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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Justiça nega pedido para tirar do ar TV que só transmite religião


Rede 21 vende 22 horas por dia
para evangélicos

A Justiça Federal negou ao MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo pedido urgente (liminar) para a retirada do ar da Rede 21, do Grupo Band, por transmitir 22 horas por dia de programa religioso, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Pela regulamentação do setor de telecomunicação, rádio e TV podem vender no máximo 25% de sua programação.

Como a decisão é provisória, agora a Justiça vai examinar o mérito do pedido.

O MPF tomou iniciativa semelhante em relação à CNT. A Justiça ainda não se manifestou sobre essa segunda ação civil pública.

Para o MPF-SP, as emissoras que estão extrapolando “os limites da concessão do serviço de radiofusão” agem contra o “interesse nacional” porque deveriam dedicar sua programação à cultura e à educação.

Assim, segundo o órgão, essas emissoras incorrerem na prática de “enriquecimento sem causa”.

As emissoras alegam que não transgridem a lei porque os programas religiosos não são anúncios.

Trata-se de uma argumentação difícil de sustentar porque somente em 2014 as igrejas injetaram nas emissoras pelo menos R$ 1 bilhão, de acordo com estimativa do site “Notícias da TV”. Só a Globo e o SBT não fazem esse tipo de negócio.

A TV Band, a principal emissora do grupo da família Saad, fatura por mês R$ 8,5 milhões com a venda de uma hora na faixa nobre ao pastor R.R. Soares, chefe da Igreja Internacional da Graça de Deus.

terça-feira, 29 de abril de 2014

O negócio do bom livro


Por Wesley Moreira, via Púlpito Cristão

Historicamente o propósito da tradução das escrituras sagradas era levar a Bíblia à aqueles que não a podiam ler no idioma original. Os tempos passaram e houve uma mudança do propósito original.

Em dezembro de 2006 "The New Yorker" publicou o artigo "O negócio do bom Livro", texto que afirmou: "A ideia de que a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos obscurece um fato ainda mais surpreendente: a Bíblia é o livro mais vendido do ano, todos os anos ... Este é um negócio extremamente competitivo ... Todos os anos as editoras analisam a sua linha de produtos em busca de falhas, analisam as ofertas da concorrência, e conversam com os consumidores, varejistas e pastores sobre suas necessidades."

Em suma, a tradução e impressão de Bíblias é "Grande Negócio ". No mundo do consumismo o principal objetivo do produtor é oferecer um produto que apele ao consumidor. Por esta razão a tradução deve estar de acordo com as expectativas do comprador. Se a Bíblia publicada não está de acordo com as expectativas dos compradores, mesmo que seja mais precisa, melhor traduzida e bem revisada, ela não irá vender.

Steven Voth, da United Bible Societies e autor do excelente livro The Challenge of Bible Translation, desabafou sobre o tema em um artigo em que usou as seguintes palavras:
Por que devemos colocar em risco a venda de 100.000 cópias por causa de uma palavra simples e aparentemente inocente? Porque uma palavra pode levar a resultados mais catastróficos, uma questão que deve ser tratada por aqueles entre nós que são membros da equipe de tradução. Que parâmetros éticos devemos usar? Certamente, não há razões linguísticas, exegéticas ou translacionais para alterar o texto. A única razão para alterar o texto seria a de satisfazer a necessidade de vender 100.000 cópias da Bíblia. Nesse ponto eu me pergunto: Iremos mudar a tradução de um texto bíblico cada vez que alguém com poder de marketing solicite uma mudança? Quando chegará o tempo que no trabalho de tradução da Bíblia, diremos “basta!
Enquanto eu lia o longo texto de Steven Voth eu tentava prever o que aconteceria se algum dia um desses 'papas evangélicos', com seus milhares de fanáticos consumidores, decidisse usar seus dólares para pressionar os tradutores por uma versão bíblica inclinada a favorecer suas doutrinas, quando onze parágrafos depois, me deparo com as seguintes palavras de Voth:
Curiosamente uma igreja neo-pentecostal muito grande e muito conhecida, a Igreja Universal do Reino de Deus, entrou em contato com certa Sociedade Bíblia Nacional e exigiu a produção de uma edição da Bíblia Reina Valera de 1960, conforme seus padrões doutrinários, e pressionando disseram que se a Sociedade Bíblica não fornecesse a mudança no texto que eles exigiam, iriam por sua vez comprar as Bíblias da Sociedade Bíblica Internacional que estaria interessada na proposta.”
Segundo Voth, o grande problema no incidente envolvendo a IURD é que as considerações éticas estavam totalmente ausentes quando o pedido na mudança da tradução foi feita e o único critério em operação era o impulso do mercado, Voth continua:

quarta-feira, 12 de março de 2014

“Fiz muitas coisas que não agradaram a Deus”, diz Perlla

Durante entrevista cedida em meio ao lançamento de seu primeiro CD gospel, no Rio de Janeiro, Perlla falou de preconceito com artistas que se tornam evangélicos e das escolhas que considera terem sido erradas durante sua trajetória na indústria musical.

Em entrevista cedida durante o lançamento de seu primeiro CD gospel, Minha Vida Mudou, no Rio de Janeiro, Perlla (24) falou sobre sua carreira antes de se tornar uma cantora evangélica. Ela destacou que se considerava infeliz e que já fez escolhas erradas. “Fiz muitas coisas que não agradaram a Deus, mas hoje eu posso contar que não fui feliz com essa experiência. Existia uma promessa para a minha vida, mas eu retardei o cumprimento dela com as decisões erradas que tomei”.

Ela justificou que parte deste descontentamento pode ter sido a falta de estrutura no começo de sua carreira: “Eu era apenas uma adolescente de 16 anos quando comecei a fazer sucesso e a ganhar muito dinheiro. Chegava a fazer até quatro shows em uma noite. Imagine como ficou a minha cabeça com tantas oportunidades? Tenho certeza de que muitos jovens compreenderão que muitas vezes somos seduzidos para trilhar o caminho contrário ao que Cristo estabeleceu para nós”.

Perlla também conversou sobre o preconceito que existe com relação aos artistas que se tornam evangélicos e ainda ressaltou que um dia vão entender sua escolha: “A verdade é que existe muito preconceito com o artista que se converte, deixa a música secular e passa a gravar no gospel. As pessoas dizem: 'vamos orar para resgatar as almas perdidas', mas quando a pessoa se converte, elas

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Renê Terra Nova divulga empresa de marketing multinível “ungida”

Renê Terra Nova divulga empresa de marketing multinível “ungida”Renê Terra Nova divulga empresa de marketing multinível "ungida"
O apóstolo Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração (MIR), está divulgando nas redes sociais o seu mais novo projeto: uma rede de marketing multinível.

Pelo Instagram o religioso busca consultores e vendedores para a marca Z7 que comercializa produtos de beleza, maquiagem e perfumes. A propaganda feita por Terra Nova promete “oportunidade de negócio” que vão mudar “a vida financeira” de seus colaboradores.

“Quer mudar de vida? Z7 uma oportunidade de negócio com selo VEC- Verdade – Excelência e Compromisso – Com certeza mudará sua vida financeira e ampliará sua prosperidade, você quer entrar?”, escreveu ele postando uma foto dos produtos.

O fundador do MIR também divulgou que consagrou esses produtos na Coreia do Sul, ligando o empreendimento ao pastor coreano David Yonggi Cho, disseminador do modelo dos 12, ensinamento difundido por Terra Nova em todo o Brasil.

Produtos da Z7.
Interessados em trabalhar com essa empresa precisam enviar seus contatos nos comentários da foto que a equipe da Z7 entraria em contato explicando mais sobre o negócio que vai “abençoar o presente” e ajudar os vendedores “a ter uma aposentadoria de sucesso”.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“Quem está rico não tem a fé que eu tenho”, diz consultor evangélico

Pastor que diz ter saído do crime para uma carreira em grandes empresas ensina a abrir a própria igreja: “Com R$ 20 mil não dá para abrir uma para 100 pessoas”
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Edu Cesar
Apóstolo Gilson Henriques: ‘O maior objetivo aqui é ganhar almas para o reino de Deus’
Publicado no IG
“Igreja não dá dinheiro”. O autor da frase é o apóstolo Gilson Henriques, 50 anos, que além de pregar a palavra de Deus é consultor para abertura de templos evangélicos. De acordo com as próprias contas, Gilson já prestou consultoria para inaugurar mais de 200 estabelecimentos da fé. Segundo ele, ensinar a abrir igrejas dá tanto dinheiro quanto ter uma igreja: o pastor diz receber pagamento simbólico pelo serviço.
“Para entregar tudo pronto, cobro R$ 300 por mês. É nada. Ofereço trabalho de engenharia, advocacia e faço todo o acompanhamento. Eu poderia ser rico, mas quando Jesus voltar, eu faço o que com essa riqueza?”, questiona. Hoje Henriques diz morar de aluguel. Mas conta que já teve uma vida abastada, com direito a restaurantes caros, carros do ano e a melhor casa no bairro da Vila Maria, zona norte de São Paulo.
O pastor se declara um homem desprendido. “Quem está rico não tem a fé que eu tenho em Cristo”, apregoa. Toda a família trabalha no Tabernáculo dos Profetas, fundado há 13 anos pelo autointitulado apóstolo na Vila Maria. O filho mais velho é evangelista e líder de louvor, o do meio é sonoplasta da igreja e o mais novo é baterista da banda. “Minha esposa é bispa e administradora de tudo isso”, complementa.
Trajetória
Mas essa é apenas uma parte da história. Em seu currículo, Gilson afirma ter 19 anos de serviços prestados na área de engenharia, com passagens por grandes empresas como a Petrobras*, e 16 anos vividos para o crime, período que marcou o início de sua vida – ele conta que viveu para o tráfico de drogas dos 8 aos 24 anos. “Matei muita gente, foi a perdição. No tráfico, nasce e morre gente todo dia”, diz.4ubu30xre6v68xpsu9f4x6x61
Nos 12 anos seguintes à conversão, ele ainda lidava com o passado. “Não era uma abstinência da droga, mas abstinência das ações, dos tiros, das faces, dos olhos, da dor. Você não dorme com isso no coração, você vegeta”, relembra, sobre a emoção dos atos criminosos. Apesar do passado pecador, não sente culpa. “Consigo lidar com tudo aquilo que fiz na época em que o diabo me usou, porque hoje Cristo habita em mim”, justifica.
Faz 25 anos que ele foi “liberto por Jesus”. “Foi o pastor Arlen Vilcinskas, da Igreja Cristã Época da Graça, quem me tirou do crime. Esse homem, através da palavra de Deus, me conduziu ao caminho da salvação”.** Desde então, Gilson redefiniu suas metas. “O maior objetivo aqui é ganhar almas para o reino de Deus”. Isso inclui fundar, formar e entregar ministérios. Segundo ele, há igrejas evangélicas legais, clandestinas e as que só visam o lucro. “Tem gente que busca uma melhora de nível financeiro, então abre o negócio, contrata pastores e nem aparece na igreja. Só quer saber o quanto deu”, diz.
Para abrir um templo de acordo com a lei e “a graça de Deus”, o pastor Gilson Henriques não dá entrada no CNPJ enquanto o salão não estiver montado corretamente com cadeiras ergométricas, iluminação e extintores de incêndio adequados.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O mercado da fé: Igrejas vendem de deguro de vida a objetos abençoados

Amuletos vão desde cartão de crédito missionário, consórcio de viagem e óleo de unção a até Seguro de Vida e Auxílio Funerário 100% Jesus


Affonso conta que avó morreu ao deixou de se cuidar por crer na promessa
de cura (Foto: Carlos Alberto)

Na Idade Média, o comércio de relíquias sagradas e mesmo de um pedaço do céu garantia ao homem pecador a possibilidade de se livrar da pena adquirida pelos seus erros.

Na modernidade, as indulgências continuam a exercer o mesmo poder. Porém, seus conceitos foram renovados e embutidos em produtos e serviços, como seguros de vida associados a Cristo, amuletos da salvação, cartões de crédito missionários, consórcios de viagem espiritual a Israel, pílulas de emagrecimento milagroso, carnês da cura que são vendidos por igrejas, seitas e grupos religiosos nos templos, na internet e na TV.

Em alguns casos, não é preciso comprar diretamente a “bênção”. Ao fazer doações em dinheiro ou de bens, o religioso está apto a receber, não só um mover sobrenatural, mas, também brindes e presentes, como CDs de músicos famosos, DVDs de grandes pregadores, revistas religiosas, cadernos, livros sobre fortalecimento da crença, almofadas e toalhinhas cheias de poder e água consagrada capaz de realizar transformações.

No mercado da fé, que tem movido no Brasil uma montanha de dinheiro – aproximadamente R$ 15 bilhões ano no Brasil– há casos de empresas e instituições religiosas que chegam a vender a “Santa Ceia” e “óleo da unção” pelos Correios.


No entanto, um dos produtos sagrados que têm causado polêmica no Brasil é o Seguro de Vida e Auxílio Funerário 100% Jesus, de R$ 24,90 mensais, comercializado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, em parceria com a corretora Sossego e a Mapfre.

No Estado, a promotoria de Defesa do Consumidor de Vitória começou a investigar a regularidade do serviço. A intenção é verificar se o nome do seguro é coerente, respeita a harmonia das relações de consumo ou se faz propaganda enganosa.

“Notificamos a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e
vamos esperar um parecer quanto à legalidade do serviço para verificar
 se o nome do serviço faz com que o consumidor fique vulnerável”,
explica a promotora Sandra Lenbruber.
O seguro tem cobertura de R$ 8 mil e assistência funeral de R$ 3 mil, mais vale-alimentação por seis meses aos beneficiários.

Em um vídeo publicitário na TV, transmitido nos comerciais do programa da igreja, os donos do seguro tentam chamar a atenção do consumidor ao mostrar um homem atormentado, com medo de morrer. Num criado-mudo, ao lado da cama do personagem, aparece uma Bíblia e ao ouvir o locutor da peça publicitária falar das vantagens do serviço, ele sorri, apaga a luz do quarto e volta a descansar aliviado.


Ida a igrejaA GAZETA foi a uma Igreja Mundial de Vitória na tentativa de comprar o seguro. O pastor do local, bem receptivo, disse que o serviço ainda não foi lançado nas igrejas e que por enquanto estava à venda apenas no site da Mundial e na TV.

A reportagem entrou no site da Igreja Mundial (www.impd.com.br), porém, as informações sobre os planos de benefício, que até junho estavam na página, foram retiradas devido à repercussão que a história alcançou na mídia nacional. As vendas agora são feitas por outra página (www.sossego.com.br/jesus).

No site, há, inclusive, o depoimento de um dos bispos da entidade sobre a qualidade do produto.

“O Seguro 100% Jesus garante a sua tranquilidade financeira e de sua família nos momentos difíceis e evita que vocês fiquem desamparados. É seguro como a sua fé. Eu já contratei o meu”, afirma o bispo Fábio Valentte.

O apóstolo e líder da Igreja Mundial, Valdemiro Santiago, nos cultos na TV, tem negado que o seguro seja da igreja. Ela afirma só recomendar que os “obreiros” adquiram o produto apenas para proteger suas famílias.

Ao ligar para os canais de vendas do seguro, uma gravação eletrônica afirma vender produtos intitulados “família tranquila”. A atendente diz pertencer a uma empresa terceirizada contratada pela Mundial e pela Sossego para fazer a venda do seguro.

A Susep informa que o Seguro de Vida 100% Jesus se trata de um nome fantasia para um produto existente, vinculado à Mapfre. Por isso, não estaria irregular.

A Mapfre afirma que está vinculada ao produto, porém, explica que: “a adequação do produto quanto ao nome e às coberturas é de responsabilidade da instituição religiosa e da corretora.” A Igreja Mundial foi procurada, mas não respondeu à reportagem.


Carnê de cura substitui tratamento

O carnê da cura de uma igreja neopentecostal, pago todo o mês, prometia sarar a avó de Antonio Affonso do diabetes. Crente que estava livre da doença, ela parou de se cuidar. Um dia, a alta taxa de glicose, provocou nela um AVC fatal. “Fui conversar com o pastor e ele disse que minha vó morreu porque não teve fé suficiente. O valor que deveria ser pago à igreja dependia da doença e do poder do milagre esperado”, conta Antônio que é pastor Batista Reformado.
Ele se converteu ao protestantismo anos após a morte de sua avó e afirma que não há no Cristianismo espaço para a compra da salvação. “Ela é pela graça. O que vejo é que há muitas igrejas abusando da inocência das pessoas. O povo brasileiro é místico e carente e acaba sendo atraído por pessoas que oferecem óleo santo, pedaço da cruz. Há uma mercantilização da fé, com apelos para as ofertas”.

"Sou contra a venda de produtos na igreja. Não vejo ninguém
comercializando bênção. O lencinho é gratuito”.
Hércules Lima membro da Mundial (
Foto: Ricardo Medeiros)
 

Óleo da bênção vira brindeAlgumas igrejas não vendem produtos consagrados, porém prometem brindes materiais e espirituais para fiéis que fazem doações. Há casos de denominações que presenteiam seus membros até com chaves sagradas e entregam para os frequentadores, dentro do envelope do dízimo, um pequeno frasco de um óleo ungido, capaz de “resolver todos os problemas”. O líquido deve ser passado nos ouvidos para que a pessoa receba boas notícias.

Membro da Igreja Mundial, Hércules Lima não se separa do lenço da bênção, que ganhou da instituição. Ele afirma que em sua igreja não é uma prática vender objetos sagrados. O que ocorre é a entrega de presentes àqueles que doam.

“Não há a comercialização de livros e DVDs. Não acho correto uma denominação vender produtos. Ninguém está acima da Palavra de Deus. Ela proíbe essa prática. Quanto às doações, não há nada imposto. Mas a pessoa tem que ter consciência que, quando dá algo a alguém, pode receber um brinde ou mesmo um presente no futuro, lá no céu”.

Estímulo à doação

Com discursos encorajadores, e com promessas de salvação ou de retorno em dobro dos bens, a máxima “é dando que se recebe” tem tomado conta das orações.

Os pedidos são feitos para arrecadar dinheiro para a construção de igrejas. Tem pastor que chega a vender, pela TV, Bíblia por R$ 900 e afirma que o dinheiro levantado servirá para ajudar nas obras de um importante templo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mercado de produtos eróticos se adapta para conquistar público evangélico

sexshop-gospel
O casal Andrei Marsiglia e Thais Plaza, sócios da Doce Sensualidade, loja erótica que não usa o termo “sexshop”
Publicado na Folha de S. Paulo
“REALIZE SEUS SONHOS. PERGUNTE-ME COMO” — é o que se lê na camiseta vermelha de Mônica Alves, 45. Quem “pergunta como”, no caso, são mulheres evangélicas em busca das novidades que ela traz numa bolsa com 18 letrinhas bordadas no canto: “A Sós – Vocês Podem Tudo”.
Mônica já foi revendedora de produtos da Avon e da Natura. Hoje, a adepta da igreja Renascer sai da casa em São Bernardo do Campo (SP) carregada com 6 kg de itens bem diferentes, que vão de calcinhas comestíveis de chocolate (alguns maridos degustam com uísque) ao kit “50 Tons de Prazer”, com chicote, vela e venda.
Para as vendas, usa o codinome “Munik”. Como Mônica, quer emplacar carreira musical (canta em igrejas e centros espíritas, de Ivete Sangalo a repertório gospel).
Num salão de beleza no Sumaré (zona oeste), é Munik quem mostra à manicure Frances do Nascimento, 45, a “camisolinha da Nicole Bahls, a moça da ‘Fazenda’” (modelo semitransparente com estampa de oncinha).
Sua melhor freguesa aprova: “Não é porque a gente vai pra igreja todo dia que precisa ser santa”.
“As irmãs a-do-ram os produtos”, diz Frances sobre colegas do culto. Ela frequenta “todos os dias” a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, aquele que aparece na TV com chapéu de cauboi. Contribui com cerca de R$ 300 de dízimo por mês à igreja. Calcula dar até mais dinheiro para a revendedora.
“Ela gasta bem”, confirma Mônica.
Recém-separada do segundo marido, com um filho de um ano, Frances a-do-ra o “Boca Loca” – minivibrador em formato de batom (R$ 33).
Ela faz parte de uma legião de consumidores que vem chamando atenção do mercado. O censo do IBGE aponta que, entre 2000 e 2010, a porcentagem de evangélicos na população subiu de 15% para 22% (de 26 para 42 milhões de pessoas).
As consultora Tarciana Valente e Estela Fuentes vendem
produtos eroticos na casa das clientes
MERCADO QUENTE
Bom exemplo do apetite gospel está nos livros: a média de leitura dos fiéis é de 7,1 obras por ano, estima a entidade Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes), enquanto a nacional não passa de 4,7.
Vendido na Feira Literária Cristã, em junho, “Celebração do Sexo“, do americano Douglas Rosenau, declara a que veio na dedicatória: “Obrigado, Senhor, pelo gozo íntimo e pela união calorosa do companheirismo sexual”.
Descrito como um guia para o “presente de Deus no casamento: o prazer sexual”, o livro traz ilustrações de posições sexuais e um capítulo inteiramente dedicado ao sexo feito “sem tirar a roupa”.
O autor, que se identifica como terapeuta sexual cristão, não economiza adjetivos em sua tese. Para Rosenau, a “diversão erótica” entre companheiros vestidos é “um prelúdio amoroso sutil, penetrante, espontâneo, eletrizante e sensual”.
Fiel da igreja Arca Sagrada, em Diadema (SP), a atendente de petshop Nilza Antunes, 29, é casada há seis anos, tem dois filhos, cabelo pintado de loiro platinado, aparelho dental com elásticos laranjas, piercing no nariz e uma curiosidade.
“Pode usar no corpo inteiro?”, ela questiona Mônica/Munik sobre o desodorante íntimo com essência de morango (R$ 20,70).

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Edir Macedo conta em novo livro que pensou em suicídio

Primeiro livro da trilogia vendeu
1,4 milhões de exemplares
Em seus piores momentos, nos anos 90, quando se sentiu pressionado pela Ministério Público, Justiça e Rede Globo, Edir Macedo (foto), líder da Igreja Universal, contou que pensou em se suicidar,

Essa revelação está no segundo livro da trilogia da vida e obra de Macedo, “Nada a perder 2”. 

Os depoimentos apresentados no livro foram colhidos e escritos por Douglas Tavolaro, vice-presidente de Jornalismo da Record. O tempo verbal do livro é primeira pessoa.

O primeiro livro da trilogia já vendeu 1,4 milhão de exemplares. Uma parte significativa deles foi para fiéis da Igreja Universal..

Ele contou que a sua mulher foi sequestrada em um assalto e foi quando resolveu andar armado, portanto uma calibre 38 inclusive no púlpito,

“Mais tarde fui tocado pelo Espírito Santos, que me convenceu que andar armado era falta de confiança em Deus.”

No livro, ele retomou à compra da TV Record de Sílvio Santos e da família Machado de Carvalho. 

“Não imaginava que viveria um inferno a partir do dia em que decidi comprar a Record”, disse.

Mas, mesmo assim, demonstrou não estar arrependido do negócio.

Ele contou que o negócio parecia inviabilizado quando os proprietários da emissora descobriram que o deputado Laprovita Vieira não era o verdadeiro interessado pela Record e que só estava defendendo os interesses de Macedo.

Disse que, por um golpe de sorte, tinha sido beneficiado pelo Plano Collor, que tinha congelado todos os depósitos bancários acima de determinado valor.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Avessa a rodeio, Aline Barros diz que show em Barretos é para quem ama Deus

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Publicado no UOL
Pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos, a cantora gospel Aline Barros vai levar para o rodeio nesta segunda-feira (19) seu novo show em comemoração aos 20 anos de carreira. Segundo ela, a apresentação terá “o que a Bíblia prega e tecnologia de ponta para um público diversificado”.
“Este show é para quem ama Deus e quer algo a mais para sua vida. É para celebrar, pular, gritar. Será também para quem gosta de uma boa música, de ver coisa bonita e de um cenário com tecnologia de ponta”, disse a cantora, que enfatiza que “famílias estarão presentes em seu testemunho”.
Bióloga e avessa a rodeios, Aline disse que já fez shows em festas do peão, mas prefere não acompanhar o momento em que há a disputa envolvendo os animais. Para ela, é preciso respeitar o evento porque tem um “lado social muito importante”. “Parte do dinheiro vai ser destinada ao Hospital do Câncer de Barretos. Ficamos felizes em poder estar contribuindo”, explicou. E acrescentou: “Ajudamos também espiritualmente, orando pelas famílias e abençoando aquela cidade. Isso é natural porque a Bíblia ensina para a gente”.
Com início na última quinta-feira (15), a Festa do Peão de Barretos conta com uma programação predominantemente sertaneja. São mais de 60 atrações do ritmo, entre elas estão Michel Teló, Luan Santana, Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Chitãozinho e Xororó.
Segundo a produção da festa, a expectativa é receber 900 mil pessoas nos 11 dias de festa. A 58ª edição terá também samba, funk, axé, eletrônico e gospel. Além de Aline Barros, Naldo e Belo também estarão em Barretos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Rede social cristã ganha aplicativo


Captura de tela do iPhone 1Captura de tela do iPhone 2

no Mobile Time

A Hizby, rede social cristã, lançou um aplicativo móvel desenvolvido pelo iai? (Instituto de Artes Interativas). A ferramenta, disponível para o sistema operacional da Apple, conta com características semelhantes ao site da rede, onde os usuários podem fazer amizades, enviar mensagens e orações, e compartilhar agendas de igrejas. Hoje, a Hizby tem cerca de 40 mil usuários.

A rede social também promove a transformação ética e social, convidando os usuários a fazer doações voluntariamente, que são direcionadas a escolas, casas de repouso, trabalhos missionários, entre outros.

Download na App Store.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Modelo evangélica Aline Franzoi será capa da Playboy de Setembro

via Púlpito Cristão
A revista Playboy tem o hábito de anunciar antecipadamente quem estará em suas páginas como estratégia de testar a receptividade do público. Já houve casos em que ela antecipou ou postergou algumas capas.
O anúncio de hoje surpreende. A estrela da edição de setembro será a modelo Aline Franzoi. Evangélica, a musa já participou de concursos de Miss e fez uma participação na novela “Guerra dos sexos”. Mas seu sucesso mesmo foi pelo fato de ser a primeira brasileira a trabalhar como ring girl nas competições de UFC.
Com apenas 20 anos, Franzoi já fez um ensaio sensual para a revista “Vip”. Quando perguntada se posaria nua ela alegou que por ser evangélica nunca o faria, mas mudou de ideia.
Quem segue a bela nas redes sociais sabe que ela costuma postar, além das fotos que faz como modelo, muitas mensagens religiosas. Ainda não se sabe se a revista dará destaque ao fato dela ser evangélica.
Em maio deu uma entrevista ao UOL e declarou “Sou evangélica e uso meu Facebook para dizer o quanto Deus foi e é poderoso em minha vida. E, afinal, o que tem de errado? É muito relativo o que é certo e errado, concilio não só essa nova carreira, como a carreira de modelo também, pois, na minha concepção, Deus olha o nosso coração e a nossa intenção”.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Líder do grupo Diante do Trono, Ana Paula Valadão tornou-se a cantora mais famosa da música evangélica

A artista belo-horizontina costuma atrair multidões para os seus shows e lançar moda entre as religiosas
Ana Paula: “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”
Ana Paula: “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”
Sabrina Abreu, na Veja BH
Voz, nome e rosto mais conhecidos da música gospel no país, ela atrai multidões para seus shows, lança moda entre as evangélicas e, vez ou outra, desperta a fúria das feministas. Com mais de 10 milhões de discos vendidos, a cantora e pastora Ana Paula Machado Valadão Bessa, de 37 anos, ainda se surpreende com o sucesso alcançado à frente do grupo Diante do Trono, que acaba de completar quinze anos. “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”, diz a belo-horizontina, que já se apresentou em todos os estados brasileiros e também no exterior, em países como Estados Unidos, Israel, Suíça e Japão. Nascida em uma família de cinco gerações de protestantes, entre presbiterianos e batistas, ela buscou na religião o consolo para o término de um noivado, aos 19 anos. Estava no chuveiro quando cantarolou pela primeira vez a melodia da canção Diante do Trono. Um ano depois, em 1998, a banda liderada por ela, também batizada de Diante do Trono, lançou de forma independente seu primeiro álbum. “Para garantirmos a gravação, vendemos na igreja vales-CD, no valor de 5 reais cada um”, lembra o pai da cantora, o pastor Márcio Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha.
Do Q.G. do grupo, no bairro São Luís, onde funciona o moderno estúdio projetado pelo arquiteto Renato Cipriano — que tem entre seus clientes a cantora Ivete Sangalo e a banda Jota Quest -, Ana Paula cuida atualmente da produção de mais três discos: Renovo, que foi gravado ao vivo no Expominas, em março, e será lançado no próximo mês; Tu Reinas, com faixas inéditas que serão gravadas no próximo dia 9, em Juazeiro do Norte, no Ceará; e um álbum em inglês, de título ainda não definido, que será veiculado na internet. “Minha equipe é muito capaz, mas tudo passa pela minha mão”, diz ela, confirmando sua fama de centralizadora. Nas palavras dos assessores, a cantora é uma máquina de trabalhar. Além de realizar shows e gravar com o Diante do Trono, Ana Paula se dedica como pastora a um culto mensal só para mulheres, escreve livros (já tem dois publicados) e atualiza pessoalmente suas redes sociais, que atraem milhares de fãs. Só no Twitter reúne mais de 590 000 seguidores. “Tudo o que ela faz, centenas de mulheres copiam”, afirma o cabeleireiro Silvio Nogueira, que cuida de seu visual há dez anos. Foi assim quando, em 2009, Ana Paula resolveu cortar os cabelos curtinhos. Vaidosa, usa nas apresentações figurinos assinados por grifes de luxo como Barbara Bela e Mares. Gosta de um estilo romântico, com organza, seda e renda. Os modelos, porém, não podem mostrar muito o corpo. “Para a mulher bíblica, a sensualidade é vivida toda dentro do casamento. Ela não usa roupas sexy”, explica. Muitas peças precisam ser adaptadas para que Ana Paula possa vesti-las. “Ponho anágua quando a saia é meio transparente e tapa-colo, um clipezinho abotoado no sutiã, para esconder o decote”, conta.
Os conselhos da cantora sobre feminilidade atraem milhares de fiéis à Igreja da Lagoinha. Toda última quarta-feira do mês, o templo, com capacidade para 6 000 pessoas, fica lotado. No culto Mulheres Diante do Trono, a presença de homens é proibida. Do púlpito, com sua Bíblia em mãos, a pastora mescla passagens da própria vida a trechos do Velho e do Novo Testamentos. “Como mulher, você pode trabalhar fora, realizar os seus sonhos, ter diálogos com seu marido, sugerir, decidir com ele, mas tem de respeitar toda figura masculina”, prega. Casada desde 2000 com o pastor Gustavo Bessa, de 39 anos, ela diz que, em casa, deixa de lado a postura controladora que não consegue evitar no trabalho. “Lá, eu tiro o chapéu da liderança.” As pregações dão arrepios em muitas feministas. No fim do ano passado, quando vídeos do culto se espalharam pela internet, o resultado foi uma avalanche de críticas indignadas e zombarias. Ana Paula não se intimidou. “Achei bom. A mensagem foi replicada e chegou a mais pessoas.”
O dever de submissão ao marido não é sua única opinião polêmica. Ela é contra o casamento gay e não esconde seu ponto de vista. “Se há um cristão falando por aí que é a favor da homossexualidade, ele não é um cristão de verdade”, afirma. Mas garante que os homossexuais são bem-vindos em sua igreja. “Tenho um grande amigo ex-gay.” Também não se constrange ao abrir o coração e falar das próprias dores a seus fãs. “Na gravação do CD Esperança, em 2004, ela contou no palco que não conseguia engravidar”, lembra o pai. Mais de 1 milhão de pessoas ouviram a cantora  — hoje mãe de Isaque, de 7 anos, e Benjamin, de 4 – falar sobre seus problemas de fertilidade.
A líder da banda Diante do Trono em apresentação em Manaus: ela já fez shows em todos os estados
A líder da banda Diante do Trono em apresentação em Manaus: ela já fez shows em todos os estados
Ela credita seu sucesso às letras inspiradas em versículos bíblicos e nas suas experiências de fé. “As pessoas se identificam com os versos que falam de cura interior”, diz ela, que começou a compor quando ainda era criança. “Da passagem do cometa Halley até a aids, tudo o que via na TV ou na escola virava tema”, conta, às risadas. Os comentários de um adulto, no entanto, a desanimaram. “Ele disse que eu não tinha jeito para a coisa e acreditei. Fiquei sem escrever dos 13 aos 18 anos.” Nesse período, resolveu apostar na carreira de intérprete. Cantava no King’s Kids, grupo evangélico de dança e música para adolescentes, e no El-Shamah, coral adulto da igreja, que se apresentava aos domingos. “Eu era nova para o grupo. Só me deixaram entrar porque eu realmente tinha talento”, explica, revelando certo incômodo com insinuações sobre ter tido privilégios por ser filha do líder da igreja. Em 1996, depois de abandonar a faculdade de direito da UFMG e mudar-se para Dallas, nos Estados Unidos, onde foi estudar música, finalmente se sentiu livre. “Lá ninguém se importava com meu sobrenome.” Disputando uma vaga com outros 100 alunos, foi selecionada para a banda da escola. Disciplinada, impressionava os professores pela dedicação à rotina pesada dos ensaios.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pão e circo! A indústria eclesiástica de entretenimento


Por Hermes C. Fernandes,  no Cristianismo Subversivo

Vivemos na Era do Entretenimento, e não poucas vezes confundimos a sensação de sermos entretidos com a genuína alegria. Foram os romanos que concluíram que a melhor maneira de manter a ordem social do império era distraindo seus cidadãos com todo tipo de entretenimento. O império gastou fortunas na construção de estádios, teatros, banhos públicos, etc. Tudo para garantir a boa ordem. Surgia, então, o lema pão & circo, tão vastamente adotado por outros modelos de domínio político ao longo da História.

Você sabia que muitas leis importantes, contrárias ao bem comum, são votadas discretamente durante o período de comemorações populares, como os eventos esportivos de grande magnitude? Aproveita-se enquanto o povo está distraído, celebrando, entretido, para engendrar todo tipo de projetos danosos à população.

Portanto, podemos afirmar que o entretenimento serve à manutenção do Status Quo. Porém, o reino de Deus levanta outra bandeira, a da alegria. Contrariando o espírito do império romano, Paulo escreve aos seus cidadãos: “Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no Espírito Santo” (Rm.14:17). Era como se Paulo dissesse: O Reino de Deus não é Pão nem Circo! Em vez disso, a proposta do reino de Deus se resume na tríade: Justiça, paz e alegria.

Poderíamos falar muito mais sobre a justiça e a paz. Porém neste ensaio, quero ater-me à alegria, revelando-a como antítese do entretenimento.

Enquanto o entretenimento serve ao Status Quo, fazendo nuvem de fumaça para que ninguém perceba todo tipo de injustiça cometida, a alegria no Espírito é resultado da implementação da justiça, que por sua vez, produz também a paz. Veja o que diz o profeta Isaías: “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre” (Is.32:17). O sábio Salomão dá o arremate: “A execução da justiça é alegria para o justo” (Pv.21:15). Assim como a Trindade Divina é indissolúvel, esta tríade também o é. Sem justiça não há paz, e sem paz, não há alegria.

As pessoas se entretêm para esquecer os problemas. A alegria do Espírito é a celebração consciente da paz e da justiça.

Esta alegria pode ser celebrada mesmo antes que se veja manifestada a justiça do reino, pois é alimentada pela certeza de que em breve ela se manifestará plenamente. Como cristãos, nossos olhos se voltam para o futuro, nos fazendo vislumbrar uma Era em que a justiça e a paz se beijarão (Sl.85:10). Nossa celebração, portanto, é movida pela fé, pela certeza de que Deus tem as rédeas da História bem seguras em Suas mãos, e que, por fim, a justiça prevalecerá contra a iniqüidade, e o amor sobre o ódio. No dizer de Salomão, “a esperança dos justos é alegria” (Pv.10:28). Portanto, ela é a celebração antecipada que se justifica na certeza da esperança e da fé. Assim como Mirian fez ressoar seus tamborins tão logo os hebreus atravessaram o Mar Vermelho, quarenta anos antes de adentrarem a Terra Prometida, os cristãos celebram a justiça do Reino de Deus, antes mesmo que se manifeste plenamente entre os homens.

Não há nada de mais entreter-se. O que não se deve é eleger o entretenimento como o objetivo de nossa existência. Quem não sonha com uma casa na praia, deitado numa rede estendida na varanda, tomando água de coco? Se acharmos que isso é que é felicidade, estamos conformados aos valores sobre os quais nossa civilização foi edificada. Estamos na contramão do Reino de Deus.

O alvo de nossa existência deve ser atingir o propósito estabelecido por Deus para as nossas vidas. A felicidade tão sonhada deve ser encarada como um bônus, e não como um alvo supremo a ser perseguido. Já foi dito que felicidade não é o destino, mas a jornada. Encontramos a felicidade à medida que percebemos que nossa existência cumpre a um propósito maior e mais abrangente que ela.

Deveríamos nos envergonhar de ter elegido coisas banais como aquilo que nos traz alegria. Posses materiais, formação intelectual, e tantas outras coisas deveriam ser vistos como instrumentos pelos quais podemos servir aos outros, e não como bens supremos.

Nossa relação com Deus não deve ser pautada na expectativa de resultados benéficos para nós mesmos. Nem sempre nossos anseios serão alcançados.

Veja a conclusão a que chega o profeta Habacuque:
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”(Hab. 3:17-18).
Um dos efeitos colaterais da chamada teologia da prosperidade é a profunda frustração experimentada pelos crentes quando suas expectativas não são alcançadas. Para eles, Deus é como um gênio da lâmpada, que existe para atender aos seus pedidos.

Habacuque nos convida a experimentar uma relação com Deus, onde nossa alegria é preservada independente dos resultados. Qualquer um poderia parafrasear esta oração, contextualizando-a à sua realidade. “Ainda que eu fosse demitido do meu emprego... que meu casamento resultasse num divórcio... que meu corpo se fragilizasse a ponto de adoecer... todavia eu me alegrarei no Senhor! Nada mais subversivo que isso! Isso explica como os cristãos primitivos eram capazes de entregar seus corpos ao martírio, sem com isso se deprimirem, ou mesmo, acusarem a Deus de ser injusto.

Deus é a fonte de nossa alegria. Todas as demais coisas são passageiras, e quando muito, meros canais pelos quais Deus manifesta Seus cuidados. Às vezes esses canais ficam obstruídos, porém a fonte jamais deixa de jorrar.

Quando Davi se viu ameaçado de perder tudo, inclusive seu reino, por causa do seu pecado, ele orou:
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a ALEGRIA DA TUA SALVAÇÃO, e sustém-me com um espírito voluntário. Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão”(Salmos 51:10-13).
Ele não fez questão de preservar seu trono, suas posses, sua posição. Em vez disso, Davi suplicou para que o Espírito de Deus não Se lhe ausentasse. Rogou para que lhe fosse restituída a alegria da salvação.

Hoje em dia, fala-se muito em restituição. As pessoas oram como se cobrassem de Deus: Senhor, eu quero de volta o que é meu! Quanto atrevimento! Sabe o que elas estão declarando com isso? Que seus corações estão nas coisas que possuíam, e que eventualmente vieram a perder.

Já ouviu alguém rogando por este tipo de restituição? Senhor, restitui-me a alegria da tua salvação! Não se trata da salvação em si, uma vez que esta é um dom irrevogável. Ninguém é salvo segunda vez (no sentido soteriológico da palavra). Mas trata-se da alegria desta salvação.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Maior feira evangélica de negócios da América Latina, ExpoCristã é desalojada por falta de pagamento

Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013 foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)
Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013
foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)
Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo
A ExpoCristã, maior feira evangélica de negócios da América Latina, foi desalojada do pavilhão do Anhembi por falta de pagamento.
O espaço abrigaria a 12ª edição do evento, entre os dias 7 e 10 de agosto. A empresa responsável pela feira, Do4C, negociava a locação com a SPTuris, que cuida do pavilhão.
O contrato não foi assinado por conta da “não quitação de débitos”, segundo a empresa paulistana de turismo. O valor do aluguel, de acordo com a DoC4, era de R$ 540 mil.
O prazo venceu na terça (4). A SPTuris afirma que o evento ainda pode acontecer, mas dificilmente na data anunciada.
sãopaulo apurou que há dívidas pendentes de edições anteriores da ExpoCristã –que era gerida por uma empresa diferente.
Para a locação deste ano, uma entrada no valor de R$ 54 mil foi paga em dezembro. O dinheiro, no entanto, teria sido absorvido por dívidas herdadas de edições passadas, segundo a gestora atual da feira.
O restante, R$ 486 mil, seria quitado em maio –o que não aconteceu. A DoC4 diz que o evento ainda vai acontecer: nova data, mesmo lugar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Se João Batista fosse famoso


Por Rodolfo Gois, na Ultimato
roqueiroLuzes, câmeras, multidão. Esta é a marca do sucesso. Esta é a dica de que algo está funcionando. Pelo menos é isso que a gente vê hoje em dia. João Batista era um “produto exportação” do seu tempo. Tinha até estilo exclusivo (“usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato”, v.6). Hoje em dia isso aumentaria o seu sucesso e alavancaria os multiprodutos com a sua marca: Grife JB, Snacks em forma de grilo com gostinho de mel, artigos de couro do João, além da família de bonecos. Pelo menos quatro linhas de produtos de sucesso, sem contar os milhões de acessos garantidos nos reprodutores de mídia online que lhe dariam bons retornos financeiros com os patrocínios no seu canal exclusivo.
Ele tinha uma mensagem forte, tinha uma imagem forte, tinha uma presença marcante; ele tinha um público fiel, tinha influência sobre as pessoas, era popular. Ele tinha tudo pra ser a estrela da sua geração. Ele tinha seus seguidores, seus discípulos. Ele até foi confundido com o Messias que haveria de libertar o povo. Talvez muitos a sua volta o serviam, davam presentes, ofereciam seus “préstimos”. Tudo estava dando certo. Tudo estava correndo bem. Dá até pra imaginar o “ar” de satisfação de seus “assessores e diretores de marketing”.
No “auge da sua carreira”, entretanto, João faz uma declaração que poderia deixar todos perplexos. Ele diz que havia alguém “mais importante do que ele”. Isso não é uma coisa que uma celebridade pode dizer a qualquer um e a qualquer momento. Ele vai além: “não mereço a honra de me abaixar e desamarrar…”. Como pode João falar isso?! Primeiro, abaixar-se para alguém é um sinal de submissão; segundo, desamarrar as correias de uma sandália era função de um escravo bem “rebinha”, talvez o de mais baixo valor da casa; terceiro, ele diz que isso seria uma honra; quarto, ele reconhece que não merece tal honra. Que que é isso, rapaz!
No auge do sucesso João se coloca na mais baixa condição. Mas ele não se importa, nem treme, nem sua a frio, nem titubeia. Declara de boca cheia e com imensa convicção. Este antimarketing poderia causar um grande prejuízo nos empreendimentos com a sua marca e sua imagem. Mas ele não se importava, porque sabia que maior que o seu discurso era aquele a quem ele estava preparando o caminho. João sabia que mais valiosa que a sua popularidade era a integridade da sua missão. Sabia que o melhor lugar era estar aos pés de Jesus, mas que isso não dependia dos seus méritos, e sim da graça divina.
Ao avaliar o decorrer da história, logo chego à conclusão de que mais alto que o topo do mundo é o lugar onde reconhecemos que desamarrar as sandálias do nosso Senhor é uma honra, e não a merecemos.
Popularidade hoje é fácil de conquistar. Integridade e fidelidade à missão é uma outra história. Façam as suas escolhas.
“Muitos moradores da região da Judeia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão… Ele dizia ao povo: – Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”. (Marcos 1.5-7)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sem decotes e transparências, moda evangélica ganha adeptos

Sem decotes e transparências, moda evangélica ganha adeptos
Estilo gospel se adapta a tendências da moda segundo princípios da religião



 publicado no Terra

Ela tem um estilo em que não entram transparências, minissaias, decotes nem roupas sem mangas. Mas está longe de ser careta, sem graça ou fora de moda. Trata-se da moda evangélica, muito bem representada por mulheres que levam a palavra de Deus de acordo com suas convicções religiosas religiões por meio da música e pregações, como Aline Barros, Fernanda Brum, Ana Paula Valadão, Mariana Valadão e Soraya Moraes.

O segmento gospel é grande e, com o aumento de mais 16 milhões de fiéis entre 2000 e 2010 (data do último censo do IBGE), não faltam confecções que produzem peças inspiradas nas tendências nacionais e internacionais, adaptadas para os parâmetros religiosos da exigente clientela.

A calça comprida, em geral, cede o lugar para as saias, sendo as mais ousadas na altura dos joelhos. O mesmo ocorre com o comprimento dos vestidos. Vale ter assimetria, babados, camadas, brilhos, bordados (desde que não chame a atenção para os seios e quadris).

O que não vale é um ombro só, recortes, fendas acentuadas, comprimentos mini. Apesar de a maioria das mulheres preferirem saias e vestidos, as calças compridas entram como complementos de casacos, vestidos e túnicas, como pode ser visto em apresentações públicas como shows e pregações. Em dezembro, no show Promessas, da Globo, Aline Barros e Ana Paula Valadão usaram as peças com brilhos e bordados, sob vestido e túnica.

Cuidados como manguinha para evitar a nudez nos braços e criatividade para acessórios, como lenços, echarpes, calçados (sim, pode usar salto, mas sem exageros) e bolsas estilosas também estão na linha de produção das confecções especializadas.

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