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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Em novo reality, pastor tem oito minutos para converter prostitutas


O pastor Greg Reese em rua do condado de Orange (Califórnia, EUA)
 antes de se encontrar com prostituta
por Daniel Castro, no nTV

Um novo reality show promete dar o que falar. Em 8 Minutes (8 Minutos, título provisório), o pastor norte-americano Greg Reese, de 44 anos, promete tirar prostitutas das ruas de uma cidade da Califórnia e transformá-las em fiéis protestantes. Sua missão será registrada pelas câmeras do produtor Tom Formam, criador de Extreme Makeover: Home Edition, que a exibirá no canal pago A&E.

Ex-policial, Reese já tem experiência no assunto. Uma reportagem sobre seu trabalho, publicada no ano passado pelo jornal Los Angeles Times, inspirou a criação do reality show. "Nós lemos aquilo e pensamos: alguém tem que colocar uma câmera nisso", disse Forman ao site Entertainment Weekly. "É a coisa mais incrível que eu já ouvi."

Durante 20 anos, Reese atuou na região do condado de Orange, vizinha a Los Angeles. Ele trabalhava no setor de vícios da polícia local e lidava com o mundo da prostituição diariamente, prendendo homens e atendendo ocorrências de ataques a garotas de programa.

Atualmente, em seu trabalho na igreja batista, Reese telefona para prostitutas se passando por cliente e marca um encontro. No local, ele logo entrega uma camisinha com um telefone e diz que não está ali para transar. O pastor explica a situação e espera uma reação.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Porque todo evangélico deve conhecer a mitologia africana

Igreja do Paissandu, no centro de SP.

Talita Ribeiro, especial para o Pavablog

Nasci em um lar evangélico, meu nome, Talita, é bíblico, me batizei aos 13 anos, porém, tive idas e vindas na religião, ainda que Deus tenha sido sempre presente na minha vida, o que me faz muito grata. Não é de se estranhar, então, que eu tenha entrado em uma igreja católica pela primeira vez aos 8 anos, após insistir muito com a minha mãe. Não era nenhuma data especial, eu havia acabado de sair do meu pediatra e estava a caminho do ponto do ônibus para voltar para casa.

Aquela construção, no meio do Largo do Paissandu, em São Paulo, chamava a minha atenção há algum tempo, porém, me dava medo quase na mesma medida que despertava curiosidade, isso porque estava cheia de “santos”, que, para muitas pessoas com as quais eu convivia, eram representações de demônios.

Ao pisar dentro da igreja sozinha, demorei para conseguir olhar as paredes com aquelas imagens, mas, passo a passo, fui a desvendando, até chegar ao púlpito. Lembro que não voltei correndo para a praça, mas foi quase isso, pois estava receosa que algo ruim acontecesse, afinal, aquele era um lugar proibido até então.

Mais de 10 anos depois, fui ao Santuário de Fátima, em Portugal, para fazer uma matéria sobre um dos principais destinos religiosos do mundo. Católico, dedicado e inspirado em uma santa.

No ônibus, senhoras já rezavam com seus terços em mãos, carregavam fotos de conhecidos, velas, entre outras lembranças de milagres, realizados ou pedidos para Fátima. Se aos 8 anos eu não tivesse entrado na igreja do Paissandu e saído “ilesa”, talvez não conseguisse me emocionar tanto com a fé de quem crê no que eu não creio, mas respeito.

No Santuário, ao observar devotos de joelhos, percorrendo uma imensidão branca até a basílica, meus olhos ficaram cheios de lágrimas. É tocante ver como os outros se relacionam com o sagrado e se entregam àquilo que acreditam. Escrevi a reportagem com base no que vi, mas também naquilo que ouvi, de mente e coração abertos, de quem foi curada de um câncer com a ajuda de sua fé, que é tão bonita e válida quanto a minha.

Através de um livro, especificamente o primeiro da trilogia Deuses de Dois Mundos, de PJ Pereira, fui apresentada à mitologia africana e, não se assustem, à história dos orixás, que servem como base para religiões como o candomblé e a umbanda.

O Livro do Silêncio mistura o misticismo africano com uma ficção atual, sobre um jornalista que, sem querer, entra em contato com esse mundo mágico e vai, aos poucos, descobrindo os orixás. Alguns, confesso, já me eram familiares, por serem repreendidos em cultos, principalmente neopentecostais, como Exu e Xangô. Outros eu conhecia das músicas de Maria Bethânia e cantores da MPB, como Oxum e Iansã. Porém, nunca havia parado para ler sobre eles, talvez pelo mesmo medo infantil que eu tinha dos santos.

Após devorar o livro, fiquei pensando no quanto nos distanciamos dos outros e da nossa própria cultura, como brasileiros e filhos-netos-bisnetos de africanos, por puro preconceito. O quanto é absurdo ainda demonizar a mitologia africana, mas utilizar a mitologia greco-romana em nossas pregações, em nosso dia a dia.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bianca Toledo, seu novo casamento e o divórcio a luz da Bíblia



Mais de um milhão de pessoas curtiram a fanpage de Bianca Toledo, hoje autora de dois livros que relatam os milagres que viveu após coma e falência múltipla de órgãos, além dos que ela chama de “Milagres Invisíveis”, que inclusive é o título do seu segundo livro.

Mas a fama de Bianca Toledo tem despertado também curiosidade, já que em seu primeiro livro um personagem que deveria ser um dos principais, parece meio apagado, seu ex-marido, Renato Pimentel, que ainda era esposo na época dos problemas de saúde da escritora.

Movidos pela curiosidade, centenas de pessoas que acompanham a história de Bianca começaram a procurar mais informações sobre Renato Pimentel e a tentar entender o motivo de ele não fazer parte do livro com veemência, além do questionamento que surgiu depois da leitura do segundo livro, no qual Bianca fala sobre o divórcio: como um homem abandona uma mulher de Deus num estado de saúde tão delicado?

Os curiosos encontraram Renato Pimental no facebook e descobriram que ele estava ressentido por ter sido apagado de fatos tão importantes na história do milagre e por ter sido apontado como o culpado da tragédia do divórcio.

Em sua página no facebook, Pimentel costuma postar lamentações sobre o que ele chama de mentiras da sua ex-esposa e pede retratação pública, alegando que não abandonou Bianca. Alguns acusam Pimentel de viver em função de acusador de Bianca.

Muitos internautas comentam, julgam e até discutem a relação do ex-casal, já que Toledo casou com o pastor Felipe Heiderich há poucos meses e muitas outras mulheres estão vendo a história de Bianca como um modelo a ser seguido quando seus casamentos estiverem naufragando. Apesar de Bianca ter postado em sua página que é contra o divórcio, ela se divorciou, então muitos acreditam que o poder de Deus pode ser limitado quando a questão é casamento, porque Deus ressuscitou Bianca Toledo, mas não poderia ressuscitar seu casamento, portanto, ela teve que desistir.

Outro fato intrigante é que o pastor Felipe, atual esposo de Bianca, conta seu testemunho de oração e espera em Deus por uma esposa. Então todos questionam: o pastor orava e Deus preparava para ele uma mulher que estava casada enquanto ele orava?

Bianca afirma ter sido infeliz durante o tempo que passou casada, disse, em uma carta enviada a alguns membros de sua página, que Pimentel é perigoso e sociopata, mas em seu testemunho relata que queria ter um filho e lutou por isso durante todo o casamento. Como alguém está infeliz, separando e voltando com um marido perigoso e quer a todo custo ter um filho com ele?

Enfim, são muitos os questionamentos e a página de Renato Pimentel tem virado um cenário de discussões. Na página de Bianca os questionamentos não permanecem, são excluídos imediatamente. Na pagina de Bianca, é possivel ver pessoas inconformadas com o recasamento, e também muitas que acreditam que casar de novo para ser feliz não tem problema à luz da Bíblia.
Apesar de ser esta uma questão pessoal, ela é relevante para nós, justamente por tratar de algo tão importante como o divorcio. É licito, à luz da Biblia, divorciar-se por qualquer motivo? Nos dias de Jesus, alguns homens fizeram a mesma pergunta. A resposta do mestre foi enfatica:

"Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora" Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".
Mateus 19:3-9, NVI

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eleições: Metade da internet não quer entender o que lê. E a outra…


guerra cibernética
Publicado por Leonardo Sakamoto (via Pavablog)
É fácil escrever o que o senso comum deglute com facilidade e que está guardado nos instintos mais animais que não abandonamos nem com milhares de anos de convivência.
Coisas do tipo: “Mata a vadia, mata!”
Difícil mesmo é redigir algo com a certeza absoluta de que apenas uma minoria vai ler até o final, embutindo uma provocação que gere uma reflexão ao final.
Em um assunto considerado polêmico, boa parte das pessoas passa o olho de forma transversal em um texto, capta algumas palavras como “direitos humanos”/ “traficantes”/ “Estado” / “maioridade penal” / “aborto” / “evangélico” / “casamento gay” / “Palmeiras” e sem nenhuma intenção de expor ideias ou debater, pinça um capítulo de sua Cartilha Pessoal de Asneiras e posta como comentário.
É a vitória da limitada experiência individual sobre a necessidade coletiva, da emoção do momento sobre a racionalização necessária para que não nos devoremos a cada instante.
Não existe observador independente e imparcial. Isso até pode e deve ser almejado, mas não será obtido. Quem te falar o contrário, tá de zoeira.
Você vai influenciar uma realidade e ser influenciado por ela. E vai tomar partido, consciente ou inconscientemente. Se for honesto e/ou corajoso, deixará isso claro ao leitor.
Pois mais vale a transparência de dizer quem você é e o que pensa do que a arrogância de se afirmar acima de qualquer suspeita.
Sei que há colegas de profissão que discordam, que dizem que é necessário garantir a pretensa imparcialidade. É necessário, sim, ouvir todos os lados com honestidade para entender e explicar o assunto, mas a sua tradução já sofrerá influência de quem você é e onde você está – socialmente, profissionalmente, politicamente, culturalmente.
Zerar essa influência só seria possível se nos despíssemos de toda a humanidade. Há quem tente ferozmente e ache bonito. Sinceramente, o resultado fica muito ruim.
Tomar posição se reflete na escolha da pauta que você vai fazer, sob a ótica de quem.
Concordo com Robert Fisk, o lendário correspondente para o Oriente Médio do jornal inglês Independent, que diz que em situações de confronto, de limite, deve-se tomar opção pelos mais fracos, ou seja, os empobrecidos e marginalizados, no que se refere à realidade política, econômica, social, cultural e ambiental.
Tomar partido não significa distorcer os fatos, pelo contrário, é trazer o que historicamente é jogado para baixo do tapete, agindo conscientemente no sentido de contrabalançar, junto à opinião pública, o peso dos lados envolvidos na questão.
Distorcer é má fé, preguiça ou incompetência – coisa que muito jornalista que se diz imparcial faz aos montes, aplaudido por quem manda. Aqui ou lá fora.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mais da metade das pessoas se arrepende de divórcio


foto: Luciola Villela / EXTRA
foto: Luciola Villela / EXTRA
Camilla Muniz, no Extra

Decidir pelo divórcio é sempre difícil. Tanto que, passado o calor do momento, mais da metade das pessoas se arrepende. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil pessoas: nada menos do que 54% admitiram que ficaram se perguntando se fizeram mesmo a escolha certa, e a resposta foi “não”.

Para alguns, o arrependimento foi tão grande que 42% consideraram dar uma nova chance ao relacionamento. Desses, 21% estão juntos do ex-parceiro novamente.

Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Daniela Ervolino, do Psicolink, situações como essas são comuns também no Brasil.

— Muitos casais se separam por impulso. Cada vez mais as pessoas querem resolver tudo instantaneamente e têm menos paciência para se dedicar ao relacionamento — avalia.

Para a especialista, em geral, o arrependimento no divórcio se deve à falta de flexibilidade e de abertura para o diálogo enquanto a relação existia — dois erros que levam à separação precipitada.

— As pessoas não conversam sobre os problemas por medo de iniciar uma discussão, por preguiça e por achar que o outro já deveria saber determinada coisa. Falar e ouvir é fundamental — afirma a psicóloga.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Pão


pao com bolor
Ed René Kivitz
Construíram altares para o pão.
Espalharam pelas paredes fotos de pão.
Debateram receitas de pão.
Escreveram poemas exaltando o pão.
Distribuíram amuletos com miniaturas de pão.
Fabricaram réplicas de pão em ouro, prata e bronze.
Editaram manuais para o consumo do pão.
Instituíram sociedades do pão. 
Discutiram a importância do pão.
Elaboraram regras para o acesso ao pão.
Formaram padeiros e especialistas em pão.
Edificaram casas do pão.
Criaram rituais para degustação do pão.
Dançaram ao redor do pão.
Assaram o pão.
Publicaram livros a respeito do pão.
Ensinaram as crianças a gostar de pão.
Patentearam o pão.
Elegeram guardiões do pão.
Mataram em nome do pão.
Recusaram o pão a milhares.
Organizaram romarias para ver o pão.
Venderam o pão.
Entoaram canções em louvação ao pão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Silas Malafaia, Israel e o direito de matar




Por Hermes C. Fernandes, no seu blog

Acabei de assistir ao pronunciamento do pastor Silas Malafaia acerca do conflito "Israel e Palestinos" e coincidentemente tratei do mesmo assunto no culto de ontem em nossa igreja. Apesar do meu amigo Danilo Fernandes, editor do Genizah, concordar 100% com o líder da AVEC, gostaria de apresentar as razões que me fazem discordar de seu posicionamento.

Silas faz coro com boa parte dos líderes evangélicos brasileiros, que por sua vez, estão afinados com o diapazão ideológico americano. 

A primeira coisa que me chamou a atenção na defesa que Silas faz dos ataques de Israel à faixa de Gaza foi dizer que, numa guerra, nenhuma reação é proporcional à ação. Portanto, Israel teria razão em lançar mísseis em escolas palestinas matando crianças inocentes para vingar a morte de três adolescentes judeus mortos por militantes do Hamas. Ora, se Israel se mantivesse fiel aos princípios esboçados na Lei do Senhor, saberia que um dos seus mandamentos diz respeito à proporcionalidade de nossas reações (olho por olho, dente por dente). E mais: um discípulo de Jesus jamais defenderia qualquer reação, uma vez que seu Mestre ensinou a amar a seus inimigos e oferecer-lhes a outra face. Partindo do argumento usado por Silas, o ataque dos EUA a Nagazaki e Hiroshima em reação ao ataque japonês a Pearl Harbor foi totalmente justificável. Enquanto 2403 pessoas morreram na base americana de Pearl Harbor, 220 mil pessoas morreram nas duas cidades japonesas (quase cem vezes mais!). Quantas crianças palestinas terão que morrer para vingar a morte dos três adolescentes judeus?

Porém, o que mais me incomodou em seu discurso pró-Israel foi a interpretação teológica dada ao fato e à posição supostamente privilegiada de Israel. 

De fato, Deus fez uma promessa a Abraão de que toda aquela terra seria dada à sua descendência (Gn.13:14-15). Esta mesma promessa foi confirmada a Isaque e a Jacó (Gn.26:2-24; 28:12-14). Todavia, Deus estabeleceu condições para que seus descendentes tivessem o direito de posse da terra. Se não as cumprissem, a terra os vomitaria e eles seriam espalhados entre as nações (Lv.20:22; 26:14-15, 27-28, 32-33). Portanto, a Diáspora Judaica nada mais é do que o cumprimento das sanções impostas por Deus a Israel, se seu povo não guardasse os seus mandamentos. Ainda mais grave do que rejeitar a Lei do seu Deus, os judeus também rejeitaram o Messias prometido. Portanto, a aliança entre Deus e eles foi quebrada. 

Entretanto, há promessas bíblicas de que Israel retornaria à sua terra. E com base nessas promessas, surgiu o movimento sionista. Sionismo é um movimento político e filosófico que defende a existência de um Estado nacional judaico independente e soberano no território onde historicamente existiu o antigo Reino de Israel. O sionismo é também chamado de nacionalismo judaico e historicamente propõe a erradicação da Diáspora Judaica, com o retorno da totalidade dos judeus ao atual Estado de Israel.  O termo "sionismo" é derivado da palavra  “Sião”, nome de uma das colinas que cercam a chamada Terra Santa. Durante o reinado de Davi, Sião se tornou sinônimo de Jerusalém. Em inúmeras passagens bíblicas, os israelitas são chamados de "filhos (ou filhas) de Sião".

O que este movimento parece ignorar é que para que Israel retornasse à sua terra, algumas condições precisariam ser preenchidas. Dentre elas, a mais importante é a conversão dos judeus.
“Porque, em vos convertendo ao Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o Senhor vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele.” 2 Crônicas 30:9
Portanto, o atual Estado de Israel, fruto de um arranjamento político da ONU, nada tem a ver com o cumprimento da promessa de Deus de que seu povo retornaria à sua terra. E a prova disso é que não houve conversão. E converter-se a Deus é acolher a única oferta de salvação possível: JESUS CRISTO. Por isso os apóstolos eram tão enfáticos ao testificar que "tanto a judeus como a gregos devem converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus" (At.20:21). À parte de Cristo, todo judeu está tão perdido quanto qualquer gentio. 

Paulo diz que eles eram os ramos naturais da oliveira (Abraão), mas devido à sua incredulidade e desobediência, foram quebrados e em seu lugar, nós, os que cremos dentre os gentios, fomos enxertados. Até que se convertam ao evangelho, eles são judeus apenas na carne, mas não na fé que teve seu patriarca. A igreja é, por assim dizer, a continuação do verdadeiro Israel. A árvore é a mesma, os ramos que foram substituídos. 

Ademais, a promessa de que os judeus retornariam à sua terra foi cumprida quando deixaram o cativeiro babilônico e voltaram para Jerusalém nos dias de Esdras e Neemias. Porém, por terem se mantido rebeldes, foram mais uma vez espalhados pelo mundo quando Jerusalém foi destruída pelo exército romano no ano 70 d.C. sob o comando de Tito.

A aliança feita com Abraão não caducou, mas foi devidamente cumprida em Jesus, seu Descendente (Gl.3:16). E os que são de Cristo são os verdadeiros descendentes de Abraão (Gl.3:29). De acordo com o próprio Jesus, o reino foi tirado dos judeus e entregue a outro povo, a saber, a Sua igreja, reunião de judeus e gentios que creem em Seu nome (Mt.21:43). 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dá pra perdoar?


Ivan Martins, na Época
Acho que foi a Miriam Palma, amiga desde os tempos do cursinho, quem me contou que, dentro de 10 anos, todas as fotos de nós mesmos que hoje nos parecem feias ficarão bonitas. É só uma questão de tempo para que a beleza apareça. Nosso olhar precisa mudar.
O mesmo se aplica, me parece, à questão muito mais grave do ressentimento e do perdão. As coisas que hoje nos parecem inaceitáveis, e, por decorrência, imperdoáveis, com o passar do tempo talvez se mostrem verdadeiramente irrelevantes. Nem é preciso esperar 10 anos. Talvez cinco bastem. Ou mesmo 12 meses. Nosso olhar só tem de mudar.
Estou falando, claro, da relação entre duas pessoas, das coisas que acontecem no interior dos casais. Imagino pessoas que se amam ou se gostam – ou têm pelo menos a lembrança desse sentimento. Essas relações nos são tão caras e tão próximas que, nelas, o ato de perdoar é essencial. Talvez seja o gesto mais necessário e o mais frequente de quem partilha a vida com alguém.
Perdoar é como apertar um inesgotável botão de reiniciar: foi ruim ontem à noite, dormimos com raiva um do outro, esta manhã reiniciamos. A conversa foi muito dura, agora estamos mais calmos, que tal reiniciar? Eu fiz algo que a magoou, você reagiu com brutalidade, reiniciemos, por favor.
Estar com alguém, viver com alguém, é sinônimo de afrontar e ser afrontado. A cada dia, quase a cada momento. Os nossos egos, as nossas suscetibilidades tornam difícil o outro se mover ao nosso lado sem que nos incomode. Ele precisa ser imensamente atento, ou infinitamente delicado, para não causar nenhum atrito. Mas então, coitado, não seria humano. Seria alguém apenas tentando nos satisfazer – e rapidamente nos encheria de tédio.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vamos organizar o Deus de Rubem Alves

04-Rubem-AlvesRicardo Alexandre, no R7
Com a morte de Rubem Alves, aos 80 anos no último sábado (19/07), começará oficialmente o veloz processo de avaliação, reavaliação e organização de seu pensamento. É um crime, por um lado. Vivo, o pedagogo, escritor, teólogo, poeta e psicanalista permitia-se o direito à dúvida, as incertezas, ao paradoxal. Agora morto, será estudado até que dele não sobre mais do que as certezas sobre o que pensou, o que pretendeu. E quem sabe?
É um crime, mas é inevitável também. Seu pensamento sobre espiritualidade, por exemplo (talvez o campo mais intangível de todas as suas ocupações), foi um dos mais avessos à sistematização. Mas agora virão os que dele beberam e tentarão domesticá-lo, porque dele são/somos devedores, porque esperam/esperamos que dele se sirvam as futuras gerações.
Bem, serei o primeiro desses criminosos.
Rubem Alves foi um pastor progressista no interior de Minas Gerais nos anos 1950. Foi pastorear “gente pobre e simples” com a cabeça cheia de Albert Schweitzer, Miguel de Unamuno e Kierkegaard. Nos eventos que se seguiram ao golpe militar, acabou denunciado pela própria Igreja Presbiteriana como subversivo, e exilou-se nos Estados Unidos onde trabalhou em seu mestrado A Theology of Human Hope, que é considerado uma das pedras fundamentais do que viria a ser chamado de teologia da libertação.
Quando, pressionado, decidiu romper com a igreja e abandonar o ofício pastoral, tornou-se crítico ferrenho da religião institucionalizada e do chamado “protestantismo de reta doutrina”. Sua “Carta aberta aos companheiros da antiga Igreja Presbiteriana” e seu livroProtestantismo e repressão, mesmo que urdidos em mágoa, foram plantados nos anos 1970 e brotaram, primeiro no ambiente acadêmico onde nasceram (Alves foi professor de filosofia na Unicamp até se aposentar), depois em jovens estudantes de teologia que começaram a pensar o cristianismo para um mundo pós-moderno, menos ingênuo e mais urbano, com instituições em cheque, verdades sub judice, dezenas de tons de cinza entre o branco e o preto. A influência desse pensamento heterodoxo dentro da teologia ortodoxa talvez seja um dos maiores e mais improváveis legados de Alves. Sua morte foi chorada por católicos (“um dos grandes”, disse o padre Fábio de Melo), por pentecostais (“seu legado me acompanhará por toda a vida”, tuitou Ricardo Gondim), por batistas, presbiterianos e afins.
“Toda certeza provoca inquisições”, disse a Geneton Moraes Neto na bela entrevista da GloboNews, reprisada neste último fim de semana. “Por isso corro das certezas. Prefiro as perguntas”. Vivo, Geneton passou a vida fugindo das respostas. Morto, pode ver finalmente fechar as feridas que a religião lhe causou e ver surgir uma teologia na qual as dúvidas não são parte do problema da falta de fé, mas componente essencial no alumbramento do homem diante do Divino. Como descreveu poeticamente em seu livro O infinito na palma de sua mão:
Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas.
Para voar, é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso, trocam o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram. É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que se as portas da gaiola estivessem abertas eles voariam. A verdade é o oposto. Os homens preferem as gaiolas ao vôo. São eles mesmos que constroem as gaiolas onde passarão suas vidas.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Na dor do suicídio


Dói lembrar o dia em que João correu ao meu lado. Ele tinha 25 anos de idade e era magro. Como João corria leve e sem esforço, mantinha o ritmo com fôlego para conversar. Súbito, meu companheiro confessou: - Estou deprimido. Perguntei se ele identificava alguma raiz para a tristeza. – Medo de fracassar - retrucou entre um passo e outro.
Gastei o restante do percurso procurando tranquilizá-lo. – João, descanse. Deus nos ama sem cobrar desempenho. Mesmo quando não alcançamos êxito, continuamos queridos. Acrescentei ainda: -Deus, ao contrário das pessoas, não desiste dos malsucedidos.
Duas semanas depois, a notícia me devastou: João cometeu suicídio. Sempre que alguém tira a própria vida, as ondas que o desespero produz arrastam muitos com ela. Toda a morte agride, mas aquela me abateu sobremaneira. Eu amava aquele rapaz. Meus conselhos e orações não ajudaram. Terapia e carinho de outras pessoas também foram inúteis. Nada reverteu o desânimo de um jovem apavorado com o porvir. Assim, João se puniu com um castigo irreversível. E, junto, maltratou família e amigos.
João receava o futuro. Por mais que se esforçasse, não conseguia reverter o pavor de enfrentar os possíveis fracassos que viriam em sua vida.
Angústia e depressão fazem parte da existência. Vários personagens da história – secular e bíblica – tentaram fugir da existência em cavernas escuras – caverna como metáfora do exílio que impomos a nós mesmos em tempo de melancolia. Abatidos, preferimos a solidão ao desgaste de enfrentar a crueza da vida. Desesperança solapa a última força que alimenta a resiliência. A apatia do angustiado rouba o sono e, à noite, fortalece um pessimismo vicioso. Depois que acorda, a depressão sugere a morte como saída.
No trágico suicídio do João, aprendi: as pessoas perdem a fobia de morrer quando a precariedade de viver os aterroriza. Para evitar uma vida sem sentido, optam pelo vazio. A noção de se arrastar no dia a dia, sem perspectiva, leva ao desejo de não mais existir.
Milan Kundera afirmou: Todo mundo tem dificuldade de aceitar o fato de que desaparecerá, desconhecido e despercebido, num universo indiferente. A frase, entretanto, só se aplica enquanto sobra ânimo para criar um amanhã diferente. Se o universo parece indiferente e, junto, a existência perde a razão de ser, a fúria da morte deixa de ameaçar.
Me contaram-me, meses depois, que João atravessou a infância sob o imperativo de agradar o pai. Por mais que se esforçasse, ele nunca achou que conseguiria. Sempre que jogava futebol, olhava para a arquibancada; queria ganhar um sorriso de aprovação – que jamais se esboçou. No dia em que se formou em engenharia, João não celebrou. Sem ser o melhor aluno, ele não via porquê na alegria. Assim, ao projetar a vida futura, o jovem engenheiro olhava em retrospectiva, hipertrofiava os erros e se deprimia, imaginando novos fracassos.
João cresceu em uma igreja rígida, conservadora. Em seu mundo, as exigências de um Deus, igualmente, difícil de ser agradado eram ressaltadas. Ele participava de um segmento em que oSenhor é rigoroso. Alguns se espantam quando Gilberto Gil canta: Se eu quiser falar com Deus/ Tenho que aceitar a dor/ Tenho que comer o pão/ Que o diabo amassou/ Tenho que virar um cão/ Tenho que lamber o chão. Contudo, a fé popular confirma o conteúdo da música. Daí se multiplicarem igrejas que não deixam ninguém esquecer as dívidas incalculáveis para com uma divindade implacável na defesa da sua própria honra, da lei e dos seus caprichos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O que o amor significa para crianças de 4 até 8 anos


Todo mundo fala dele, todo mundo o quer, mas, afinal, o que é o amor? Para o poeta português Luís de Camões, é o fogo que arde sem se ver, já para o sertanejo, amor é o que mexe com a cabeça, é o que faz pensar no outro e esquecer de si. Faz sentido?

publicado no Hypeness

Educadores resolveram, então, fazer essa pergunta a um grupo de crianças que tinham de 4 a 8 anos. E as respostas são de deixar poeta, sertanejo, nós e você arrepiados.

Confira algumas delas e, como dizem os muros por aí, mais amor, por favor!

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

Crianças definem o amor

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Padre é suspenso por dar uma bênção na casa de um casal gay em Goiás


O padre Cesar Garcia (à esquerda) com Leo Romano (de branco) e Marcelo Trento durante evento na residência do casal, onde aconteceu a bênção Foto: Arquivo pessoal

publicado em O Globo


O padre César Garcia, de 53 anos, de Goiânia, foi afastado de suas funções religiosas - suspensão de ordem - pelo arcebispo da cidade, dom Washington Cruz, por ter dado uma benção na residência do casal homossexual Léo Romano, de 43 anos, e Marcelo Trento, de 38, no dia 20 de maio. O padre foi comunicado na terça-feira pelo bispo de sua decisão. Em entrevista ao GLOBO na manhã desta quarta-feira, o padre Garcia contou que não estimulou a união homoafetiva e nem simulou o casamento entre o casal, que já está junto há onze anos. Já Léo Romano e Marcelo Trento defendem a atitude do religioso. A Arquidiocese de Goiânia confirmou o afastamento, mas diz que ele é "temporário" e que vai apurar o ocorrido.

O padre César Garcia disse que fez uma celebração da palavra, como uma forma de abençoar a nova casa do casal. O religioso, que não vestia qualquer paramento e usava roupa comum na ocasião, classificou a atitude de dom Washington Cruz como uma truculência, diz que não feriu qualquer lei canônica e que comunicou previamente ao bispo que compareceria nesta celebração.

- O bispo se deixou guiar por interpretações fantasiosas, como se eu estivesse estimulado a união entre os dois. Não celebrei nenhum casamento. Sou muito prudente, quem me conhece sabe disso. Respeito os sacramentos e as pessoas. Tenho lisura nos meus atos. Não contrariei as leis canônicas - disse o padre César Garcia.

Com a decisão, César Garcia está proibido de executar os ritos sacramentais, como casamento e batizado, celebração de missa. Ele também deve ser julgado por um tribunal eclesiástico. O padre foi ordenado há 30 anos e atua na paróquia São Leopoldo, no bairro Jaó.

Casal defende o padre

Diante do afastamento do padre, Léo Romano e Marcelo Trento saíram em defesa do religioso. Romano também nega que a cerimônia tenha tido o sentido de confirmar uma união e sabe que o direito canônico proíbe celebração de casamento entre pessoas do mesmo sexo.

- Foi um lamentável episódio que ocorreu em virtude de uma bênção dada pelo padre César em uma celebração em nossa casa, onde festejávamos onze anos de união - disse Romano.

Em uma rede social, o arquiteto afirmou que o padre é conhecido da família e que falou “de amor” durante a visita:

“Padre César compareceu como amigo da família, que já celebrou casamentos de irmãos, cunhados e batizou sobrinhos. Ele falou de amor e abençoou nossa casa”, escreveu Romano na rede social.

O arquiteto classificou a atitude do bispo Washington Cruz de homofóbica.

"Sofremos essa reação homofóbica e retrógrada da igreja. Foi uma ação excludente e que não permite sequer que um ser humano manifeste seu afeto e carinho por outro", escreveu.

De acordo com Romano, cerca de 120 pessoas participaram da festa em que o padre estava presente, e que comemorava onze anos da união do casal. Eles estavam inaugurando a casa nova, no condomínio Aldeia do Vale, de classe média alta em Goiânia.

Para o padre, caso teria tido tratamento legalista

O padre César Garcia diz acreditar que o bispo Washington Cruz foi pressionado por setores religiosos para adotar uma punição para a sua conduta:

- Fiz uma comunicação prévia. Por que então tomou essa atitude posterior? Com essa atitude, ele está matando a Igreja, o direito de ir e vir das pessoas aos encontros. Quem sou eu para julgar. Sua santidade o Papa Francisco deixou isso claro no início do seu pontificado a ser questionado sobre os homossexuais. Houve um pré-julgamento.

domingo, 8 de junho de 2014

E se a Reforma Protestante não tivesse ocorrido?



Publicado na Super Interessante

Dizem que ele não tinha a intenção. Mas, em 1517, quando o monge alemão Martinho Lutero se revoltou com os rumos do catolicismo e propôs uma reforma na Igreja, acabou mudando o destino do mundo inteiro. Naquela época, reis, príncipes e duques estavam insatisfeitos em prestar obediência ao papa, por isso, aproveitaram o movimento para proclamar sua independência não só religiosa mas também política. Eles viraram protestantes, brigaram com Roma e, de quebra, apossaram-se das terras da Igreja e criaram seus próprios reinos independentes. "Foi assim que o nacionalismo ganhou força, monarquias se desenvolveram e línguas e culturas nacionais puderam finalmente ganhar espaço", conta o teólogo Haroldo Reimer, professor da PUC de Goiás. Sem a Reforma, no entanto, a Igreja Católica continuaria a mandar na Europa, contando com o apoio do seu braço forte, o Sacro Império Romano-Germânico, da família alemã dos Habsburgos. "A Alemanha, na figura do império e com a bandeira católica, teria conseguido se expandir cada vez mais, unificando os reinos europeus no século 16, e se tornaria a maior potência mundial", conta o historiador Wilson Maske, professor da PUC do Paraná. O lado bom: não teria havido a 1ª Guerra, o nazismo nem a 2ª Guerra. "Esses conflitos foram deflagrados pelo atraso da unificação alemã e pela sua frustração por não ser uma grande potência", explica Wilson. O lado ruim: alguns países nem sequer existiriam - como os EUA. O Holocausto não teria acontecido, mas judeus sumiriam: seriam convertidos à força pela Inquisição. E o destino do Brasil não seria muito diferente - com exceção da nossa diversidade religiosa. Em vez de vários credos, haveria apenas o catolicismo. 

Viaje com Deus 

TREVAS, RELOADED
Sem a Reforma, ideais iluministas de liberdade e igualdade seriam sufocados pelo medo e pela opressão da Igreja. Assim a Revolução Francesa teria que esperar, e Igreja e Estado absolutista continuariam de braços dados por mais tempo. Já a Inglaterra católica não teria se desenvolvido economicamente nem estendido seus domínios pelo mundo. Quem ganharia seria o Sacro Império Romano-Germânico e sua aliada Espanha da Inquisição.

SÓ O PAPA SALVA
Qualquer pessoa, segundo os protestantes, pode alcançar a salvação por conta própria, sem intermediários. Se não tivesse ocorrido a Reforma, essa ideia não existiria e continuaria prosperando o comércio de indulgências - taxas cobradas pela Igreja em troca do perdão dos pecados. E Roma lucraria rios de ouro com a peregrinação de fiéis em busca das bênçãos divinas.

MAIS VIRGENS

A história dos EUA é a de protestantes em busca de liberdade religosa. Sem eles, a América do Norte se dividiria entre colônias francesas, no Canadá e interior dos EUA, e espanholas, na costa leste (a Nova Espanha) e na faixa do Texas à Califórnia (parte do México). E, como em outros países católicos, nativos encontrariam na Nova Espanha uma imagem da Virgem Maria, que viraria padroeira do país.

BENTO 15 E A ÚLTIMA CRUZADA

Com a decadência do Império Otomano no início do século 20, o Sacro Império Romano-Germânico (que, sem as Guerras Napoleônicas, não teria se dissolvido) poderia ressuscitar as Cruzadas e tomar a Terra Santa. Mas a região não viveria em paz, com palestinos tentando retomar sua terra.

SÍ, ¿CÓMO NO?
Esqueça o inglês e o alemão - eles só se desenvolveram depois que a Reforma abriu caminho para o nacionalismo. Sem elas, línguas neo-latinas predominariam - e, aliada ao Sacro Império Romano-Germânico, a Espanha expandiria seus domínios e sua língua pelo mundo.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Podemos ver a casa de Fidel?


O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra. Provérbios 14:31

Bispo Miguel Uchoa, no seu blog

Foi essa a pergunta que minha esposa Valéria fez à guia turística que nos mostrava a cidade de Havana em Cuba a cerca de duas semanas atrás. A resposta veio de imediato “ no señora nadie los sabe !” (Não senhora, ninguém sabe)

Estivemos em Cuba para uma missão especial sobre o que não vou me deter nesse artigo para preservar a segurança daqueles que estão envolvidos no trabalho que ali realizamos e que está sendo realizado pela graça de Deus, apesar do regime cubano.

Inicialmente passamos 3 noites e dois dias na bonita cidade de Havana. Como turistas tivemos acesso a tudo de belo que a cidade tem, nossa guia era de uma agencia turística que pertence ao Governo, assim como o hotel que estávamos, o taxi que alugamos e o restaurante que usamos. Mas, nosso contato não foi apenas com essa simpática e “revolucionária” guia turística. A Moça era competente em florir a realidade Cubana, mas não pode omitir que o que ganhava não permitia que ela vivesse o mês e tinha que fazer outras coisas para sobreviver e os 20 dólares que demos de presente para ela, com certeza ajudou bastante no complemento da renda mensal.


Ela nos levou para ver o bairro aristocrata de Mira flores, a praça da revolução e outros locais que se assemelham às construções dos países da antiga “Cortina de Ferro” da Europa oriental, sempre imponentes. Além de termos visto o centro histórico onde uma pequena parte está restaurada. Perguntar não ofende e assim perguntamos se existem pobres ou ricos aqui em Cuba? Ao que ela, com veemência e quase iniciando um discurso político disse “ não, aqui não há pobres nem ricos” achei que não devia insistir perguntando sobre os mendigos que cruzaram nosso caminho. Entendemos que dali, não sairia nada mais do que um discurso pronto, para turista ver e, sendo nescio, se encantar. Mas até ali conclui que não há pobre em Cuba na mesma proporção em que os governos Petistas têm divulgando pelo mundo que o Brasil tem uma maioria de classe média.

Minhas fontes extra oficiais, gente da rua e do dia a dia me mostraram uma outra Cuba, vigiada de perto, temente de que uma dessas “primaveras” chegue por lá, o que espero não demore muito. Essas fontes me mostraram a realidade de uma pobreza institucionalizada e, que se vende para o mundo como o paraíso do caribe. De fato, existe um paraíso natural, um polo turístico dominado pelo Estado que apresenta o que muitos querem ver, prostitutas por todo lado, shows e belas praias, locais esses que os cubanos têm acesso proibido. Em conversa com alguns me foi dito que as mães introduzem as filhas nesse mundo pois essa é a única fonte de renda da família.
Os médicos cubanos se esforçam para entrar em uma missão como essa que está no Brasil, que mesmo recebendo uma mínima parte do ganho que o Governo Brasileiro paga, ainda assim é muito mais do que recebem no dia a dia de seu trabalho em Cuba, em torno de 28 dólares americanos, por isso ser camelô ou pedalar em uma bicicleta taxi nas horas extras faz parte da rotina de um pediatra ou dentista que precisa colocar comida na mesa de sua casa. Direitos humanos é algo que ninguém quer comentar e imaginei porquê.

A fé cristã cresce em Cuba, a igreja, mesmo diante de imensas limitações financeiras, estruturais, cresce nas ruas e se espalha. Ninguém detém, é obra santa. Células, pequenas congregações e um fenômeno que nunca havia visto, uma igreja na rua que congrega em uma praça mais de 600 pessoas em um domingo com chuva ou com sol, para ambos existe a sombrinha/guarda chuva e que nada possui senão o mais importante a fé no poder do Espírito Santo. Parabéns ao Pastor das ruas e a esse povo vibrante.

Seguimos para o interior, voamos em um Antonov 158, confesso que me preocupei, mas era um avião aparentemente novo e os voos de ida e volta foram tranquilos. Nossa missão no interior foi realizada com êxito, deixamos a liderança da igreja ali estabelecida, mas tudo teve que ser feito por detrás das cortinas, sob risco de detenção, mas o que seria isso depois de tanto ver a fé vibrante daquele povo.
Estivemos em um culto onde nos foi dito, “você não pode falar, pregar ou dirigir”, existem olheiros e nunca sabemos onde eles estão. Mas ver a fé daquele povo sofrido já nos foi suficiente para fortalecer ainda mais a nossa.

Vimos em Cuba o que estamos acostumados a ver nas periferias de qualquer cidade brasileira, mas aqui, assumimos isso, com exceção dos governantes, que por sermos a 7ª economia do Mundo parecem esquecer que estamos entre os piores índices de distribuição de renda deste mesmo mundo, e que as vezes disputamos fortemente com países como a Botswana.

A TV Cubana aberta é uma lástima de manipulação e a daqui não é? Perguntaria alguém, não, não como a de Cuba. TV Oficial que reproduz um canal da Venezuela e notícias do Equador e que todo tempo fala na Grande nação Sul Americana, uma neurose de Hugo Chaves e seus colegas, que tentam recriar o que se chamava da Grande nação (Equador, Venezuela e Colômbia) Não há nada do Brasil senão a Copa do Mundo, mas claro ninguém fala dos protestos.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Notas sobre heresia

Heresia é pretensa posse do monopólio da verdade por qualquer grupo, igreja, partido político, escola, cultura.
Heresia é certeza de poder controlar com leis eclesiásticas a moral pessoal, as obrigações contratuais, os negócios, os relações conjugais, a guerra, a paz e a vida sexual.
Heresia é esforço de combater os diferentes com censura, intimidação, patrulhamento, rotulação, discriminação e tortura.
Heresia é querer reduzir a complexidade da vida a um maniqueísmo simplista do tipo: certo, errado; pecador, santo; ortodoxo, apóstata.
Heresia é tentativa de preservar a literalidade de um texto, desprezando sua riqueza espiritual, mítica, alegórica. – a letra mata, o espírito vivifica.
Heresia é sutil mistura de nacionalismo e teologia – a cínica ideologização de dogmas e doutrinas para cumprir a agenda do poder, essa sim, merece sempre o rótulo de desvio.
Heresia é intolerância que trata discordantes como inimigos de Deus – tal antipatia contamina, sutilmente, diálogos, inviabiliza encontros e afasta amigos.
Heresia é defesa de pressupostos que não objetivam a vida, não lutam pela humanização da história e negligenciam o cuidado com os desprotegidos.
Heresia é pavor do novo –  é medo de pensar fora da caixa, timidez de assumir publicamente o que pensa e excessivo cuidado de não se indispor com alguma platéia opinativa.
Heresia é veneração pelo texto sagrado a ponto de deixá-la virar bibliolatria – bastam como exemplo de mal uso da Bíblia, a rapinagem da América pela rainha Isabel e o preconceito calvinista no aparthaid da África do Sul.

sábado, 31 de maio de 2014

Sem perdão não existe amanhã


Ed René Kivitz no Facebook

A família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, por exemplo.

Nos anos de experiência pastoral observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos afetivos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades, como doenças fatais e acidentes naturais, são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Às vezes encaradas como vindas de Deus. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, nos chegam dos lugares menos esperados: a peçonha mortal está justamente no ninho onde deveríamos nos sentir protegidos.

Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar, mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões e promovendo distâncias abissais. Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do estranhamento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos e que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.

Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa no padrão “se–então” do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. Imaginar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco é uma ingenuidade. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.

Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de

sexta-feira, 30 de maio de 2014

30 dicas para você ser bem sucedido na vida

Foto: Thinkstock
Yahoo Finanças - Foto: Thinkstock
InfoMoney, no Yahoo Finanças

O que é preciso para ser bem sucedido na vida? Não há uma resposta simples, mas experiências mostram que existem práticas que podem maximizar as chances de ter uma vida feliz, produtiva e bem sucedida.
O site Business Insider listou 30 dicas que podem te ajudar ter sucesso na vida. Confira:
1- As pessoas não se importam com o que você pensa: a maioria das pessoas não vai notar que você comprou um carro novo ou recebeu uma promoção, e você não deve basear a sua felicidade nessas situações. Por outro lado, se ou outros estão te enchendo de atenção, não deixe que os “paparicos” subam à sua cabeça.
2- As pessoas que gostam de verdade de você não estão interessadas nas suas posses: quando você está cercado de pessoas que realmente gostam de você, não é preciso se preocupar se você tem as melhores coisas, pois elas estão interessadas somente em você e no seu bem-estar.
3- Organizar a sua vida em torno de dinheiro não vai te fazer feliz:
faça o que você gosta e não o que oferece o maior salário, pois você não estará satisfeito com as suas realizações.
4- Dívida não é um fardo da vida adulta: se você está fazendo um investimento para estudar e ter uma carreira, então é importante que você gerencie uma dívida. Porém não se pode considerar uma dívida como um rito de passagem para a idade adulta, já que ela pode representar um perigoso desequilíbrio de suas finanças.
5- A arte de falar bem representa poder: quando você sabe falar bem, a ponto de mudar a opinião de alguém ou impor confiança em alguém, então você está com o poder em suas mãos.
6- Você só pode controlar a si mesmo: apesar de ser importante ajudar os outros quando possível, ou necessário, vale lembrar que você só pode controlar a si mesmo.
7- Prepare-se para o inesperado: faça tudo o que puder para entender como as coisas funcionam. Mas esteja ciente de que nenhum conhecimento pode evitar que algo inesperado aconteça na sua vida; tenha sempre um plano B.
8- Não deixe que os outros te definam: apesar de os seres humanos serem criados para viver em comunidades, não deixe que outras pessoas ou ideologias digam quem você é.
9- Faça mais que o exigido: para se tornar um sucesso, você precisa superar concorrentes e mostrar sua força de vontade e bom trabalho, por isso, busque sempre melhorar e ir além de exigido. Vale lembrar que se você já está no topo, a competição continua, mas dessa vez é contra você mesmo.
10- O autoconhecimento é valioso: se você consegue observar e aceitar a forma como as outras pessoas te veem, você será capaz de trabalhar e conviver melhor com outras pessoas.
11- Preconceitos afetam tudo que fazemos: a sua visão de mundo influencia tudo que você faz. Se você conhece os seus preconceitos, você pode minimizá-los e fazer o que é certo para a cada situação.
12- Viver no presente é estar focado: aceite que o passado não pode ser mudado, e aproveitar ao máximo o momento que você está vivendo, pois o futuro é apenas o resultado dos seus esforços.
13- Conviva com as diferenças: cercar-se de pessoas que pensam como você pode limitar a sua criatividade, mas se você procurar novas perspectivas, você cresce mais rápido e aprender mais.
14- Viaje mais: fazer uma viagem não vai apenas te expor a outros estilos de vida, como também vai levar o seu cérebro para fora do piloto automático e permitir que você volte ao trabalho revigorado.
15- Corra riscos até alcançar o que você quer: se você ainda não encontrou um trabalho pelo qual você se apaixone, não tenha medo de correr riscos e largar tudo para ir atrás do seu sonho.
16- Cuide da sua saúde: você não pode se concentrar somente em sua carreira, é preciso também estar atento ao estado de saúde.
17- Sua reputação deve ser protegida: proteja sua reputação, pois ela é tudo o que você tem. Seja honesto, confiável e amável, e outros irão notar.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Templo de Salomão: insulto a Deus, monumento à ignorância




Por Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

O Templo de Salomão, nova sede mundial da Igreja Universal, será inaugurado no dia 31 de julho, com a presença de diversas autoridades políticas, dentre elas, a presidente Dilma Rousseff.

Erguido no bairro do Brás em São Paulo, o maior templo da Igreja Universal do Reino de Deus terpa capacidade  para mais de dez mil pessoas sentadas,numa área de 70 mil m2, o equivalente a 16 campos de futebol, e com um custo estimado de mais de 400 milhões de reais, a construção consumirá 28 mil m³ de concreto e duas mil toneladas de aço, o bastante para construir duas vezes o Palácio do Planalto que é a sede do gabinete presidencial localizado na cidade de Brasília.

O Templo de Salomão, como tem sido chamado, pretende ser a réplica do templo construído pelo monarca israelita e contará com 126 metros de comprimento, 104 metros de largura, 55 metros de altura com dois subsolos, que corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor.  Uma Arca da Aliança de efeito tridimensional será colocada no meio do altar.

A construção entrou em controvérsia com Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e pela Receita Federal por causa de 40.000 metros quadrados de pedras vindas da antiga capital do reino de Davi, Hebrom, em Israel. O Estado cobrou um total de 1,8 milhão de reais de ICMS e 615 mil reais em outros impostos, entre eles o IPI. Segundo a IURD, são rochas sagradas. De clara coloração, e é trazido a sua semelhança com as do Muro das Lamentações, lugar sagrado por judeus em Jerusalém. As pedras colocados terão um acabamento lapidado, menos rústico e poroso. Sua importação custou cerca de 10 milhões de reais, e revestirão as colunas e a fachada do lado externo do templo, o corredor central e o altar no interior do novo templo também serão revestidos. A função é deixar que as pessoas toquem nessas pedras durante suas orações, igual o que acontece no Muro das Lamentações. Edir Macedo teria dito durante um culto que quem tocasse nestas pedras, seria como se tocasse no próprio Deus. 

Algumas organizações judaicas do mundo classificaram a obra como "blasfêmia". A atriz israelense Yael Bartana fez uma paráfrase em 2013 ao Templo de Salomão no filme Inferno, onde ele sofre um incêndio. 



Em resposta às várias críticas que têm recebido, principalmente de judeus e outros segmentos cristãos, a Igreja Universal publicou nota divulgada no blog de Edir Macedo.

Quero aproveitar o ensejo para expor o que penso após cada uma das respostas oferecidas pela denominação.

Veja uma lista com algumas das principais questões a respeito da obra:

1 – A obra não trará benefícios para o povo.

"Pelo contrário. O Templo se tornará um ponto turístico e, consequentemente, atrairá investimentos que beneficiarão a população. Mas o maior benefício já está sendo alcançado: avivar a fé de quem se envolve com a construção."

Que o templo tem potencial turístico, não há dúvida. Porém, infelizmente poderá se tornar numa espécie de Meca para os seguidores da IURD e de igrejas que vivem à sombra de seus ensinamentos. Já não basta o santuário nacional de Aparecida? Por que incentivar as pessoas a cultuar espaços físicos, se Jesus mesmo declarou que o Pai procura quem O adore em Espírito e em verdade, sem importar-se se no monte ou no templo em Jerusalém? Acreditar que uma peregrinação a um local sagrado é capaz de avivar a nossa fé é, no mínimo, um retrocesso à superstição barata que alimenta a indústria religiosa. O dinheiro gasto nessa obra faraônica poderia ser investido em pesquisas científicas, por exemplo. Imagine uma igreja evangélica que financiasse pesquisas para a cura do câncer ou da aids! Quantos não seriam beneficiados? 

2 – Muitas outras coisas precisam ser construídas no Brasil, por que um investimento tão alto?

"O Templo não está sendo construído com dinheiro público, logo, não compete com nenhuma obra que deveria ser feita pelo Governo. O investimento é alto porque a Universal crê que tudo o que é feito para Deus deve ser o melhor."

Apesar de não ser com dinheiro público, é com dinheiro isento de impostos. Portanto, indiretamente, é subsidiada pelo governo. Dizer que o templo de Salomão é "feito para Deus" revela total desconhecimento da vontade de Deus. De acordo com Jesus, o que é feito para Deus é o que se faz ao pobre, ao faminto, ao necessitado, ao desalojado. No último dia, quando formos julgados, ouviremos de Seus lábios: O que fizeste a um dos pequeninos, foi a mim que fizeste. 

3 – Milhões passam fome, não era melhor gastar com eles?

"Ao ver Judas usar esse argumento para criticar a alta oferta de uma mulher, Jesus o repreendeu, dizendo: "... os pobres, sempre os tendes convosco..." (Marcos14:7) Não construir o Templo não acabará com a pobreza. Milhares de pessoas já estão sendo ajudadas com os empregos gerados, mas o principal são as vidas que serão, de fato, tiradas de todo tipo de pobreza pelo trabalho no Templo após sua inauguração."

Difícil acreditar que milhares de vidas serão tiradas de todo tipo de pobreza pelo trabalho que será realizado no templo após sua inauguração. A menos que ele se torne num centro distribuidor de renda, e não captador de recursos. Quanto àquela mulher, sua oferta não foi entregue no templo em Jerusalém, mas derramada em Jesus, preparando-o para o sepultamento. E ao dizer "os pobres, sempre os tendes convosco", Jesus não estava dizendo que não deveriam se importar com eles; pelo contrário, o que não lhes faltaria seria oportunidade de estender as mãos aos necessitados deste mundo. O que fizemos a eles, estamos fazendo a Ele. Pelo menos, foi o que Ele garantiu em Mateus 25. Alguém ousa contestá-lO?

4 – A Universal quer construir o Terceiro Templo.

"Desde o início está claro que o projeto é uma réplica do Templo de Salomão, e não o Terceiro Templo. A réplica é baseada no original, com adaptações para a nossa época e local, sem intenção de tirar de Israel a legitimidade da construção do Terceiro Templo. Para que se cumpram as Escrituras, o Templo será reconstruído em Jerusalém, onde hoje está a mesquita de Omar."

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