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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação a gays

Homossexuais têm 'dons e qualidades a oferecer', diz texto. 
Documento foi preparado após uma semana de discussões com 200 bispos.

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13)
(Foto: Gregorio Borgia/AP)
publicado no G1

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira (13) que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar “um espaço fraternal” para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.
saiba mais

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor”, afirma o documento, conhecido pelo nome latino de “relatio”.

“Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”, indagou.

John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro “Os Diários do Vaticano”, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays.

“O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família”, disse.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

‘Não me sinto segura para voltar à escola. Colegas dizem que mereci agressão’







Casos de meninas agredidas por serem “bonitas demais” se espalham. Aluna de Sorocaba teme mais violênciapor Marina Cohen
originalmente publicado em O Globo

RIO - “Quero ver quem vai te querer, quero ver você ser bonita agora”. Com essas palavras, uma menina de 16 anos deu início a uma série de agressões físicas a Júlia Apocalipse, de 13 anos, dentro da Escola Estadual Hélio Del Cístia, em Sorocaba (SP), na semana passada. Assim como ela, outras duas adolescentes foram recentemente atacadas nos arredores de escolas, em São Paulo e Santa Catarina, em atos que, segundo testemunhas, foram motivados pela “inveja” da beleza das vítimas. Em comum ainda aos casos, a exposição nas redes sociais — “palco” de discussões prévias entre as envolvidas e da publicação de vídeos dos espancamentos —, no que especialistas classificam como um novo tipo de espetacularização da humilhação.

Júlia perdeu dois dentes e ficou com hematomas no rosto depois do episódio, no último dia 9. O inchaço na boca ainda a incomoda, e ela tem dificuldade para comer. Por conta do trauma, não quer voltar para a escola. Aluna do sétimo ano, corre o risco de ser reprovada por faltas.

— Não me sinto segura para voltar. Tenho recebido nas redes sociais mensagens de colegas que acham que eu mereci a agressão. Sei que nada mudou lá dentro e que, se alguém se aproximar de novo, não vou ter socorro — afirma.

Ela conta que, dias antes do embate, recebeu uma ameaça no celular pelo aplicativo WhatsApp. A agressora, que só a conhecia por redes sociais, avisara que a atacaria na saída da escola.

— Ela já chegou falando que eu era muito metida e que não gostava de mim. Pediu para eu ajoelhar e pedir desculpas. Eu me recusei. Foi aí que veio o primeiro soco — lembra Júlia, que correu para a escola, onde a agressão continuou. — Apanhei mais na escola do que na rua. Lá dentro, nenhum inspetor interferiu. Só recebi ajuda quando já estava desmaiada.

A menina atribui à “inveja” dos selfies que posta no Facebook a ira da agressora:

— Tirar fotos era meu passatempo, mas agora tenho vergonha do meu rosto e medo de despertar raiva nas pessoas.

A garota que a espancou alega que defendia uma amiga chamada de “macaca” pela adolescente. Júlia nega.

Num caso parecido em Florianópolis, além de dar socos e chutes em uma estudante de 13 anos, duas jovens cortaram o cabelo dela em frente à Escola Estadual Padre Anchieta, no bairro de Agronômica, no fim do mês passado. O vídeo da agressão circulou pelas redes sociais. Enquanto uma adolescente segurava o cabelo da vítima, outra fazia os cortes. É possível ouvir as agressoras xingando a vítima de “vagabunda”. O pai da menina, Alcerir Weirich, pediu que o nome da filha não fosse publicado. Ele diz que o ataque foi por ciúmes:

— Dizem que o namorado da menina que bateu nela arrasta asa para a minha filha. Foi uma vingança mesmo. Ela tem um cabelo lindo, e elas queriam deixá-la feia e colocar na internet para todo mundo ver.

As agressoras não estudam na mesma escola da vítima e a emboscaram no portão de saída. Com hematomas no rosto, ela só voltou a estudar 20 dias depois.

— Preciso levá-la e buscá-la todos os dias. Ela ficou traumatizada — lamenta o pai, que aguarda uma audiência marcada para novembro para que o caso seja resolvido judicialmente.


Já a agressão a Ágatha Luana Roque, em abril, deixou sequelas neurológicas. A menina de 16 anos sofreu traumatismo craniano e, segundo sua mãe, “pisca sem parar, por conta da pancada forte”. Ela também teve os cabelos cortados. O espancamento, a cargo de duas outras garotas, ocorreu dentro da sala de aula na Escola Estadual Castelo Branco, no bairro Vila Cláudia, em Limeira (SP). Depois de quase um mês em casa para se recuperar das lesões, ela voltou às aulas, desta vez em outra escola, onde ainda sofre com o bullying dos colegas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bianca Toledo, seu novo casamento e o divórcio a luz da Bíblia



Mais de um milhão de pessoas curtiram a fanpage de Bianca Toledo, hoje autora de dois livros que relatam os milagres que viveu após coma e falência múltipla de órgãos, além dos que ela chama de “Milagres Invisíveis”, que inclusive é o título do seu segundo livro.

Mas a fama de Bianca Toledo tem despertado também curiosidade, já que em seu primeiro livro um personagem que deveria ser um dos principais, parece meio apagado, seu ex-marido, Renato Pimentel, que ainda era esposo na época dos problemas de saúde da escritora.

Movidos pela curiosidade, centenas de pessoas que acompanham a história de Bianca começaram a procurar mais informações sobre Renato Pimentel e a tentar entender o motivo de ele não fazer parte do livro com veemência, além do questionamento que surgiu depois da leitura do segundo livro, no qual Bianca fala sobre o divórcio: como um homem abandona uma mulher de Deus num estado de saúde tão delicado?

Os curiosos encontraram Renato Pimental no facebook e descobriram que ele estava ressentido por ter sido apagado de fatos tão importantes na história do milagre e por ter sido apontado como o culpado da tragédia do divórcio.

Em sua página no facebook, Pimentel costuma postar lamentações sobre o que ele chama de mentiras da sua ex-esposa e pede retratação pública, alegando que não abandonou Bianca. Alguns acusam Pimentel de viver em função de acusador de Bianca.

Muitos internautas comentam, julgam e até discutem a relação do ex-casal, já que Toledo casou com o pastor Felipe Heiderich há poucos meses e muitas outras mulheres estão vendo a história de Bianca como um modelo a ser seguido quando seus casamentos estiverem naufragando. Apesar de Bianca ter postado em sua página que é contra o divórcio, ela se divorciou, então muitos acreditam que o poder de Deus pode ser limitado quando a questão é casamento, porque Deus ressuscitou Bianca Toledo, mas não poderia ressuscitar seu casamento, portanto, ela teve que desistir.

Outro fato intrigante é que o pastor Felipe, atual esposo de Bianca, conta seu testemunho de oração e espera em Deus por uma esposa. Então todos questionam: o pastor orava e Deus preparava para ele uma mulher que estava casada enquanto ele orava?

Bianca afirma ter sido infeliz durante o tempo que passou casada, disse, em uma carta enviada a alguns membros de sua página, que Pimentel é perigoso e sociopata, mas em seu testemunho relata que queria ter um filho e lutou por isso durante todo o casamento. Como alguém está infeliz, separando e voltando com um marido perigoso e quer a todo custo ter um filho com ele?

Enfim, são muitos os questionamentos e a página de Renato Pimentel tem virado um cenário de discussões. Na página de Bianca os questionamentos não permanecem, são excluídos imediatamente. Na pagina de Bianca, é possivel ver pessoas inconformadas com o recasamento, e também muitas que acreditam que casar de novo para ser feliz não tem problema à luz da Bíblia.
Apesar de ser esta uma questão pessoal, ela é relevante para nós, justamente por tratar de algo tão importante como o divorcio. É licito, à luz da Biblia, divorciar-se por qualquer motivo? Nos dias de Jesus, alguns homens fizeram a mesma pergunta. A resposta do mestre foi enfatica:

"Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora" Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".
Mateus 19:3-9, NVI

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mais da metade das pessoas se arrepende de divórcio


foto: Luciola Villela / EXTRA
foto: Luciola Villela / EXTRA
Camilla Muniz, no Extra

Decidir pelo divórcio é sempre difícil. Tanto que, passado o calor do momento, mais da metade das pessoas se arrepende. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil pessoas: nada menos do que 54% admitiram que ficaram se perguntando se fizeram mesmo a escolha certa, e a resposta foi “não”.

Para alguns, o arrependimento foi tão grande que 42% consideraram dar uma nova chance ao relacionamento. Desses, 21% estão juntos do ex-parceiro novamente.

Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Daniela Ervolino, do Psicolink, situações como essas são comuns também no Brasil.

— Muitos casais se separam por impulso. Cada vez mais as pessoas querem resolver tudo instantaneamente e têm menos paciência para se dedicar ao relacionamento — avalia.

Para a especialista, em geral, o arrependimento no divórcio se deve à falta de flexibilidade e de abertura para o diálogo enquanto a relação existia — dois erros que levam à separação precipitada.

— As pessoas não conversam sobre os problemas por medo de iniciar uma discussão, por preguiça e por achar que o outro já deveria saber determinada coisa. Falar e ouvir é fundamental — afirma a psicóloga.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Casamento é melhor do que apenas morar junto


casorio

Publicado na Super Interessante


Dizem que morar junto antes de casar aumenta o risco de divórcio. E, além disso, causa depressão. Pois é, nada bom. E o pior: os benefícios que o casamento traz à saúde não valem para os casais que apenas foram morar juntos, sem assinar a papelada, trocar alianças e aquilo tudo.

É o que acreditam os pesquisadores da Universidade de Virginia. Eles convidaram alguns casais “juntados” e outros casados de verdade para passar por um teste. Todos passaram pelo mesmo procedimento: uma pessoa deitava dentro de um aparelho de ressonância magnética e lá recebiam avisos sobre a probabilidade de levar um choque ou não.

Durante o processo, os voluntários podiam segurar a mão do parceiro, ou de um estranho ou de ninguém. Quando os casados pegavam na mão do companheiro, o hipotálamo, que desempenha um papel importante no reconhecimento de emoções e reações às ameaças, desacelerava. Era imediato. Como se fosse mais fácil lidar com o perigo com o amante por perto.

Já os “juntados” não tinham essa mesma reação: o perigo era tão estressante com ou sem o parceiro. Alguns, na verdade, até tinham, mas só entre aqueles se consideravam casados, apesar de não terem nunca assinado papéis ou feito uma grande cerimônia de casamento. “Há um efeito regulador forte e previsível entre os casados e nenhum efeito nos casais que apenas moram juntos”, explica Jim Coan, um dos autores da pesquisa.

sábado, 31 de maio de 2014

Sem perdão não existe amanhã


Ed René Kivitz no Facebook

A família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, por exemplo.

Nos anos de experiência pastoral observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos afetivos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades, como doenças fatais e acidentes naturais, são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Às vezes encaradas como vindas de Deus. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, nos chegam dos lugares menos esperados: a peçonha mortal está justamente no ninho onde deveríamos nos sentir protegidos.

Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar, mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões e promovendo distâncias abissais. Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do estranhamento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos e que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.

Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa no padrão “se–então” do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. Imaginar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco é uma ingenuidade. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.

Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de

terça-feira, 25 de março de 2014

10 hábitos de casais felizes

Um site americano fez uma pesquisa para divulgar porque os casais felizes são tão felizes. Surgiu uma lista de 10 hábitos, que são consideravelmente gostosos de se cumprir. A maior parte consiste em comunicação: quando o outro precisa se manter acessível a você.
Quando eu completei 4 anos de namoro com meu marido (há cerca de 5 anos), fiz um presente que continha um versinho na capa, contendo palavras que falavam basicamente isto: “Quero passar minha velhice com você”. Acredito que viver a velhice com alguém não basta se não for uma velhice boa!
Acho que esta lista vai ajudar a dar uma força. Vamos lá…
1. Vá para a cama ao mesmo tempo
00128
Lembre-se do início de seu relacionamento, quando você não podia esperar para ir para a cama com o outro para fazer amor. Casais felizes resistem à tentação de ir para a cama em momentos diferentes. Eles vão para a cama ao mesmo tempo, mesmo que um dos parceiros acorde depois para fazer alguma coisa, enquanto seu parceiro dorme.
2 . Cultive interesses comuns
00223
Após a paixão se acalmar, é comum perceber que existem poucos interesses em comum. Mas não minimize a importância das atividades que vocês podem fazer juntos. Se os interesses comuns não estão presentes, o casal deve encontrá-los. Mas não se esqueça de cultivar interesses próprios. Isso irá te tornar mais interessante para o seu companheiro(a) e ao mesmo tempo impedir que ele(a) fique muito dependente de você.
3 . Ande de mãos dadas ou lado a lado
00317
Ao invés um se arrastar atrás dos outros, casais felizes caminham confortavelmente lado a lado ou de mãos dadas. Eles sabem que é mais importante estar com o seu parceiro do que observar as coisas ao longo do caminho. Dê as mãos, nem que seja para chegar até o carro ou ir até a esquina.
4 . Adotem um padrão de confiança e perdão
00411
Se casais felizes têm um desentendimento e, se eles não podem resolvê-lo, um padrão de confiança e de perdão é adotado em vez de desconfiar e ser relutante um com o outro.
5 . Valorize mais o que o seu parceiro faz certo do que aquilo que ele ou ela faz errado
0057
Se incomodar com coisas que seu parceiro(a) faz errado é fácil. Agora, encontrar e evidenciar o que ele(a) faz de certo, é mais difícil, mesmo sendo algo importante e que melhora a relação. Trabalhe o positivo. Casais felizes acentuam sempre o positivo.
6 . Abracem-se, logo que vocês se encontrarem depois do trabalho
0066
Nossa pele tem uma memória de “bom toque” (amado), “mal toque” (abusado) e “não toque” (negligenciado). Casais que dizer olá com um abraço, mantém sua pele banhada pelo “bom toque”, que podem inserir seu espírito contra o anonimato no mundo.
7 . Diga “eu te amo” e “Tenha um bom dia” todas as manhãs, ou melhor, não se esqueça de dizer Eu te amo hoje!
00224
Falar palavras doces é uma ótima maneira de amenizar aborrecimentos ao longo do dia, como engarrafamentos, longas filas, prazos apertados no trabalho. Dizer eu te amo e receber eu te amo todos os dias é uma forma deliciosa de lidar mais suavemente com o mundo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O dia em que parei de dizer “Anda Logo”

Por Rachel Macy Stafford, Revista Crescer
filha de Rachel se diverte com sombra (Foto: reprodução / Hands Free Mama)

Quando você leva uma vida distraída, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que você está sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o próximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e atenção de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atrás do prejuízo.

Essa foi minha vida durante dois anos de correria. Meus pensamentos e minhas ações eram controlados por alertas eletrônicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu não conseguia.

Acontece que seis anos atrás, eu fui abençoada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.

Quando eu precisava já estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.

Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atrás, ela insistia em colocar seu bichinho de pelúcia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de segurança.

Quando eu precisava pegar um almoço rápido no Subway, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua avó.
Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho.

Quando eu tinha um dia cheio que começava às seis da manhã, ela pedia para quebrar os ovos e mexê-los bem devagarinho.
filha de Rachel se diverte com flor (Foto: reprodução / Hands Free Mama) Minha filha calma e despreocupada foi uma dádiva para minha natureza workaholic e frenética, mas eu não enxergava isso. Não, nem de perto.

Quem leva a vida distraída está sempre usando viseiras, sempre de olho no próximo item da agenda. E tudo que não pode ser riscado da lista é pura perda de tempo.

Sempre que minha filha me forçava a desviar do meu cronograma, eu pensava “Não temos tempo para isso”. Por consequência, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: “Anda logo”.

Eu começava minhas frases com elas.
Anda logo, vamos chegar atrasados.

Eu terminava minhas frases com elas.
Vamos perder tudo se você não andar logo.

Eu começava meu dia com elas.
Anda logo e come esse café da manhã de uma vez.
Anda logo e vai se vestir.
Eu terminava meu dia com elas.

Anda logo e vai escovar os dentes.
Anda logo e vai dormir.
E apesar das palavras “anda logo” não fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez até mais do que aquelas outras palavrinhas, “eu te amo”.

A verdade dói, mas a verdade cura... e me deixa mais próxima da mãe que quero ser.

Até que chegou o dia fatídico e tudo mudou. Havíamos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de infância e estávamos saindo do carro. Como a menor não estava saindo rápido o suficiente, a mais velha disse para a irmãzinha: “Você é tão lenta”. E então ela cruzou os braços e soltou um suspiro de frustração. Foi como me ver no espelho, e a sensação foi horrível.

Eu estava fazendo bullying com minha própria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.

Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minha existência apressada estavam causando em minhas duas filhas.

Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: “Desculpa por estar fazendo você se apressar tanto. Eu adoro que você faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com você”.

Minhas duas filhas pareceram igualmente surpresas com minha admissão dolorosa, mas o rosto da mais novo tinha um brilho inconfundível de validação e aceitação.

“Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje”, eu disse, abraçando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da mãe.

Foi fácil riscar a expressão “anda logo” do meu vocabulário. Mais difícil foi adquirir a paciência para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar nós duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando tínhamos que ir a algum lugar. Às vezes, ainda assim chegávamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que só teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.

Quando saíamos para caminhar ou íamos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi expressões no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas mãos e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma Percebedora, e logo descobri que os Percebedores são dádivas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos céus para minha alma frenética.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ame alguém que…


fazer-amor
Cyelen Veloso, no Catalogando-me [via Pavablog]
Tenha afinidades com você. Não adianta ele(a) ser a pessoa mais bonita do mundo se vocês tem gostos diferentes, um dia beleza se torna rotineira e a convivência será o principal para manter a união.
Que te olhe nos olhos sempre, seja para elogiar, para discutir, pedir perdão. Olhar nos olhos é uma das formas mais sinceras de conversar.
Que te acalme no fim do dia, depois daquele engarrafamento estressante ou de ouvir horas o chefe mala dizendo que Ra pra ter entregue o relatório.
Alguém que viva com você e não pra você. Prefira alguém que faça junto à alguém que faça tudo por você.
Ame uma pessoa que tenha a iniciativa de tomar decisões e não deixe tudo á sua escolha e que te deixe à vontade para escolher quando você realmente quer algo específico.
Alguém que te incentive a fazer as coisas que sempre quis, mas de alguma forma não se sente motivada(o).
Ame alguém que vibre com suas pequenas conquistas e que te desafie a ser uma pessoa melhor.
Queria alguém que te faça rir, que brinque com o seu cabelo. Alguém espontâneo que goste daquele seu pijama de bolinhas e diga o quanto você fica linda(o) com a cara amassada de sono.
Ame alguém que entenda sua independência e sabe que nem sempre você vai precisar dele(a), mas está disposto a ficar ao seu lado mesmo assim.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Cientista descobre que o amor o impediu de ser um psicopata

James Fallon (foto: Daniel Anderson)

Título original: Pesquisador se descobre psicopata ao analisar o próprio cérebro

Mônica Vasconcelos, BBC Brasil [via Cristianismo subversivo]

Neurocientista americano descobriu que tinha "cérebro de psicopata" ao estudar criminosos

Um neurocientista americano que fazia estudos com criminosos violentos descobriu, por acaso, que ele próprio tinha "cérebro de psicopata".

Casado e pai de três filhos, James Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da University of California, Irvine (UCI), disse à BBC Brasil que a descoberta fez com que ele reavaliasse seus conceitos a respeito de quem era. E transformou suas convicções enquanto cientista.

A experiência de Fallon, descrita no livro The Psychopath Inside, teve grande repercussão na internet.

Comentando o caso, um neurologista ouvido pela BBC disse que estamos interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".

"Os profissionais estão atribuindo importância excessiva para a carga genética de uma pessoa, como se isso, por si só, fosse capaz de determinar o futuro de um ser humano", disse Eduardo Mutarelli, professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Para ele, a experiência de Fallon ajuda a reequilibrar o debate que contrapõe a influência da herança genética à do meio (nesse caso em particular, a influência civilizadora da família e da sociedade sobre o indivíduo).

Revelação Perturbadora


A descoberta de Fallon aconteceu em 2005, quando ele analisava tomografias de cérebros de assassinos em série na universidade. Ele queria ver se encontrava alguma relação entre os padrões anatômicos dos cérebros desses pacientes e seu comportamento.

Fallon explicou que, para ter uma base de comparação, tinha colocado na pilha tomografias de membros de sua própria família – a ideia era usá-los como modelos de cérebros "normais".

Ao chegar ao fim da pilha, onde estavam os exames de sua família, o cientista viu uma tomografia que mostrava um padrão claro de patologia. "O exame mostrava baixa atividade em certas áreas dos lobos frontal e temporal que estão associadas à empatia, moralidade e ao auto-controle".

Fallon contou que, no começo, pensou que fosse um engano. Mas feitas as checagens, o neurocientista, que estudava psicopatas há mais de duas décadas, viu-se às voltas com uma realidade um tanto quanto incômoda: o cérebro representado naquele exame era seu.

"As mesmas áreas do cérebro estavam completamente apagadas, como nos piores casos que eu tinha visto", disse Fallon.

Para se certificar, Fallon fez mais algunas investigações.

Exames do seu DNA confirmaram que ele tinha genes alelos associados à ausência de empatia e comportamento agressivo e violento.

Fallon também se submeteu a um teste usado por muitos pesquisadores e psicólogos para avaliar tendências antisociais e psicopáticas, a Robert Hare Checklist.

"Psicopatas alcançam acima de 30 pontos no teste de Robert Hare", disse Fallon. "A pontuação máxima é 40. Eu alcanço 18, 20 ou 22. Tenho vários traços em comum com psicopatas, só não sou criminoso. Nunca matei nem estuprei ninguém e prefiro vencer uma discussão com argumentos do que com força física", diz.

Charme Perigoso
Imagem de exame do cérebro de Fallon em comparação a um exame de controle

Análise mostrou que cérebro de Fallon tinha traços em comum com psicopatas

Fallon contou que quando compartilhou suas descobertas com a família e com amigos, eles não se surpreenderam. Gradualmente, o neurologista começou a se ver do ponto de vista das pessoas que o conheciam bem.

"Tive várias conversas reveladoras com minha mãe. Ela me disse que sempre percebeu um lado sombrio em mim e tomava cuidado especial para neutralizar essas tendências e incentivar outras, mais positivas", conta.

Nessas conversas, a mãe também contou ao filho que vários antepassados dele pelo lado paterno tinham sido criminosos temidos. Entre eles, Lizzie Borden, acusada de matar o pai e a madrasta em 1892.

Para a esposa, era como se existissem dois James Fallon convivendo num único homem.

"Sou casada com duas pessoas, uma é inteligente, engraçada e afetuosa. A outra é um sujeito perverso, de quem eu não gosto", disse a mulher do neurologista em uma entrevista para a TV.

"Tenho muito jeito para lidar com estranhos, faço muita caridade. Mas sou uma decepção como marido. Posso ver um bebê que não conheço e ficar com os olhos cheios de lágrimas, mas não sinto uma conexão emocional profunda com minha própria família", diz.

Fallon descreveu alguns dos traços típicos de um psicopata: "Psicopatas possuem um narcisismo agressivo, charme, desenvoltura aliada a superficialidade, senso de superioridade, tendência a manipular, são emocionalmente rasos, não sentem culpa, remorso ou vergonha".

"Podem ser magnânimos e generosos, mas são emocionalmente frios", afirma.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mistério: uma em cada 200 americanas diz ter engravidado ainda virgem


publicado no Terra
Uma jovem americana em cada 200 declara ter ficado grávida apesar de ainda ser virgem, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no British Medical Journal (BMJ).
De um total de 7.870 mulheres que participaram de um estudo em nível nacional de longa duração (1995-2009) e confidencial, 45 delas, ou seja, 0,5%, afirmam ter concebido sem o menor contato sexual com penetração vaginal.
Nenhuma delas declarou ter recorrido a algum tipo de assistência médica para a procriação (inseminação artificial ou fecundação 'in vitro').
Também encontramos alguns pais 'virgens', algo que é ainda mais difícil de compreender
Amy HerringLíder da pesquisa
Quase um terço destas mulheres que afirmam ter ficado grávidas antes de sua estreia sexual fizeram voto de castidade antes do casamento (31%), algo muito comum entre os cristãos conservadores.
Os resultados se apoiam nas respostas a uma série de perguntas sobre o histórico de sua gravidez e o início de suas relações sexuais, embora as mulheres não tenham sido perguntadas diretamente se eram virgens no momento em que ficaram grávidas.
Apesar de todas as precauções tomadas pelos pesquisadores, não se descarta uma possível falta de compreensão das perguntas em alguns casos, admitem os autores do estudo.
Por sua vez, "há algumas semanas tentamos verificar se este fenômeno se limita apenas às mulheres", indicou Amy Herring (docente da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, Estados Unidos), líder deste trabalho.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Onda de suicídio de pastores assustam fiéis


Por Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

Nos últimos trinta dias, três pastores americanos famosos cometeram suicídio. O primeiro deles foi Teddy Parker Jr., de 42 anos, pastor da Igreja Batista Bibb Mount Zion, na Geórgia, que se matou com um tiro na cabeça, após ter ministrado no culto matinal de sua igreja. Na última semana, o pastor Ed Montgomery, líder da Assembleia Internacional do Evangelho Pleno, em Illinois, ainda em luto pela morte da esposa, atirou em si mesmo na frente de sua mãe e filho. No dia 10 de dezembro, foi a vez do Pr. Isaac Hunter, fundador da mega igreja Summit em Orlando, Flórida. Este caso em particular chamou a atenção da mídia secular, pois o pai de Isaac, o também pastor Joel Hunter, é conselheiro espiritual de Barack Obama. Joel é líder da Northland, uma das igrejas que mais crescem nos EUA, e tem sofrido severas críticas por parte de líderes mais conservadores devido à sua aproximação do presidente. Conheci-o pessoalmente durante minha estada na América. Em nosso longo papo em seu gabinete, Joel demonstrou ser um homem visionário e humilde, totalmente comprometido com a agenda do reino de Deus.

Apesar de mais recentes, estes não são casos isolados de suicídios envolvendo pastores e familiares. O mundialmente conhecido tele-evangelista Oral Roberts, considerado um dos gurus do neopentecostalismo, também perdeu seu filho em suicídio depois de ter sido severamente repreendido pelo pai ao declarar-se homossexual em rede nacional. Recentemente, o pastor Franck Page, ex-presidente da Convenção Batista do Sul dos EUA também perdeu sua filha Melissa em função de um suicídio.

Mas, provavelmente, o caso mais célebre foi o do filho caçula de Rick Warren, considerado o pastor mais influente deste início de século nos EUA. Matthew Warren tinha apenas 27 anos, e, segundo seus pais, lutou a vida inteira contra a depressão. Em abril deste ano, Mattew resolveu por um fim em sua luta, suicidando-se com um tiro após uma reunião familiar.

O que estaria por trás desta onda de suicídios? Corremos o risco de vê-la chegar em nosso país? Estaríamos prontos para lidar com isso? Talvez Deus esteja permitindo isso para chamar nossa atenção para a gravidade do problema. Afinal, não somos uma classe privilegiada, imunde a este tipo de coisas.

As estatísticas não são nada animadoras. De acordo com o Instituto Schaeffer, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% se dizem esgotados. Além disso, 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias, e 70% dizem não ter um “amigo próximo”. Talvez estes dados nos forneçam um retrato da condição emocional da maioria daqueles que ocupam nossos púlpitos.

Recentemente, deparei-me com uma frase postada no facebook que dizia: "É melhor um fim honroso do que um horror sem fim." Seria isso que se passa na mente de quem resolve dar cabo de sua existência terrena?

Duas coisas me preocupam quanto a isso. Primeiro, precisamos buscar maneiras de evitar que aconteçam mais suicídios entre pastores e familiares. Segundo, temos que consolar às famílias que perderam entes queridos pelo suicídio.

Se dermos atenção excessiva ao primeiro ponto, poderemos evitar alguns suicídios, ao passo que traremos um jugo insuportável sobre famílias que perderam alguém desta maneira tão cruel. Por exemplo: se insisto com a tese de que suicidas estarão irremediavelmente condenados ao inferno, talvez consiga evitar que alguns cheguem a este ato extremo, fazendo-os preocupar-se com o destino de suas almas. Todavia, isso produzirá um sofrimento ainda maior à família. Imagine ter que conviver com a ideia de que seu familiar querido foi condenado ao inferno por haver se suicidado. Sinceramente, penso que não é por aí que evitaremos o problema.

Não há nenhum passagem bíblica que seja clara quanto a isso. Particularmente, creio ser possível a salvação de um suicida. Se tiver dúvidas quanto a isso, sugiro que assista ao vídeo postado abaixo, bem como às suas continuações disponíveis em nosso canal no Youtube. Neles apresento bases teológicas para o que digo aqui.

Então, como podemos evitar que alguém, no auge de uma depressão, incorra numa decisão tão drástica?

Primeiro, precisamos rever a maneira como temos pregado o evangelho, geralmente centrado no bem-estar do indivíduo. A proposta encontrada no evangelho da graça é de que haja um deslocamento do eixo de nossa vida, ao que as Escrituras chamam de conversão. Nosso ego é crucificado com Cristo, de forma que, deixamos de viver em função de nosso aprazimento, passando a viver para Deus e para o bem daqueles que nos cercam.

Quando o indivíduo decide suicidar-se, seu objetivo é por fim à sua dor, sem importar-se com a dor que provocará naqueles que o cercam. Todo suicida deveria considerar que o fim de sua dor será o início de uma dor sem fim para aqueles que o amam. O problema se agrava quando o suicida chega à conclusão de que ninguém se importa. Ainda que não se sinta devidamente amado, se ele ama conforme Jesus ordenou, certamente não vai querer ser motivo de dor para ninguém.

Segundo, temos que combater o preconceito que muitos cristãos têm contra a psicologia e a psiquiatria. Oração, leitura da Bíblia, adoração, são disciplinas importantes na caminhada cristã. Entretanto, não se pode prescindir de ajuda profissional quando o problema parece agravar-se. Assim como procuramos o dentista para resolver o problema da dor de dente, e o cardiologista para tratar de cardiopatias, deveríamos procurar ajuda psicológica para tratar de nossas crises e depressões.

Terceiro, devemos cultivar em nossos lares, bem como em nossas igrejas, um ambiente em que cada um tenha liberdade para externar seus conflitos internos, sem receio de ser rejeitado. Como disse o apóstolo, onde está o Espírito de Deus, aí há liberdade. Não se trata de liberdade para fazer o que quiser, mas de liberdade para ser o que é. Sem máscaras. Sem mentiras ou meias verdades.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Família de Mandela trava disputa por nome, fortuna e legado

Brigas judiciais e confusões públicas são encaradas como uma ‘novela de horror’ pelos sul-africanos
Publicado em O Globo
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Mandela cercado pelos netos em foto de 2008: sul-africanos já esperam uma ‘novela familiar de horror’ pela disputa de seu legado Reuters
BUENOS AIRES – Nelson Mandela, símbolo da reconciliação sul-africana, parece ter falhado na união de uma só família: aquela que leva seu sobrenome. Há muitos anos, a família Mandela – composta de seis filhos, 17 netos, 12 bisnetos, duas ex-mulheres e vários sobrinhos – disputa por poder, herança, nome, fortuna e legado através de ações judiciais e brigas públicas.
Em sua autobiografia, “Longa caminhada até a liberdade”, o homem que derrotou o apartheid reconhece que seu compromisso com o povo o levou a descuidar daqueles que estavam mais próximos.
“Um homem envolvido na luta era um um homem sem vida familiar”, escreveu.
Mas Madiba, como era chamado em seu país, provavelmente nunca imaginou as cenas de mesquinharia que seus descendentes seriam capazes de provocar. Uma saga de brigas, acusações e inveja que levou Desmond Tutu, também ganhador do prêmio Nobel da Paz, a pedir respeito a seu amigo.
“Podemos, por favor, não pensar em nós mesmos? Isso é como estar cuspindo na cara de Madiba”, disse o arcebispo da Igreja Anglicana ao tentar apaziguar uma disputa.
O último e mais marcante capítulo da novela aconteceu em junho deste ano, quando a justiça ordenou transferir os corpos de três filhos do ex-presidente a Qunu, cidade natal de Mandela. Mandla, neto e atual representante do clã, havia retirado os corpos para enterrá-los em Mvezo.
Mandla, membro governante do Congresso Nacional Africano (CNA) no parlamento, havia feito essa mudança com o propósito de poder sepultar rapidamente seu avô em sua cidade. Ele tomou a decisão sem consultar os outros familiares, nem mesmo a filha mais velha de Mandela, Makaziwe, que deseja que seu pai seja enterrado em Qunu, a 700 quilômetros de Johannesburgo. Ela foi a responsável por reunir outros 16 familiares para reaver os corpos ao local onde haviam sido sepultados. Nesta sexta-feira, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciou que o funeral ocorrerá no dia 15, em Qunu, cidade onde Mandela nasceu.
Mandla demonstrou sua insatisfação na remoção dos corpos debatendo publicamente todas as divergências da família: acusou um dos irmãos de semear a mentira de que é fruto de uma relação extraconjugal, e ainda disse que um outro irmão engravidou a mulher com quem Mandla era casado, o obrigando a repudiar o recém-nascido.
O episódio irritou os sul-africanos, que encheram as redes sociais de mensagens em protestos. A mais replicada no Twitter foi: “Talvez Mandla seja um Mandela, mas está longe de ser Nelson”.
Desde abril, 17 membros da família, liderados por Makaziwe, iniciaram uma ação na Justiça para conquistar o direito de controle das empresas fundadas por seu pai. Tratam-se da Harmonieux Investement Holdings e da Magnifique Investment Holdings, que geram mais de US$ 1 milhão por ano.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

'Síndrome do celibato': por que os jovens do Japão não fazem mais sexo?

  • Japoneses hoje preferem investir na carreira a casar ou ter um relacionamento;
    pesquisa mostra que, no Japão, um terço das pessoas com menos de 30
    anos nunca teve qualquer tipo de experiência amorosa. Taxa de natalidade em 2012
    foi a menor de que se tem registro no país (Reprodução/The Guardian)

    no UOL.

    Japoneses com menos de 40 anos de idade parecem estar perdendo o interesse nos relacionamentos convencionais. De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico "The Guardian", a mídia do Japão tem tratado o fenômeno como "síndrome do celibato".

    Para o governo japonês, essa síndrome pode significar uma catástrofe iminente. O Japão já tem uma das menores taxas de natalidade do mundo, e a atual população de 126 milhões de pessoas --que vem diminuindo nos últimos dez anos-- pode ser reduzida em 30% até 2060, segundo projeções feitas no país.

    Milhões de japoneses não estão sequer namorando, e o número de pessoas solteiras atingiu seu recorde. Uma pesquisa realizada em 2011 constatou que 61% dos homens e 49% das mulheres com idade entre 18 e 34 anos não mantinham qualquer tipo de relação romântica com outra pessoa. Outra pesquisa mostrou que um terço das pessoas com menos de 30 anos nunca havia tipo uma experiência amorosa --na vida.

    Dados oficiais mostram, ainda, que o número de bebês nascidos no Japão em 2012 é o menor de que se tem registro. Além disso, com o aumento da população de idosos, as vendas de fraldas geriátricas ultrapassaram as de fraldas para bebês pela primeira vez em 2012. Para Kunio Kitamura, da Associação de Planejamento Familiar, a crise demográfica é tão grave que o Japão "pode eventualmente acabar em extinção".

    Nesse cenário, surgiu, então, o profissional que trabalha como conselheiro de sexo e relacionamento, a fim de tentar curar a chamada "síndrome do celibato". Ai Aoyama, 52 --que cerca de 15 anos atrás ganhou a vida como dominatrix profisisonal-- é uma dessas conselheiras. Ela diz que, hoje, seu trabalho é muito mais desafiador.
    A ex-dominatrix Ai Aoyama, 52, conselheira de sexo e relacionamento, e
    um de seus clientes

    "Recebo mais homens, mas a presença das mulheres está aumentando", disse Aoyama, que trabalha em Tóquio. "Eu uso terapias como ioga e hipnose para relaxá-los e ajudá-los a entender o modo como o corpo do ser humano real funciona", disse ela, que às vezes --por uma taxa extra-- pode ficar nua para seus clientes do sexo masculino, a fim de guiá-los fisicamente em torno da forma feminina. "Mas sem absolutamente qualquer relação sexual", afirma. Como exemplo, ela cita um cliente de 30 anos, virgem, que só fica excitado quando vê robôs femininos em games, algo semelhante àqueles da série Power Rangers.


    Aoyama afirma que, além do sexo casual, vê o crescimento da procura por pornografia online e "namoradas virtuais". Ou então, opina, estão substituindo o sexo por outras formas de relaxamento e diversão.

    A pressão para se conformar ao modelo de família anacrônico do Japão --marido assalariado que trabalha 20 horas por dia e mulher dona de casa-- permanece forte, e talvez essa seja uma das explicações para o fenômeno do celibato. Ironicamente, o sistema que produziu papéis conjugais segregados também criou o ambiente ideal para aqueles que querem ficar só, sem qualquer incômodo, como costumam falar. "As pessoas não sabem para onde ir. Elas vêm até mim porque pensam que, por querer algo diferente, há algo de errado com elas", conta Aoyama.

Família X Trabalho


Embora as mulheres japonesas sejam cada vez mais independentes e ambiciosas, no mundo corporativo japonês é quase impossível que a mulher consiga combinar carreira e família. Assim, as mulheres japonesas hoje encaram o casamento como o "túmulo" da carreiras conquistada --cerca de 70% das mulheres japonesas deixam seus empregos depois de seu primeiro filho, e o Fórum Econômico Mundial classifica o Japão como um dos piores países do mundo para a igualdade de gênero no trabalho.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fundamentalismo gera trauma religioso


foto: Arquivo pessoal
foto: Arquivo pessoal
Grazieli Gotardo, no Jornal Extra Classe [via Pavablog]
Marlene Winell, norte-americana, é psicóloga, educadora e escritora, com 28 anos de experiência tanto em atendimentos clínicos, quanto na área acadêmica. Doutora em Desenvolvimento Humano e Estudos da Família da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é a autora do livro Leaving the Fold: A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion, ainda sem edição em português. Trata-se de um guia sobre como identificar e se livrar de problemas desencadeados por religiões fundamentalistas. Marlene cunhou o termo Síndrome do Trauma Religioso para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da doutrinação dessas crenças. Para ela, religião é algo que não deve ser ensinado para crianças e o fundamentalismo rouba a identidade das pessoas.
Extra Classe − O que é a Síndrome do Trauma Religioso e como você desenvolveu sua teoria?
Marlene Winell
 – É a condição vivida por pessoas que estão lutando para sair de uma religião autoritária, dogmática e sofrendo os danos dessa doutrinação. Eles podem estar passando por um momento de quebra de conceitos e de paradigmas pessoais ou rompendo com uma comunidade ou estilo de vida controlador. Os sintomas dessa síndrome podem ser mais facilmente comparados com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, que resulta da experiência de ser confrontado com a morte ou lesões graves que provocam sentimentos de terror e impotência. Como no Transtorno de Estresse Pós-Traumático, o impacto da Síndrome do Trauma Religioso é de longa duração, com pensamentos intrusivos, estados emocionais negativos, convivência social deficiente e outros problemas.
Eu mesma sofri com isso por algum tempo. Foi quando comecei a escrever sobre minha recuperação de uma religião cristã fundamentalista, que me dei conta que não estava sozinha. Muitas pessoas também estavam ansiosas para falar de seu sofrimento. Desde então, tenho trabalhado com clientes na área de “recuperação da religião” e escrevi um livro. Meus estudos têm como base resultados clínicos de 20 anos de atendimento psicológico.
foto: Igor Sperotto
foto: Igor Sperotto
EC − Como a Síndrome do Trauma Religioso pode ser reconhecida em uma pessoa?
Marlene
 – A Síndrome do Trauma Religioso é vivida de diferentes maneiras e depende de uma variedade de fatores. Alguns sintomas-chave são confusão mental, dificuldade em tomar decisões e pensar por si mesmo, falta de sentido ou direção na vida, baixa autoestima, ansiedade de estar no mundo, ataques de pânico, medo da condenação, depressão, pensamentos suicidas, distúrbios do sono e alimentares, abuso de substâncias, pesadelos, perfeccionismo, desconforto com a sexualidade, imagem corporal negativa, problemas de controle de impulso, dificuldade de desfrutar o prazer ou estar presente aqui e agora, raiva, amargura, traição, culpa, sofrimento e perda, dificuldade em expressar emoções, ruptura da rede familiar e social, solidão, problemas relacionados com a sociedade e questões de relacionamento pessoal.
Os sintomas podem variar de acordo com os ensinamentos e práticas específicas de determinadas igrejas, pastores ou dos pais. As pessoas mais sensíveis à síndrome são aquelas que foram criadas dentro de uma determinada religião, protegidas do resto do mundo ou de uma religião muito controladora. A Síndrome do Trauma Religioso é uma realidade. Embora possa ser mais fácil de entender os danos causados por um abuso sexual ou um desastre natural, as práticas religiosas podem ser tão prejudiciais quanto esses traumas. Mais e mais pessoas precisam de ajuda e o tabu sobre criticar as religiões precisa ser questionado.
EC − Como é o tratamento? É possível comparar com a recuperação da dependência de drogas?
Marlene − Essa é uma questão muito profunda e eu estou no processo de escrever e fazer pesquisas sobre as melhores práticas. Há alguma semelhança com o vício de drogas no sentido em que as pessoas tentam encontrar formas de evitar a responsabilidade por suas vidas, e a recuperação é difícil porque requer que você enfrente este problema. No entanto, eu prefiro comparar com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, especialmente se a doutrinação ocorreu na primeira infância. O medo do inferno incutido nas crianças, por exemplo, pode criar um trauma de longa duração.
EC − Como as vítimas do fundamentalismo religioso podem se reconhecer e, depois disso, o que devem fazer?
Marlene − Esta é uma pergunta difícil, porque é como uma esposa maltratada reconhecer que é vítima de violência doméstica e se separar. Em ambos os casos, a vítima sente que a culpa é sua pelos problemas e tende a insistir para permanecer na situação. Essas pessoas normalmente também têm pouco conhecimento de outras opções de vida. Por isso, a melhor maneira de começar é se informar. Não tenha medo de questionar o que lhe foi ensinado ou descobrir o que outras pessoas podem fazer para ajudá-lo.
entrevista_3EC − Você diz que quem “sair do rebanho” geralmente perde a identidade individual e tem problemas de autoestima. Por quê?
Marlene − Na verdade, a pessoa passa por um período de confusão sobre isso porque ela foi ensinada a formar sua identidade pessoal afim de identificar-se com Deus e considerar apenas Deus como algo bom e valioso. Normalmente, eles acreditam que são pecadores desde o nascimento e precisam ser salvos, portanto, não veem nenhum valor além da graça de Deus. Quando deixam sua fé e suas crenças precisam reconstruir a autoestima e senso de identidade. Eu não diria que eles perdem a identidade quando deixam sua fé, pelo contrário, a religião já roubou sua identidade e outros aspectos do seu desenvolvimento pessoal. Então, quando eles saem, eles têm muito trabalho para descobrir quem são, aprender o amor próprio, autocuidado e autoconfiança, tudo que era considerado pecado e orgulho, de acordo com suas religiões.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tarefas do lar tiram tempo de estudo de meninas, aponta pesquisa

imagem: Internet

Sabine Righetti, na Folha de S.Paulo

Quase 40% das meninas brasileiras discordam que são tão inteligentes quanto os meninos. E mais de 10% delas não se orgulha e nem se sente feliz por ser menina.

Os dados são da ONG britânica Plan International, que entrevistou 1.948 meninas de seis a 14 anos nas cinco regiões do Brasil.

O estudo mostra que as garotas se enxergam de modo diferente dos meninos –e que são tratadas de maneira desigual por suas famílias.

Entre as entrevistadas, 76,8% disseram que lavam a louça em casa, mas que só 12,5% de seus irmãos meninos fazem a mesma tarefa.

“Eu arrumo a minha cama e a dos meus dois irmãos”, conta L., 14, uma das meninas atendidas pela Plan em São Luís do Maranhão.

Ela diz que gasta uma hora e meia todos os dias com as tarefas do lar. No tempo que sobra, ela estuda “bastante”, pois quer ser médica.

“As meninas se ocupam mais de tarefas do lar e acabam tendo menos tempo que os meninos para brincar ou estudar”, explica Célia Bonilha, assessora de gênero da Plan. “Isso pode ser muito prejudicial na escola.”

Segundo a pesquisa, 76,3% das brasileirinhas revelaram que são cuidadas principalmente pela mãe. O pai está presente nos cuidados de uma em cada quatro delas.

“O ‘cuidar’ ainda é tido como atividade especialmente feminina”, diz Bonilha.

Os dados mostram ainda um possível quadro “mascarado” de violência em casa.

Apesar de a maioria das meninas dizer que se sente “bem” em casa, cerca de 60% delas não quiseram responder se recebem castigos.

“O fato de não responderem não significa que não saibam a resposta. O silêncio diz muito”, analisa Bonilha. 

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