo é degolar pessoas, crucificar cristãos em praças públicas, enterrar mulheres vivas ou faze-las de escravas sexuais para seus “soldados”. Que seu diálogo é um genocídio premeditado e que sua luta, não tem sequer uma fundamentação racional senão dominar o mundo com este tipo de desgoverno totalitário, teocrático e déspota.
    Com essa atitude, Dilma Russef entra definitivamente para o time de Hugo Chaves e de Mahmoud Ahamadinejad, desce a estatura da peronista Cristina Kirchner e envergonha a nação brasileira com sua atitude murista de ocasião. Ela destoou até do ditador Sírio Bashar al-Assad, que claro, com seus interesses apoiou as ações de combate, mas destoou também de Ban Ki-moon secretário geral da ONU, que apoiou a ação e apenas pediu que fossem minimizadas as baixas civis.
    Vergonha, Vergonha, Vergonha de minha representante, vou dizer a todos através de todos os meios, vou pedir desculpas e dizer aos cristãos de todo mundo que essa não é a posição do Brasil e que com muita esperança esse tipo de governo se encerrará no Brasil a partir de 5 de Outubro
Por isso venho a Público, depois dessa “gota d’água” dizer que...

1.     Lamento quem o Brasil tenha chegado a esta situação, em que muitos estão votando, pelo menos uma classe mais esclarecida, não necessariamente em um candidato, mas em tirar o PT do poder.
2.     A decepção das tradicionais “esquerdas” do tempo ditatorial é muito grande, quando todos estavam “unidos” em torno de um projeto: acabar com a ditadura, mas que depois, ao que parece, “cada cá”, como dizia minha vovó, quis formar a sua própria ditaturazinha. A esponja ideológica que foi o MDB e depois o PMDB se tornou a grande prostituta, compõe com todos de acordo com seus interesses. E esse é um dos “canceres” da nação, aliado ao desvio ou o que me parece mais lógico, revelação das intenções do PT e seus “paladinos da justiça”.
3.     A Social Democracia, que parecia ser na origem, uma boa opção de centro esquerda em busca do equilíbrio, nunca saiu de cima do muro e se perde, como bem disse Luciano Pires, não sabe se comunicar com o povo, não tem a “manha” de um Lula e seus marqueteiros. Me impressiona a incompetência deles nessa área. E por fim, se couber julgamentos, escolhe um candidato dado às “noitadas” para não dizer outra coisa, para comandar uma nação. Mas até aí, fazer o quê? O iluminado graças a Deus EX presidente Lula é um adepto da cana destilada de marca maior, houve um governador em PE que se dizia que depois das 16h não atendia mais por conta do seu “sagrado” Whisky... isso não pode ser mais parâmetro!!
4.     Os demais candidatos não são dignos nem de uma análise, meu tempo é valioso demais para isso... meu Deus escutar aquela Gaúcha no debate me lembrou que a revolução farroupilha deveria ter sido bem sucedida...
5.    Surge Marina Silva e aqui me defronto com a “exclusividade dos inclusivos” os “libertários” e “democratas” que proclamam a liberdade mas execram quem se coloca em seu caminho, que não admitem “largar o osso” e que entram em uma disputa suja, mentirosa contra essa senhora, lançando calunias que me lembram o que Collor e sua equipe fizeram com Lula naquela primeira eleição, a arma é a mesma.
Nunca fiz e não faço campanha política, sou um Bispo da Igreja, pastor por vocação e profeta por ofício. Represento a fé que mais positivamente influenciou a humanidade desde que se tem conhecimento, o credo que lutou contra a escravidão, libertou nações, criou instrumentos dentro de seus monastérios que influenciaram revolução industrial, fez da Bíblia o livro que moldou a alma da civilização ocidental pelos seus princípios em prol da dignidade humana, enquanto no oriente muitos monges estavam meditando para esvaziar as suas mentes os monges cristãos estavam enchendo suas mentes de ideias que libertassem o povo. Esse é o meu credo, essa é a minha fé. Nunca usei minha posição de pessoa pública para ser cabo eleitoral de ninguém, não defendo qualquer candidato publicamente, no entanto, como líder cristão que sou, me coloco em denúncia de tudo que entendo ser corrupto, injusto e ameaçador da liberdade entre outras coisas. Tenho falado publicamente do atual governo, como falei de tantos outros (vide meu blog), porque entendo que eles traíram a confiança da nação e estão levando o Brasil para um Caos, mas, como disse não sou Cabo eleitoral, sequer revelo meu voto. Nesse sentido, sou profeta, teologicamente e historicamente, os profetas estavam ao lado do Rei nas decisões sábias e contra eles nas decisões sem sabedoria e que implicariam em prejuízo para a nação.
Não sou cabo eleitoral de Marina Silva, mas pelas circunstancias de minha atividade, tive a oportunidade, no início desse ano, de recebe-la em meu gabinete, conversar sobre vários assuntos e em seguida a entrevistei em uma conferência de líderes diante de mais de 500 pessoas durante 40 minutos. O tema não era política e sim, liderança diante das adversidades da vida. Li a Biografia de Marina e de fato me impressionou a sua história de vida.
O que posso dizer é que a campanha petista consegue fazer dela uma pessoa diferente do que ela é, a campanha petista é mentirosa isso posso garantir, é sanguinolenta pois se veem, pela primeira vez ameaçados de perder o poder. Antes de subir nas pesquisas Marina era tratada pelo PT como a boa moça que se desviou...
Alguém, recentemente colocou uma frase que me motivou a sair em defesa dessa senhora chamada Marina Silva. A frase mostra a percepção pessoal de alguém que respeito, mas que, democraticamente posso comentar pelo menos, sabendo que também sou respeitado.
A frase que menciono é essa:
Marina é uma carola, fundamentalista, preconceituosa, sem bancada e apoio parlamentar sem experiência e dominada por evangélicos como Malafaia. Um retrocesso para as conquistas que o Brasil alcançou.            
O que tenho a dizer sobre essa frase de alguém que já decidiu pelo voto nulo? Me permita:
Marina é uma carola, fundamentalista _ O fundamentalismo cristão é uma expressão que hoje se usa de forma deturpada. No início do século 20, com a chegada da teologia liberal, da alta crítica cristã e os escritos de Charles Darwin foi publicado um livro de muitos autores chamado “Os Fundamentos” que tratava de colocar claramente os fundamentos da fé cristã. Mas hoje se tem como fundamentalismo uma generalização sinônimo de intolerância e pelo que percebi em Marina Silva, nunca a enquadraria nesse rótulo pejorativo.
Essa expressão, me permita, está revelando sim preconceito. Por que carola? porque ela usa um pitó? um lenço, um vestuário diferente? Por que ela confessa uma fé? O Dalai Lama viaja o mundo com suas roupas exóticas para nossos costumes, fala de paz e justiça, tem seus fundamentos firmes na sua fé budista e se você perguntar a ele sobre a sua fé, o que ninguém faz, provavelmente se defrontará com alguém que não abre mão de seus fundamentos. Nesse sentido eu sou também carola e sei que não sou nem um pouco, porque carola é uma expressão preconceituosa para caracterizar aquelas senhoras católicas romanas, beatas, assíduas à igrejas e intolerantes fechadas em suas rezas e liturgias. Nesse sentido, posso dizer que Marina Silva não é nem carola, nem fundamentalista. Mas que como eu e como cristãos verdadeiros e mesmo como Dalai lama, não abre mão de seus fundamentos.
PreconceituosaPreconceito é algo que caminha numa linha tênue entre preconceito e ter um conceito. Seter um conceito é ser preconceituoso(a) Qualquer um é preconceituoso por não concordar com algo que o outro concorda. O preconceito, é uma ideia preconcebida de algo que não se conhece. É ai que entra o pré... o antes de saber. Por que Marina é preconceituosa? Porque ela tem um conceito formado por suas convicções, que se baseiam em um credo? Ela seria preconceituosa se não admitisse os direitos de quem quer que seja e isso, até onde sei, não aconteceu, pelo menos até onde eu saiba. Eu tenho dito que como cristão, eu tenho um conceito de mundo e, claro, procuro viver de acordo com ele e isso me leva a tomar posições bem definidas em relação aos aspectos sociais e morais da vida. O que faço baseia-se em meu conceito de mundo, respeitando quem pensa diferente, mas garantindo o meu direito de ter um conceito sem ser chamado de preconceituoso. Quem me chama de preconceituoso por isso, ai sim, manifesta preconceito. Não vi em Marina elementos que possam me levar a chama-la de preconceituosa. Como disse, pelo menos até aqui.
sem bancada e apoio parlamentar _ Sem bancada e apoio parlamentar por que? Porque as bancadas estão todas comprometidas com seus projetos de poder, se for por ter bancada, teríamos que votar mesmo em Dilma, e em seu congresso prostituto que levou o Brasil a ter 40 ministérios, quase um para cada partido da chamada base aliada do congresso. Acho que Marina Silva, em sendo eleita, em mantendo suas posições, encontrará sim dificuldades pois enfrentará o PT na oposição, que é outro partido, que voltará às origens do ser contra por ser contra, que não assinou a constituição e que foi contra o plano real por exemplo etc.
sem experiência_ é algo relativo, sua experiência como ministra e parlamentar não são consideradas. não há um curso para presidente, mas há uma história que dá lastro à vida de quem pleiteia e isso em  Marina Silva ninguém pode negar.

O respeitado cineasta Fernando Meireles no prefácio de sua biografia colocou-a como alguém voltada para o amanhã, alguém que enxerga a possibilidade de um outro futuro para o Brasil, mas principalmente para o mundo...


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Prova no Rio compara nazistas a judeus e professor é desligado

'Quem será pior? Nazistas ou Judeus?', dizia enunciado de questão. Direção de escola afastou professor e enviou circular de retratação.


Questão de geografia fez comparação entre judeus
e nazistas (Foto: Reprodução/FIERJ)

Uma questão de uma prova de geografia do Colégio Andrews, na Zona Sul do Rio, despertou a revolta de alguns pais que consideraram o enunciado racista. Na prova, que foi distribuída aos alunos do 8º ano nesta quarta-feira (10), o tema era uma comparação sobre nazistas e judeus.

“Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler durante o nazismo. Atualmente um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo que viver em assentamentos controlados por Israel. Chegaram invadindo terras e assassinando... Quem será pior? Nazistas ou Judeus?”, dizia a questão.

De acordo com o diretor do Colégio Andews, Pedro Flexa Ribeiro, o professor que elaborou a prova foi afastado da escola e a direção já está em contato com a Federação Israelita do Rio (FIERJ) para manifestar a retratação que o episódio merece.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Jovem faz selfie pró-gay com Silas Malafaia em avião e vira sucesso na web



  • Reprodução/Instagram/muriellefacure
    A jovem contou em seu perfil no Instagram que o pastor implicou com o registro e a chamou de "estúpida"
    A jovem contou em seu perfil no Instagram que o pastor implicou com o registro e a chamou de "estúpida"
publicado no BOL Notícias

Uma foto que mostra o pastor Silas Malafaia ao fundo de uma mensagem de apoio à causa LGBT viralizou na internet e ganhou status de "selfie do ano". A imagem, com uma plaquinha com os dizeres "Abra sua mente, gay também é gente" - refrão de uma música do grupo Mamonas Assassinas –, foi feita por Murielle Facure, dentro de um avião, na sexta-feira (5).  A foto foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais. Malafaia ficou conhecido por suas declarações de cunho homofóbicos "Fui tirar um selfie e olha quem tava atrás, Ops! (Gente que quer poder casar)", escreveu Murielle na publicação.

O registro da jovem rendeu elogios de internautas, que parabenizaram Murielle "por ter levado uma mensagem de tolerância a Malafaia", cujas opiniões sobre os direitos LGBT têm causado polêmica na internet.

A jovem contou em seu perfil no Instagram que o pastor implicou com o registro e a chamou de "estúpida". Na foto, Malafaia aparece ao lado da esposa, Elizete, e demonstra insatisfação.
Nas redes sociais, Murielle narrou como foi a reação do pastor.

"Ele falou que eu sou estúpida, que eu podia ter pedido pra tirar foto com ele e ele tiraria de boa! Mas aí depois teve um longo diálogo. Aí eu falei "vamos tirar" e eles ficaram ironizando e rindo de mim, falando "depois a gente é que é ignorante". Aí eu falei "eu não sou a ignorante aqui. Pelo menos não fico impedindo a felicidade das pessoas." Aí ele falou que não impedia a felicidade de ninguém, ele tinha uma posição. Aí ele ficou resmungando e ironizando, eu deixei pra lá, porque a mulher dele começou a tipo dar aqueles tapinhas de ironia em mim, tipo 'senta lá Claudia' e eu fiquei meio p... com isso".
Depois que a selfie viralizou, uma amiga da jovem comentou. "O Malafa se ferrou. Roubei a foto, postei no face e geral tá disseminando. Morro e não vejo tudo! Mandou bem. Na ousadia, no texto, na foto e no "diálogo". hahaha". Outra questionou as atitudes do pastor. "Eu não sei se esse cara é um gênio empreendedor ou se ele é maluco de verdade".

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Afinal, quem são “os evangélicos”?

De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

Silas Malafaia e Martin Luther King: duas faces da mesma moeda?

por Ricardo Alexandre, na Carta Capital

Homofóbicos, cortejados pela presidente, fundamentalistas. Massa de manobra de Silas Malafaia, conservadores, determinantes no segundo turno das eleições. De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

A resposta mais honesta não poderia ser mais frustrante: os evangélicos são qualquer pessoa, todo mundo, ou, mais especificamente, ninguém. São uma abstração, uma caricatura pintada a partir do que vemos zapeando pelos canais abertos misturado ao que lemos de bizarro nos tabloides da internet com o que nosso preconceito manda reforçar. Dizer que “o voto dos evangélicos decidirá a eleição” é tão estúpido quanto dizer a obviedade de que 22,2% dos brasileiros decidirão a eleição. Dizer que “os evangélicos são preconceituosos”, significa dizer o ser humano é preconceituoso. É não dizer nada, na verdade.

Acreditar que há uma hegemonia de pensamento, de comportamento ou de doutrina evangélica é, em parte, exatamente acreditar no que Silas Malafaia gosta de repetir, mas é, em parte, desconhecer a história. A diversidade de pensamento é a razão de existir da reforma protestante. E continuou sendo pelos séculos seguintes, quando as igrejas reformadas do século 16 deram origem ao movimento evangélico, estes aos pentecostais e estes aos neopentecostais, todos microdivididos até o limite do possível, graças, novamente, à diversidade de pensamento – sobre forma de governo, vocação e pequenos pontos doutrinários. Boa parte destas, sem organização central, sem “presidência” nem representante, com as decisões sendo tomadas nas comunidades locais, por votação democrática.

Assim como não existe “os evangélicos” também não existe “os pentecostais”, nem “os assembleianos”: dizer que Malafaia é o “papa da Marina Silva” como disse Leonardo Boff, apenas porque ambos são membros da Assembléia de Deus, é ignorar que, por trás dos 12,3 milhões de membros detectados pelo IBGE, a Assembleia de Deus é rachada entre ministérios Belém, Madureira, Santos, Bom Retiro, Ipiranga, Perus e diversos outros, cada um com seu líder, sua politicagem e sua aplicação doutrinária. A Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Malafaia, aliás, sequer pertence à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Ignorância parecida se manifesta em relação ao uso do termo “fundamentalista”, como sinônimo de “literalista”, aquele incapaz de metaforizar as verdades morais dos textos sagrados. A teologia cristã debate há dois mil anos sobre a observação, interpretação e aplicação dos escritos sagrados, quais são alegóricos e quais são históricos, quais são “poesias” e quais são literais. O deputado Jean Wyllys, colunista daCarta Capital, do alto de alguma autoridade teológica presumida, já chegou à sua conclusão: o que não for leitura liberal, é fundamentalista e, portanto, uma ameaça às minorias oprimidas. (Liberalismo teológico é uma corrente teológica do final do século 19 que lançou uma leitura crítica das escrituras, completamente alegorizada, negando sua autoridade sobrenatural, a existência dos milagres, e separando história e teologia).

Só que isso simplesmente não é verdade. Dentro da multifacetação das igrejas de tradição evangélicas, há as chamadas “inclusivas”, mas há diversas igrejas históricas, tradicionais, teologicamente ortodoxas, que acreditam nos absolutos da “sola scriptura” da Reforma Protestante, mas que têm política acolhedora e amorosa com as minorias. Algumas criaram pastorais para tratar da questão homossexual, outras trabalham para integrá-los em seus quadros leigos; outros, como disse o pastor batista Ed René Kivitz, estão mais dispostos a aprender como tratar “uma pessoa que está diante de mim dizendo ter sido rejeitado por sua família, pelo meu pai, pela minha igreja” do que discutir a literalidade dos textos do Velho Testamento.

O panorama da questão pode ser melhor entendido em Entre a cruz e o arco-íris: A complexa relação dos cristãos com a Homoafetividade (Editora Autêntica), livro qual tive a honra de editar. Nele, o pastor batista e sociólogo americano Tony Campolo, ex-conselheiro do presidente Bill Clinton, diz: “Se você vai dizer à comunidade homossexual que em nome de Jesus você a ama (...) não teria que lutar por políticas públicas que demonstrem que você as ama? Pode haver amor sem justiça? Eu luto pela justiça em favor de gays e lésbicas, porque em nome de Jesus Cristo eu os amo.” Campolo, entretanto, faz distinção entre direitos e casamento: “O governo não deve se envolver nem declarar, de forma alguma, o que é casamento, quem pode ou não se casar”, ele disse. “Governo existe para garantir os direitos das pessoas. Casamento é um sacramento da igreja – governos não devem decidir quem deve ou não receber esse sacramento.” Campolo acredita que esta será a visão dominante entre cristãos americanos “em cinco ou seis anos”.

Entre os evangélicos brasileiros há quem pense desde já como Campolo – distinguindo união civil de casamento. Há quem pense de forma ainda mais radical: que a união civil, com implicações patrimoniais e status de família, deveria valer não apenas para casais homossexuais, mas para irmãos, primos ou quem quer que se entenda como família. Há quem defenda o acolhimento dos gays nas igrejas, mas o celibato para eles. Quem, embora sabendo que mais da metade das famílias brasileiras já não são no formato pai-mãe-filhos, ainda luta para restabelecer esse padrão idealizado. Há, sim, quem acredite que o seu conjunto de doutrinas e o seu modo de vida são fundamentais. Há aqueles que, enquanto estamos discutindo aqui, está mais preocupado se a melhor tradução do grego é a João Ferreira de Almeida ou a Nova Versão Internacional. E há quem acorde diariamente acreditando ser porta-voz do “povo de Deus”, pague espaço em redes de televisão para multiplicar esse delírio (mas, a julgar pelo 1% de intenção de voto do Pastor Everaldo, somente ativistas gays e jornalistas desmotivados acreditam nesse discurso). Esses são “os evangélicos”.

Na fatídica sexta-feira em que o PSB divulgou seu programa de governo, enquanto Malafaia gritava no Twitter em CAPSLOCK furibundo, o pastor presbiteriano Marcos Botelho, postou: “Marina, que bom que vc recebeu os líderes do movimento LGBTs, receba as reivindicações com a tua coerência e discernimento de sempre e um compromisso com o estado laico que é sua bandeira. Vamos colocar uma pedra em cima dessa polarização ridícula entre gays e evangélicos que só da IBOPE para líderes políticos e pastores oportunistas.”

Botelho não representa “os evangélicos” porque não existe “os evangélicos”. Mas Marcos Botelho existe e é evangélico. Assim como existe William Lane Craig, o filósofo que convida periodicamente Richard Dawkins para um debate público, do qual este sempre se esquiva; existe o geneticista Francis Collins vencendo o William Award da Sociedade Americana de Genética Humana; existe Jimmy Carter, dando aula na escola bíblica no domingo e sendo entrevistado para a capa da Rolling Stone por Hunter Thompson na segunda-feira; existe o pastor congregacional inglês John Harvard tirando dinheiro do próprio bolso para fundar uma universidade “para a honra de Deus” nos Estados Unidos que leva seu sobrenome; existe o pastor batista Martin Luther King como o maior ativista de todos os tempos; existe o jovem paulista Marco Gomes, o “melhor profissional de marketing do mundo”, pedindo licença para “falar uma coisa sobre os evangélicos”. E existe o Feliciano, o Edir Macedo, a Aline Barros, o Thalles Roberto, o Silas Malafaia e o mercado gospel. Como existe bancada evangélica, mas existem os que lutaram pela “separação entre igreja e estado” na constituição, e existem os que acreditam que levar Jesus Cristo para a política é trabalhar não para si, mas para os menos favorecidos.

Existe o amor e existe a justiça, como existe o preconceito, o dogmatismo, o engano, o medo, a vaidade e a corrupção. Não porque somos evangélicos, mas porque somos humanos.


* Ricardo Alexandre é jornalista e escritor, radialista e blogueiro, Prêmio Jabuti 2010, ex-diretor de redação das revistas Bizz, Época São Paulo e Trip. E é membro da Igreja Batista Água Viva em Vinhedo, interior de São Paulo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bíblias 'recheadas' com maconha são encontradas dentro de cadeia no RN

Droga foi achada durante revista nas celas do CDP da Ribeira, em Natal. Páginas foram arrancadas e maconha colocada na parte de trás das capas.

Além das bíblias com drogas dentro, vários aparelhos celulares
foram apreendidos durante a revista (Foto: Divulgação/Coape)
publicado no G1

Um vistoria realizada por agentes penitenciários nesta quinta-feira (28) encontrou três bíblias com maconha dentro. A apreensão aconteceu no Centro de Detenção Provisória da Ribeira, na Zona Leste de Natal. A agente penitenciária Graziela Lima contou ao G1 que a droga estava escondida entre as páginas dos livros. Vários celulares, chips e uma trouxa de maconha também foram encontrados durante a revista.

Ainda de acordo com Graziela, a vistoria que aconteceu no turno da tarde foi uma determinação da Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape) e da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed). "Um grupo de agentes penitenciários foi até o local e encontrou os celulares e chips, além das bíblias com a droga dentro", confirmou.

A agente acrescentou que os presos retiravam parte das páginas das bíblias, deixando a droga camuflada por trás da capa, que era fechada com um zíper. "Eles escondiam a maconha em uma espécie de fundo falso dentro das bíblias", explicou Graziela.

A Coape prometeu instaurar uma sindicância para apurar como as bíblias 'recheadas' de maconha entraram na unidade prisional.

Criatividade
No RN, os agentes penitenciários já encontraram drogas escondidas de várias maneiras e em diferentes objetos. Muitos casos foram noticiados pelo G1, em razão da criatividade. Há registros de entorpecentes escondidos dentro de bananas, sandálias de borracha, tubos de pasta de dente, prendedores de cabelo,

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O tigre, o menino e o trânsito


por Geraldo Tite Simões, no @Motite
Jornalista, escritor, especialista em segurança viária, duas filhas (bem educadas, eu acho...). 

Como um acidente pode explicar o comportamento humano

O Brasil ficou chocado nos últimos dias de julho quando um garoto de 11 anos teve o braço direito dilacerado por um tigre. O "acidente" ocorreu em um zoológico de Cascavel, PR, quando o garoto, acompanhado do pai, pulou uma cerca de proteção, ignorou os avisos de manter-se afastado e provocou primeiro um leão e depois o tigre. O desfecho todo mundo viu: teve o braço amputado na altura do ombro e terá a vida inteira para refletir sobre esse ato "corajoso". Esse acidente é exemplar, em todos os sentidos.

Quem acompanha minhas colunas sabe que há décadas eu insisto no declínio na qualidade do ser humano em sociedade. Especialmente no Brasil, país que parece caminhar ladeira abaixo no campo das relações humanas.

Felizmente alguém filmou e mostrou uma imagem que retrata o que vem acontecendo em uma sociedade desacostumada a respeitar uma autoridade. O garoto ficou por cerca de seis minutos atiçando dois felinos de grande porte, conhecidos por qualquer ser vivente como predadores. Até as pedras sabem que esses animais se alimentam de outros animais desde que o mundo é mundo.

Imediatamente após a divulgação das imagens começaram os julgamentos, principalmente os do "contra" e "a favor", seja do tigre, do garoto, do pai, do zoológico, de Deus etc. No atual modus operandi social de palpitar sobre tudo houve a esperada distribuição de culpa para todos os envolvidos, alguns até tentando amenizar o lado do garoto sob a alegação de que era "incapaz" de avaliar os riscos. Será? Com 11 anos você não sabe a diferença de um gato para um tigre?

Deixando um pouco o tigre de lado, vamos lembrar um pouco das histórias da Bíblia. Sem a menor conotação católico-cristã, mas apenas como exemplo. Muita gente atribui o pecado original ao sexo, fazendo uma analogia direta da mordida na maçã com rala e rola entre Adão e Eva. Mas Deus não poderia castigar pelo sexo, senão inviabilizaria a reprodução humana e jogaria por terra o famoso "crescei e multiplicai". 

O pecado original que condenou Eva e seu amasio ao mundo terreno foi a DESOBEDIÊNCIA. Deus deixou bem claro: não coma a fruta dessa árvore! E quando virou as costas lá foi ela e nhoc! Não tinha uma placa na macieira do tipo "fique longe, não coma". Por trás da desobediência está o conceito que quero chegar: o desrespeito!

Voltando ao zoológico, qual o padrão de comportamento dos visitantes: enfiar o braço na jaula ou manter-se afastado? Se uma criança violou o padrão é preciso olhar para esse caso isolado e tentar entender melhor de onde vem o comportamento tão prepotente.

Hoje em dia existe uma enorme confusão aqui em terras brasileiras com relação à educação. Também já escrevi sobre isso. E é um tal de pais entregarem seus filhos às escolas na crença cega de que o pimpolho sairá de lá um lorde inglês e com conhecimento de filósofo alemão. Mas em casa o filho faz o que quer, passa o dia no videogame, desobedece os pais e eventualmente despreza a autoridade dos empregados.

Educação é aquele conjunto de regras transmitidos de pais para filhos como uma carga genética. O que a escola transmite é conhecimento. Portanto, escola não educa, quem educa é o convívio familiar. Já defendi mais de um milhão de vezes a mudança do nome de ministério da Educação para ministério do Ensino.

Pergunto, que tipo de pai pode gerar um filho tão incapaz de entender a regra mais elementar, bíblica e basilar da educação que é a obediência? Que tipo de exemplo esse garoto tem em casa para ignorar tão descaradamente os perigos que envolvem o enfrentamento de um animal feroz? Uma criança que atiça descaradamente um animal selvagem como o tigre respeita seus professores? Obedece seus pais?

É o reflexo da falta de cuidado na educação, não da escola, mas aquela da formação do caráter. Quem enfrenta um tigre não é corajoso - como escreveram alguns - ou simplesmente desobediente?

Chamou-me a atenção o comentário de vários jornalistas que reforçaram o fato de no momento do acidente não ter nenhum vigia, embora o zoológico tenha se defendido alegando que a área é monitorada por quatro fiscais.

Ora, jornalistas são pessoas esclarecidas, viajam e normalmente voltam do exterior sempre com uma história de civilidade na ponta da língua. Ficam impressionados que nos museus americanos o visitante deposita o valor em uma caixa que fica ali, ao alcance de qualquer um, mas ninguém pega. Contam - impressionados - que na Áustria as padarias deixam o leite fora e as pessoas pegam e depositam as moedas em um pote, sem ninguém vigiando.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Podemos ver a casa de Fidel?


O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra. Provérbios 14:31

Bispo Miguel Uchoa, no seu blog

Foi essa a pergunta que minha esposa Valéria fez à guia turística que nos mostrava a cidade de Havana em Cuba a cerca de duas semanas atrás. A resposta veio de imediato “ no señora nadie los sabe !” (Não senhora, ninguém sabe)

Estivemos em Cuba para uma missão especial sobre o que não vou me deter nesse artigo para preservar a segurança daqueles que estão envolvidos no trabalho que ali realizamos e que está sendo realizado pela graça de Deus, apesar do regime cubano.

Inicialmente passamos 3 noites e dois dias na bonita cidade de Havana. Como turistas tivemos acesso a tudo de belo que a cidade tem, nossa guia era de uma agencia turística que pertence ao Governo, assim como o hotel que estávamos, o taxi que alugamos e o restaurante que usamos. Mas, nosso contato não foi apenas com essa simpática e “revolucionária” guia turística. A Moça era competente em florir a realidade Cubana, mas não pode omitir que o que ganhava não permitia que ela vivesse o mês e tinha que fazer outras coisas para sobreviver e os 20 dólares que demos de presente para ela, com certeza ajudou bastante no complemento da renda mensal.


Ela nos levou para ver o bairro aristocrata de Mira flores, a praça da revolução e outros locais que se assemelham às construções dos países da antiga “Cortina de Ferro” da Europa oriental, sempre imponentes. Além de termos visto o centro histórico onde uma pequena parte está restaurada. Perguntar não ofende e assim perguntamos se existem pobres ou ricos aqui em Cuba? Ao que ela, com veemência e quase iniciando um discurso político disse “ não, aqui não há pobres nem ricos” achei que não devia insistir perguntando sobre os mendigos que cruzaram nosso caminho. Entendemos que dali, não sairia nada mais do que um discurso pronto, para turista ver e, sendo nescio, se encantar. Mas até ali conclui que não há pobre em Cuba na mesma proporção em que os governos Petistas têm divulgando pelo mundo que o Brasil tem uma maioria de classe média.

Minhas fontes extra oficiais, gente da rua e do dia a dia me mostraram uma outra Cuba, vigiada de perto, temente de que uma dessas “primaveras” chegue por lá, o que espero não demore muito. Essas fontes me mostraram a realidade de uma pobreza institucionalizada e, que se vende para o mundo como o paraíso do caribe. De fato, existe um paraíso natural, um polo turístico dominado pelo Estado que apresenta o que muitos querem ver, prostitutas por todo lado, shows e belas praias, locais esses que os cubanos têm acesso proibido. Em conversa com alguns me foi dito que as mães introduzem as filhas nesse mundo pois essa é a única fonte de renda da família.
Os médicos cubanos se esforçam para entrar em uma missão como essa que está no Brasil, que mesmo recebendo uma mínima parte do ganho que o Governo Brasileiro paga, ainda assim é muito mais do que recebem no dia a dia de seu trabalho em Cuba, em torno de 28 dólares americanos, por isso ser camelô ou pedalar em uma bicicleta taxi nas horas extras faz parte da rotina de um pediatra ou dentista que precisa colocar comida na mesa de sua casa. Direitos humanos é algo que ninguém quer comentar e imaginei porquê.

A fé cristã cresce em Cuba, a igreja, mesmo diante de imensas limitações financeiras, estruturais, cresce nas ruas e se espalha. Ninguém detém, é obra santa. Células, pequenas congregações e um fenômeno que nunca havia visto, uma igreja na rua que congrega em uma praça mais de 600 pessoas em um domingo com chuva ou com sol, para ambos existe a sombrinha/guarda chuva e que nada possui senão o mais importante a fé no poder do Espírito Santo. Parabéns ao Pastor das ruas e a esse povo vibrante.

Seguimos para o interior, voamos em um Antonov 158, confesso que me preocupei, mas era um avião aparentemente novo e os voos de ida e volta foram tranquilos. Nossa missão no interior foi realizada com êxito, deixamos a liderança da igreja ali estabelecida, mas tudo teve que ser feito por detrás das cortinas, sob risco de detenção, mas o que seria isso depois de tanto ver a fé vibrante daquele povo.
Estivemos em um culto onde nos foi dito, “você não pode falar, pregar ou dirigir”, existem olheiros e nunca sabemos onde eles estão. Mas ver a fé daquele povo sofrido já nos foi suficiente para fortalecer ainda mais a nossa.

Vimos em Cuba o que estamos acostumados a ver nas periferias de qualquer cidade brasileira, mas aqui, assumimos isso, com exceção dos governantes, que por sermos a 7ª economia do Mundo parecem esquecer que estamos entre os piores índices de distribuição de renda deste mesmo mundo, e que as vezes disputamos fortemente com países como a Botswana.

A TV Cubana aberta é uma lástima de manipulação e a daqui não é? Perguntaria alguém, não, não como a de Cuba. TV Oficial que reproduz um canal da Venezuela e notícias do Equador e que todo tempo fala na Grande nação Sul Americana, uma neurose de Hugo Chaves e seus colegas, que tentam recriar o que se chamava da Grande nação (Equador, Venezuela e Colômbia) Não há nada do Brasil senão a Copa do Mundo, mas claro ninguém fala dos protestos.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Jesus e os pecadores, a Igreja e as pessoas (i)morais

Ed René Kivitz, no Facebook
Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: “Siga-me”. Levi levantou-se e o seguiu.
Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e “pecadores” estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam.
Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com “pecadores” e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que ele come com publicanos e ‘pecadores’? ”
Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”.
[Marcos 2.14-17]
Fariseus, escribas, publicanos e pecadores. Os fariseus, nome que significa “separados”, eram o mais ortodoxo e rigoroso segmento do judaísmo dos dias de Jesus. Eles se consideravam “o verdadeiro Israel”. Os escribas, também chamados doutores da Lei, eram estudiosos e mestres da Torah, o texto sagrado dos judeus. À época os judeus eram colônia romana e pagavam impostos exorbitantes a Roma. Os publicanos eram os coletores de impostos nas províncias e colônias romanas. Além de serem considerados traidores de Israel, eram repudiados pelos fariseus e mestres da Lei, pois não apenas faziam o serviço sujo para Roma, como também estavam envolvidos em corrupção, cobrando impostos abusivos em benefício próprio.
Jesus estava à mesa com os pecadores e publicanos. O que surpreende, entretanto, não é que Jesus esteja à vontade na companhia de gente mal falada, mas que pessoas de reputação duvidosa e moral escandalosa se sintam perfeitamente à vontade na mesa de Jesus. Há razões para este aparente paradoxo.
Jesus não usava sua autoridade para se distinguir, mas para seduzir. O biógrafo de Jesus, Marcos, parece desenvolver sua narrativa de modo a nos conduzir propositadamente a essa cena. Apresenta Jesus ensinando com uma autoridade jamais vista anteriormente, e contrapondo seu ensino ao modelo dos religiosos escribas e fariseus. Admiradas, as pessoas se perguntavam a respeito de Jesus: o que é isso? Um novo ensino? De onde vem essa autoridade?” (Marcos 1.22,27). Os mestres de Israel formavam uma casta iniciada na Torah, e por isso se julgavam acima do povo simples, com quem falavam assentados “na cadeira de Moisés”. Jesus se misturava entre as gentes, e enquanto falava compartilhava os mistérios do reino de Deus a quem estivesse de coração aberto. Geralmente os pecadores estavam mais prontos a ouvir, pois não se sentiam intimidados nem menosprezados por Jesus. Sim, Jesus revela mistérios espirituais aos simples.
Jesus não usava seu poder para destruir, mas para promover libertação. Os demônios devem temer a Jesus. Os seres humanos, não. Diante de Jesus os espíritos maus davam passos para trás, em tom suplicante para que não fossem destruídos (Marcos 1.23-26). Jesus não ameaça os seres humanos com seu poder espiritual. Não é um feiticeiro gerando medo, adulação indevida e subserviência. Diferentemente dos neofariseus, Jesus coloca os homens em pé, os ensina a andar com suas próprias pernas e os conduz à autonomia responsável e reverente a Deus. Sim, Jesus expulsa demônios e liberta seres humanos.
Jesus não usa sua pureza para segregar, mas para abraçar os excluídos. O leproso que de Jesus se aproxima sabe que pode ser purificado. Na tradição de Israel, o leproso era impuro, e todo aquele que com ele tivesse contato se tornaria igualmente impuro. Mas Jesus, ao tocar o leproso, purifica o leproso. Com o seu toque, em vez de ser maculado pela lepra, transfere sua pureza ao leproso (Marcos 1.40-42). Sim, Jesus abraça os impuros.
Jesus não usava seu crédito para condenar, mas para oferecer perdão. O paralítico que lhe é apresentado tem seus pecados perdoados (Marcos 2.5-7). Os religiosos, partindo do princípio que perdoar pecados é prerrogativa divina, expressam sua contrariedade. Jesus poderia lhes estender a mão: “Muito prazer, Deus em carne e osso”. Sabedor de seu direito e do débito dos homens, Jesus estende a mão como oferta de aproximação, pacificação e reconciliação. O olhar de Jesus não é condenatório. Sua voz não é acusadora. Seu tom não é moralista. Sua mensagem não é de juízo, mas de salvação. Não vem para promover “o dia da vingança de Deus”, mas para anunciar “o ano da graça do Senhor”. Sim, Jesus perdoa pecados.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Na China, jovens fazem amizade com repolhos para curar a solidão


Muitos jovens já tem seu repolho-amigo
Os jovens chineses encontraram uma nova forma de aliviar a solidão, levando um repolho parapassear. A ideia é simples: você pega um repolho, amarra em uma corda ou coleira e vai para a rua arrastando seu novo amigo.


De acordo com o tabloide inglês “Metro”, por mais sem noção que isso pareça (o que aconteceu com os bons e velhos cachorros?), um psiquiatra da China apoia a novidade. Ele explica que os jovens se sentem tão sozinhos e tão simples quanto um repolho que começam a agir como um e até fazem amizade com o vegetal, facilitando sua aceitação e sendo o estopim para uma mudança.

Lui Ja Chen, um rapaz de 17 anos que está habituado a passear com seu repolho, disse que se sente melhor depois de dar uma voltinha com seu amigo. “Eu posso transferir meus pensamentos negativos para o repolho e depois jogá-lo fora. É como se eu tivesse me livrado de todos esses sentimentos junto com o vegetal”, contou. O garoto ainda afirmou que é mais fácil conhecer outras pessoas quando você está carregando um repolho.


publicado no POP

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Os bananas e o coxinha

Reprodução
por Alex aantunes, no Yahoo Notícias

Foi Luciano Huck, após ser assaltado em outubro de 2007, que escreveu a respeito de seu próprio assassinato essa fantasia bizarra: "Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio. Por quê? Por causa de um relógio".

Como se vê, Huck atribuiu a si mesmo uma importância social extraordinária – provavelmente já contando com o sensacionalismo turbinado da mídia nos casos que envolvem, err, celebridades. Mas também nos obriga a lembrar um detalhe. Não era “um relógio” qualquer, era um rolex. De ouro. E um rolex de ouro pode custar até centenas de milhares de reais. Com sua peculiar sensibilidade social, Huck não entendeu que um maluco com muitos milhares de reais pendurados no pulso pode, sim, ser assaltado, e talvez morto. O rolex de Huck, naquele ano, consta, custava R$ 39 mil. No Brasil mata-se por muito (mas muito) menos.

Entre outras respostas contundentes, vieram a do escritor Ferréz (que imaginou o drama do outro lado, o do ladrão) e a de Zeca Baleiro. É uma ponderação de Zeca que me interessa agora: "Eu também reclamaria caso roubassem algo comprado com o suor do rosto. Reclamaria na mesa de bar, em família, na roda de amigos. Nunca num jornal. Esse argumento, apesar de prosaico, é pra mim o xis da questão. Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado? Lançando mão de privilégio dado a personalidades, utiliza um espaço de debates políticos e adultos para reclamações pessoais (sim, não fez mais que isso), escorado em argumentos quase infantis, como 'sou cidadão, pago meus impostos'".

Ontem, Luciano Huck fez pior. A história começou no domingo, num jogo na Espanha. Como todo mundo já deve saber, o jogador brasileiro do Barcelona, Daniel Alves, foi alvo de uma banana arremessada. Antes de cobrar um escanteio, em uma inspiração momentânea (pelo menos aparentemente, como veremos), Alves comeu a banana, como se nada estivesse acontecendo. O vídeo correu mundo – mas a coisa não parou nisso.


Continuou, e aumentou, com uma manifestação um tanto esquisita de Neymar, que postou foto também comendo banana, ao lado de seu filho. Esquisita porque Neymar, seu colega de time, já tinha nos explicado no final de 2013 que “nunca foi vítima de racismo – até porque não é preto, né”, reforçando a declaração em mais de uma entrevista.

Talvez Neymar tenha superado a amnésia traumática e lembrado que já foi sim alvo de agressões racistas. Por exemplo na Bolívia, em 2012, quando, ainda no Santos, foi alvo de bananas. Então a tag que lançou junto com a foto, #somostodosmacacos, seria um pouco menos impessoal. Além dele, ao longo da segunda-feira, gente como Alexandre Pires, Michel Teló, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Fátima Bernardes, Ana Maria Braga, Dinho Ouro Preto e Reinaldo Azevedo (!), além do Inri Cristo, postaram suas respectivas (ops) bananas.

Pareceria um caso, sempre meio bobo, de viral-celebridade, se dois desdobramentos não viessem a público: a) a tag #somostodosmacacos foi criada por uma agência de publicidade, a Loducca. Como no caso da cueca, Neymar gosta de fazer publicidade disfarçada. Questionado, um executivo da agência respondeu que “tentar desmerecer o movimento pelo fato de ter uma agência por trás é tão preoconceituoso quanto o torcedor que joga a banana. Por que não pode haver ajuda profissional? Não é uma campanha para vender nada”; b) a loja de Luciano Huck, o primeiro depois de Neymar a postar foto sua (com a esposa Angélica), já tinha pronta para vender uma camiseta com a tag e  banana, a R$ 69 reais. Ou seja, se a Loducca só queria “vender boas intenções”, para Luciano Huck isso não era um impedimento. E nem roubar a banana do Andy Warhol na capa do disco Velvet Underground.

Reprodução/Instagram
A Loducca diz que o próprio Neymar, que não estava nesse jogo, iria comer a fruta em alguma ocasião, e que Daniel o fez por uma incrível coincidência. O que levou Neymar a disparar a campanha. Nem é necessario embarcar na teoria da conspiração de que o próprio arremessador da banana em Villareal já fazia parte da trama – só a mera iniciativa relâmpago de Huck em capitalizar em cima da campanha já gerou um enorme desconforto. Luciano, que não é Hulk e não fica verde, também não fica amarelo em ganhar com a desgraça alheia.

Em 2011, Luciano e a empresa de descontos à qual tinha se associado, a Peixe Urbano, (supostamente) faziam doações paras as vítimas das enchentes naquele ano – mas você tinha que se cadastrar no site, antes de “comprar os cupons de doação”. No mínimo, mesmo que as doações chegassem integralmente (o que é improvável), era um modo de Luciano colocar sua base de fãs e seguidores no cadastro de vendas, usando a tragédia como desculpa.

A casa de Huck na ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, é construída numa área de proteção ambiental. Para se livrar da acusação, Huck contratou o escritório de advocacia da então primeira dama do Rio – e o governador Sérgio Cabral, em 2010, editou um decreto (que logo ficou conhecido como “Lei Luciano Huck”) para resolver o probleminha do apresentador. Não satisfeito, no ano seguinte Huck foi acusado de impedir o acesso à sua “praia particular” com bóias ilegais.


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