"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Amor sem proselitismo e outras intenções
Por Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo
Deus não nos enviou ao mundo para convertê-lo, mas para amá-lo. Conversão são outros quinhentos e não cabe a nenhum de nós. Achar-se capaz de converter o mundo beira à presunção.
O amor deve ser totalmente despretensioso, entregando-se voluntariamente sem esperar resultado algum. De modo que, se não formos correspondidos, isso não nos afetará. Nem mesmo a ingratidão nos fará desistir de amar. O alvo supremo do amor sempre é o bem de quem se ama.
Qualquer coisa que se faz na expectativa de algum retorno não é amor, mas barganha, e, portanto, contrário ao espírito do evangelho.
Muitas igrejas têm promovido trabalhos sociais dignos de louvor. Todavia, o índice de frustração é muito grande, pois os mesmos não vêm acompanhados de resultados considerados satisfatórios.
A meu ver, precisamos rever nossos paradigmas.
Aproveitar a dor alheia para empurrar nossa visão religiosa não é evangelismo, mas proselitismo, do tipo adotado pelos fariseus; em vez de alívio, agrava o sofrimento, tornando-o insuportável. Jesus os advertiu, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt. 23:15).
Nosso modelo de evangelização ainda está atrelado à visão colonialista europeia. Nossa abordagem está contaminada pela presunção de que temos algo que os outros não têm. Somos os civilizados, e eles, os selvagens. Somos os cristãos, e eles, os pagãos. Temos Cristo, eles não.
Oferecemos ajuda humanitária como uma moeda de troca, exatamente como os espanhóis e portugueses faziam com os índios ao oferecer-lhes bugigangas tais como espelhos e pentes.
É claro que almejamos compartilhar Cristo ao maior número possível de pessoas. Todavia, antes disso, devemos compartilhar nossa própria alma de maneira despretensiosa (1 Ts.2:8).
Por conta do forte proselitismo de algumas igrejas e instituições cristãs, as pessoas já estão escaldadas. Qualquer aproximação é vista com suspeita. Nossas obras sociais e humanitárias se tornaram a isca que camufla o anzol.
Jesus disse que faria de Pedro e André pescadores de homens. Todavia, o tipo de pesca que eles faziam era com rede e não com vara. Portanto, dispensava o uso de iscas.
Será que a intenção de Jesus ao multiplicar aqueles pães e peixes era meramente proselitista? Então, por que não houve um “apelo evangelístico” após alimentar a multidão?
E quando a igreja em Jerusalém resolveu assumir os cuidados das viúvas da comunidade, elegendo diáconos para dedicar-se a esse “importante negócio”, havia alguma intenção “evangelística”? Ou teriam sido movidos exclusivamente por amor?
Alguns poderão contestar dizendo: Se amamos as pessoas, queremos vê-las salvas. Concordo! Mas não me parece ético se aproveitar de uma necessidade material ou emocional para apresentar o evangelho. Seria mais ou menos como um político cheio de boas intenções oferecendo dentaduras e botijões de gás para quem lhe der o voto.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Ler para fugir da vida – ou para mergulhar nela
O que as memórias de um editor e a doença de sua mãe nos ensinam sobre a leitura e a solidão
Danilo Venticinque, na revista Época - [via Livros e Pessoas]
A leitura é um dos métodos mais eficientes e aceitáveis para evitar pessoas. Talvez por isso eu goste tanto dos livros e tenha decidido me dedicar a eles. Não sou o único. Já vi muitos leitores dizerem que têm mais livros que amigos, ou que gostam mais de livros do que de pessoas. Costumo concordar com eles e me considero um homem de sorte. Enquanto meus colegas jornalistas conversam constantemente com fontes, pessoalmente ou ao telefone, escolhi uma área que é o paraíso dos introvertidos. A maior parte do meu trabalho é feita em silêncio, diante de um livro ou da tela de um computador. Mesmo fora do trabalho, basta dizer que quero ler ou escrever e todos ao meu redor me deixam em paz (talvez para o meu azar). Seria a receita perfeita para a reclusão. Mas, como todo leitor com ideias descabidas e alguma curiosidade, vez ou outra deparo com livros que mostram o tamanho da minha ignorância – sobre a vida e sobre a leitura. Este texto é sobre um desses livros.
Para quem enxerga a leitura como uma forma de isolamento ou fuga da realidade, O clube do livro do fim da vida (Objetiva, R$ 37,90, 296 páginas, tradução de Rafael Mantovani) é um convite a repensar essa visão de mundo. Para quem acredita na leitura como uma experiência coletiva, é um livro que merece ser discutido em grupos e passado de mão em mão. Uma declaração de amor à vida, à leitura e à família.
No livro, o americano Will Schwalbe, ex-executivo de uma editora, narra a vida ao lado de sua mãe, Mary Anne, uma pioneira no trabalho voluntário no Afeganistão. Há muitas páginas dedicadas ao belo trabalho humanitário de Mary Anne, e aos bastidores do mercado literário revelados por Will. Mas o tema central de O clube do livro do fim da vida são os últimos dois anos da vida de Mary Anne, e a maneira como os livros transformaram o convívio entre mãe e filho.
Ao descobrir que sua mãe recebera um diagnóstico de câncer no pâncreas em estágio avançado, Will decide acompanhá-la nas sessões semanais de quimioterapia. Na primeira, sua mãe lhe pergunta o que ele estava lendo. Ele acha graça – foi-se o tempo em que podíamos pressupor que alguém estava lendo algo, mas ela insistia em fazer aquela pergunta a todos. Os dois passam a trocar opiniões e indicações de leitura, e os livros viram o principal assunto entre os dois na sala de espera do hospital. As conversas se repetem, com livros e opiniões diferentes a cada semana. “Tínhamos criado, sem saber, um clube do livro muito insólito, com apenas dois participantes. Como acontece em muitos clubes de leitura, nossas conversas transitavam entre as vidas dos personagens e as nossas próprias”, diz Will. “Não líamos apenas ‘grandes livros’, líamos de forma casual, promíscua e impulsiva.” Na lista de leituras, há desde autores clássicos como Shakespeare e Dante a best-sellers recentes e livros de autoajuda.
Aos poucos, os livros passam a servir como apoio para que mãe e filho conversem sobre assuntos difíceis de abordar. Falar da doença ou da morte de um personagem é uma maneira de falar do câncer sem tocar no assunto diretamente. “Eles nos ajudam a falar. Mas também nos dão algo sobre o qual todos podemos falar quando não queremos falar sobre nós mesmos “, diz Will. “Ainda podíamos compartilhar livros, e enquanto estivéssemos lendo esses livros não seríamos a pessoa doente e a pessoa saudável; seríamos apenas uma mãe e um filho adentrando um novo mundo juntos.” Os livros também serviam como uma maneira sutil de demonstrar esperança no futuro. Num verão, os dois começaram a escolher livros longos, como A montanha mágica, de Thomas Mann. Acreditavam, mesmo sem chance de cura da doença, que ambos conseguiriam ler até a última página. Terminaram muitos grandes livros assim.
Mais do que uma forma de unir-se à mãe, Will vê a leitura como uma maneira de vencer a morte. “Nunca serei capaz de ler os livros preferidos da minha mãe sem pensar nela – e quando os passo adiante e os recomendo, saberei que parte daquilo que a formava vai junto com eles”, diz ele. O clube do livro do fim da vida divide esse legado com todos os leitores.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
"INFERNO" - Novo livro de Dan Brown é 'pesado' mas vai agradar fãs, dizem críticos
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LONDRES - As primeiras resenhas de "Inferno", quarto livro da série de Dan Brown iniciada com "O Código Da Vinci", descrevem uma obra "pesada", mas que deverá ser avidamente devorada pelos fãs. Os críticos observam que alguns trechos parecem mais compatíveis com um roteiro de Hollywood do que com um romance. Ainda assim, acrediram que os mistérios sombrios, os códigos enigmáticos e o turismo histórico presentes em "Inferno" irão deleitar os devotos do romancista americano.
O personagem Robert Langdon, professor de Harvard especialista em símbolos, agora segue a trilha do poeta Dante Alighieri por Florença, Veneza e Istambul, numa corrida contra o tempo para salvar o mundo de uma praga artificial.
Janet Maslin disse no The New York Times que o romance tem um começo acidentado, que parece prenunciar problemas para a franquia de Brown, mas que depois se recupera.
"Para grande alívio de quem gosta dele, Brown acaba não só deixando uma trilha de migalhas das pistas sobre Dante (este, afinal de contas, é ‘Inferno'), como também jogando jogos com o tempo, os gêneros, a identidade, atrações turísticas famosas e a medicina futurista", escreveu.
No Independent, Boyd Tonkin disse que o romance é "pesado, mas inteligente". Ele observa que a trama é uma das mais batidas da ficção - o cientista maluco que ameaça o mundo com uma máquina apocalíptica.
"Será que Brown consegue reformular esses dispositivos excessivamente familiares de surto, pestilência e contágio de modo a transformá-lo num organismo viável? Embora pesadamente, ele consegue."
Já A.N. Wilson, do Financial Times, viu no livro uma "trama absurda", carregada de "jargão científico" e excessivamente dependente da fama dos lugares turísticos por onde Langdon passa.
"O professor e seu doutor passam correndo pela ‘famosa catedral de Florença', pelo ‘famoso Studiolo' de Vasari, sem esquecer da ‘mundialmente famosa Galeria degli Uffizi'", escreveu o crítico. "'Inferno' deve ser lido menos como romance do que como 'tratamento' para um filme de suspense."
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
1000 posts no #Bússola Cristã
Completamos 1000 posts compartilhados com vocês, para comemorar todas esta informação e reflexão separamos os 10 posts mais lidos, vale a pena conferir:
1) Angústia é ganho (Fevereiro de 2012)
2) Tatuagem gospel #fail (Fevereiro de 2011)
3) A família margarina, o mito da família perfeita (Outubro de 2010)
4) Psicologia infantil [1] (Janeiro de 2011)
5) Genocídio Ateu (Dezembro de 2010)
6) Nem tudo é o que parece ser (Setembro de 2010)
7) Sexo entre adolescentes ao vivo, que mundo é este? (Julho de 2010)
8) Pornô Gospel (Janeiro de 2011)
9) Deus imerso no sofrimento humano (Outubro de 2010)
10) Do infinito à manjedoura (Dezembro de 2010)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Ganhadores do Clube da Leitura 2012
Ganharam por participarem do Clube da Leitura:
Quem ganhou este foi: Carla Guedes
Quem ganhou este foi: Nathy Dantas
Quem ganhou este foi: Emanuella Bezerra
Confira o ranking completo de 2012 aqui. E não deixe de participar em 2013.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Quem leu o que em 2012
Marina
Neste volume, a operação parte da aldeia de Caná, na Galileia, citada na Bíblia como o local onde Jesus realizou seu primeiro milagre, transformando água em vinho durante um casamento. Esse, entre outros, é um dos eventos narrados no livro a partir da perspectiva do Major. Ele conta também como os 12 apóstolos foram escolhidos por Jesus e como era o temperamento real de cada um deles, além de mostrar em detalhes a relação entre Jesus e seus familiares e como foi o triste fim de João Batista.
Emanuella Bezerra
O Herói Perdido - Os Heróis do Olimpo - Livro Um
Aventuras de um novo grupo de semideuses para salvar mais uma vez o Olimpo das forças do mal. essa vez, é Gaia que está tentando destruir o mundo. Os novos heróis lutam para manter Gaia em sono profundo.
Mariana Brandão
@msbrandao
A vida secreta dos grandes autores:
o que os professores nunca contaram sobre os famosos romancistas, poetas e dramaturgos.
o que os professores nunca contaram sobre os famosos romancistas, poetas e dramaturgos.
Emanuella Bezerra
A série possui um gênero interessante e pouco comum, é uma comédia de ficção cientifica sobre viajantes interplanetários. Os personagens são interessantes e a história segue envolvente e divertida té o último livro. Mas, o melhor da série fica por conta da narrativa brilhante e irônica do autor, que brinca com filosofia, religião e ciência. Recomendo altamente a leitura dessa série.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Bizarrice gospel: Culto dos príncipes e das princesas
x
Um culto com menos de 50 pessoas foi tema de matéria na IstoÉ e de reportagem no Fantástico. Em vez de respostas efetivas para tantas crises vividas pela galera, o casal de líderes usa o binômio culpa e medo para pregar, entre outras coisas, que “beijo na boca só depois do casamento”.
Criados numa nau esquisita na qual teologia e fé também não se beijam bicam, forneceram para a mídia um dos pratos + apreciados em quaiquer mesas de entretenimento: bizarrices.
Como um jornalista recentemente notou, nem a Bíblia é aberta durante as reuniões, o que já explica bastante coisa. No entanto, há quem enxergue que a exposição desse tipo de cascata conteúdo é positiva. No Twitter,Ana Paula Valadão não economizou nas exclamações: “Meu Deus!!!!!!! Vcs viram a matéria do #Fantástico c a@SaraSheeva????? É de Deus! Q profético! O Evangelho está mudando a nossa cultura!!!!”. Aham, senta lá, Ana.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Minha vida não é um livro clichê
por Isabela Barbosa*
Há mais ou menos uma semana, eu e minha mãe acabávamos de chegar a Belém. O primeiro lugar que visitamos, foi o Shopping Pátio Belém. Logo ao entrar, fomos a uma das lojas de destaque do shopping, que ocupava quase o piso todo. E de que era o primeiro setor? Adivinhem? Livros. Uma paixão que tenho desde que me aventurei pelo mundo das letras. A loja continha várias e várias estantes lotadas de diferentes títulos, capas e autores. Um verdadeiro céu para aqueles que apreciam as obras literárias dos mais variados tipos.
Minha mãe não hesitou e logo andou até aqueles volumes enormes que tratam de todos os tipos de leis e dizem respeito à sua profissão, a de advogada. Eu, varrendo a livraria com os olhos, a acompanhei.
Entendendo dos temas dos livros que via, mamãe começou a folheá-los. De um por um. TRT, TRJ, STJ… tanto faz. Minha cabeça estava distante dali, mais interessada no que tocava em meus fones de ouvido.
Então mamãe me cutucou. Eu olhei. Ela estava apontando para algumas estantes do outro lado da loja. Não precisei nem perguntar o motivo, a placa que trazia consigo “LIVROS INFANTO-JUVENIL” já era autoexplicativa.
Eu andei até lá, e à medida que me aproximava dos tantos livros da tal categoria, via os nomes dos ‘milhares’ de autores daqueles livros. Milhares, lê-se: dois. Ou melhor, duas. Duas autoras.
Os únicos nomes que se podiam enxergar eram: Meg Cabot e Thalita Rebouças.
Vergonha. Ah, o amargo gosto da vergonha. Foi exatamente isso que eu senti ao ver dois nomes tão ridiculamente mesquinhos representando toda uma faixa etária.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Promoção "Entre Lençois: uma visão bem-humorada da intimidade sexual no casamento
O Bússola Cristã, em parceria com o Pavablog e a Editora Mundo Cristão, vai sortear um exemplar do livro "Entre Lençóis", lançamento da Mundo Cristão.
Sinopse:
O sexo não é tudo em um casamento, mas não dá para negar que sem ele não há unidade entre o casal. Diversas coisas podem tomar o espaço de uma sexualidade saudável e isso acaba por afastar marido e esposa, minando outras áreas da relação.
Você deve saber que o sexo é muito bom, mas isso não significa necessariamente que você está satisfeito(a) nesta área. E é justamente esta realidade que Kevin Leman vai ajudar você e seu cônjuge a transformar!
Com todo seu bom-humor e experiência no aconselhamento de casais, Kevin Leman traz nesta obra uma visão muito aberta e direta sobre a intimidade no casamento.
Ele mostra porque vale a pena investir em uma boa vida sexual e aponta como fazer isso acontecer de forma natural, divertida e que satisfaça marido e esposa.
É um livro para ser lido pelo casal em conjunto e entre os lençóis. Aproveite!
Sinopse:
O sexo não é tudo em um casamento, mas não dá para negar que sem ele não há unidade entre o casal. Diversas coisas podem tomar o espaço de uma sexualidade saudável e isso acaba por afastar marido e esposa, minando outras áreas da relação.
Você deve saber que o sexo é muito bom, mas isso não significa necessariamente que você está satisfeito(a) nesta área. E é justamente esta realidade que Kevin Leman vai ajudar você e seu cônjuge a transformar!
Com todo seu bom-humor e experiência no aconselhamento de casais, Kevin Leman traz nesta obra uma visão muito aberta e direta sobre a intimidade no casamento.
Ele mostra porque vale a pena investir em uma boa vida sexual e aponta como fazer isso acontecer de forma natural, divertida e que satisfaça marido e esposa.
É um livro para ser lido pelo casal em conjunto e entre os lençóis. Aproveite!
Como participar:
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2- Participe do sorteio na página do Bússola Cristã no Facebook.
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Data do Sorteio:
01/08/2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
‘Bíblia Radical’ fala de passagens ‘nojentas’ e usa gírias
Capa da “Bíblia do Garoto Radical”
Publicado originalmente no Folha.com, capturado no Livros e pessoas
A história contada na “Bíblia do Garoto Radical” é a mesma que aparece na conhecida e tradicional publicação. Mas a edição traz comentários com gírias para tentar se aproximar do público teen.
Editada por Rick Osborne, autor especializado em publicações cristãs e o responsável pelas notas adicionais, a obra tem seções como “Notas Radicais”, “Nojento!”, “Tô Ligado!” e “Anota Aí!”.
Um dos textos de “Nojento” é o seguinte: “Que comédia! O rei da Babilônia segurando um fígado imenso de bicho, olhando praquele negócio todo ensanguentado na frente dele (Ez 21:21). E quer saber por que ele fez isso? Pra tentar prever o futuro. Não é pra rolar de rir? Orar pra conhecer a vontade de Deus é uma atitude bem mais inteligente.”
Outro de “Nojento”: “Ninguém disse que matar gigantes era um trabalho limpinho. Quando Davi arrancou a cabeça de Golias, é provável que tenha escorrido sangue pra todo lado. A região do pescoço tem muitos vasos sanguíneos, ainda mais o pescoço de um gigante. E quem limpa a sujeira”.
Em “Tô Ligado!”: “Leia Provérbios 8:12-21. Em ritmo de rap: ‘Quem quer ficar mais inteligente e esperto/Tem de andar com a sabedoria sempre por perto/Não adianta ficar por aí o tempo todo de zoeira.”
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Queimem Seus Livros de Autoajuda
Por Stephen Kanitz, no seu blog
"Lamento não poder lhe informar.
Por princípio, essa é a única seção da nossa livraria que o cliente precisa descobrir sozinho."
Ao longo de 10.000 anos criamos vários mecanismos e instituições cujo objetivo era ajudar os jovens a descobrir os caminhos e as soluções para os problemas da vida.
O primeiro foi a família estendida, onde os avós eram o poço de sabedoria das famílias, a voz do bom senso, da ponderação.
Tínhamos também os tios, que não eram tão envolvidos quanto os pais, e podiam dar bons conselhos, nem sempre de acordo com os irmãos.
Tinha o irmão mais velho, que nos defendia e nos abria alguns caminhos.
O segundo mecanismo foi o poder do grupo, do conselho dos anciões, o shamam, as curandeiras, os mitos, os folclores, as tradições que continham verdades escondidas, conselhos milenares que naquela época ajudavam e muito.
Em terceiro foram as religiões escritas, as bíblias, os salmos com centenas de conselhos úteis, que embora pudessem ser considerados textos de autoajuda, eram escritos por pessoas com credibilidade, talvez até por Deus, e eram interpretados e explicados por sábios, sacerdotes preparados para esta função.
Em quarto, temos as Universidades, onde jovens iam à procura de uma profissão e muitas respostas para as grandes questões da vida, onde encontravam "mestres", "tutores" e discutiam em colóquios e acalorados debates entre os alunos.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Casar ou Não Casar - Eis a Questão
Por que 50% dos casamentos resultarão em divórcio, causando enorme sofrimento e sequelas nos filhos menores?
Não casar.
Vou usar para a discussão de hoje o diário de Charles Darwin, onde depois da viagem do Beagle ele percebe que está ficando para trás e decide fazer uma "contabilidade" dos prós e contra do casamento.
"Marry or not to Marry, This is the Question."
| Diário de Darwin - Universidade Cambridge |
Isto deixou muita gente chocada, da forma racional que Darwin colocou uma questão emocional e afetiva.
Pior foram alguns dos prós e contras.
Prós.
Ter alguém na velhice. Alguém para cuidar da casa. Melhor do que ter um cachorro.
Imaginem a ira das feministas, e com razão.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Ganhadores do Clube da Leitura 2011
Como sempre, ao longo do ano distribuímos livros como estímulo a leitura. Além de livros aleatórios que são sorteados, semana de aniversário do blog ou outras ações que promovemos, distribuímos livros, na sua maioria comprados com meu suado dinheirinho mesmo. Mas faço isso com satisfação e alegria de poder compartilhar com amigos e leitores o prazer da leitura.
Anualmente reconhecemos o esforço e a constância na leitura dos participantes, este ano premiamos 4 leitores, os 3 primeiros colocados e um sorteado entre os demais:
1º lugar com 5159 páginas lidas em 11 livros: MARIANA BRANDÃO
Ganhou o livro: "Uma vida com propósito", best seller com mais de 40 milhões de cópias vendidas em mais de 50 idomas.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Quem leu o que [2011] #Novidades
O Último Olimpiano - Percy Jackson & Os Olimpianos - Livro Cinco
O último livro da série Percy Jackson e os olimpianos relata as aventuras e as dificuldades que os meio-sangues enfrentaram na luta contra os titãs. A história é cada vez mais envolvente. Muitas surpresas e revelações envolvendo os jovens heróis. Não deixe de ler a série. #Recomendo.
Mariana Brandão (@msbrandao)
ATE MAIS, E OBRIGADO PELOS PEIXES!
Depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer estranhas criaturas, Arthur está de volta ao seu planeta. Tudo parece igual, mas ele descobre que algo muito estranho aconteceu na sua ausência... Final da saga de Artur Dent, surpreedente como sempre.
Luiz Castro (@castro_luiz / www.morrodoolimpo.com.br)
A VIDA, O UNIVERSO E TUDO MAIS
O 3º livro da série o Mochileiro das galáxias, é o livro da "aventura". Nesse livro os protagonistas se deparam com uma ameaça antiga para a galáxia, e tudo se desenrola com o bom humor de Douglas Adams, gênio nesse tipo de escrita.
Luiz Castro (@castro_luiz / www.morrodoolimpo.com.br)
O texto não é lá essas coisas e em alguns momentos se torna desinteressante. Porém, a trama é excelente. Mistura de fantasia medieval, guerras, aventuras, romances e, a melhor parte, disputa pelo poder. Recomendo para quem não tem medo de livro gigante.
Claudia MA Henriques (@Callumah)
Um romance policial que conta a história de um cão fantasmagórico que aparece num pântano para assustar os moradores de Baskervilles. É uma aventura de Sherlock Holmes.
Mariana Brandão (@msbrandao)
A Batalha do Labirinto
O 4º livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, relata uma batalha para proteger o Acampamento meio-sangue da invasão do perverso titã Cronos através do labirinto construído por Dédalo.
Mariana Brandão (@msbrandao)
O Restaurante no Fim do Universo
O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma história cheia de sátira, ironia e bom humor.
Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor.
Luiz Castro (@castro_luiz / www.morrodoolimpo.com.br)
O Guia do Mochileiro das Galáxias
Para quem gosta de ficção cientifca e bom humor não há livro melhor! Douglas Adams supreender a todos com sua escrita nesse ótimo livro!
Luiz Castro (@castro_luiz / www.morrodoolimpo.com.br)
Abadia De Northanger
História bastante divertida e bem incomum para um livro de Jane Austen. Leitura deliciosa. E o livro é uma pequena surpresa para os fas de literatura gótica.
Claudia MA Henriques (@Callumah)
A Batalha do Apocalipse
Este livro está entre os melhores de ficção que já li. Eduardo Spohr consegui desenvolver com maestria uma mitologia única e incrível.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
C.S Lewis: Deus, pubs, feiticeiras e armários
vi no livros e pessoas
Autor de uma das mais respeitadas obras-primas da literatura infantil, C.S.Lewis foi um dos escritores mais influentes do século XX. Com mais de 30 livros publicados, o irlandês obteve sucesso internacional com uma reverenciada obra que aborda temas do universo infantil, da teologia e da mitologia, permitindo-lhe atingir um público diverso.
Há quem muito se incomode com a preferência espiritual de alguns autores. Cá entre nós, isso não tem a menor importância quando se trata da competência literária desses autores. Uma pena, no entanto, que Lewis foi ofuscado por seu querido amigo. E sabia que assim seria ao se arriscar na esfera religiosa, ainda que de maneira abstêmia e serena. No caso de C.S. Lewis, competência é um termo tímido ao referir-se ao legado que nos deixou. Pensamentos, estudos, ensaios e uma rica literatura que trata de forma brilhante as questões mais complexas: as relações do homem com o próximo, com Deus, com a natureza e consigo mesmo.
Autor de uma das mais respeitadas obras-primas da literatura infantil, C.S.Lewis foi um dos escritores mais influentes do século XX. Com mais de 30 livros publicados, o irlandês obteve sucesso internacional com uma reverenciada obra que aborda temas do universo infantil, da teologia e da mitologia, permitindo-lhe atingir um público diverso.
| C.S Lewis |
Não é novidade que os irlandeses são muito bem representados na
literatura mundial. Ora vejam lá: Joyce, Wilde, Beckett… Só até aí já é
uma excelente desculpa para chegar até o pub mais próximo, levar ao alto
uma Guinness e brindar às letras das terras cristãs de São Patrício.
Terras tão cristãs que a sua doutrina influenciou não somente a
literatura de um homem, como também todo o seu curso em vida. Não se
trata de religiosidade, mas sim de um homem cujo espírito era inquieto.
Não se trata de fé cega, mas sim de um homem que quis entender essa fé
que insistiu em bater-lhe ao peito e cravar-se-lhe na mente. E partilhou
suas questões e visões do mundo a partir da rocha doutrinária que um
dia apeteceu seu coração. Este é um retrato possível do irlandês C.S.
Lewis.
Se os céticos julgam C.S.Lewis pela sua insistência em revirar o
cristianismo em suas linhas, culpem outro gênio: J. R. R. Tolkien, autor
de O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings). Pois foi ele quem
converteu Lewis – seu amigo íntimo – à fé cristã. Os dois se conheceram
na University College, em Oxford, e tornaram-se inseparáveis,
influenciando um ao outro ao longo de suas vidas.
Há quem muito se incomode com a preferência espiritual de alguns autores. Cá entre nós, isso não tem a menor importância quando se trata da competência literária desses autores. Uma pena, no entanto, que Lewis foi ofuscado por seu querido amigo. E sabia que assim seria ao se arriscar na esfera religiosa, ainda que de maneira abstêmia e serena. No caso de C.S. Lewis, competência é um termo tímido ao referir-se ao legado que nos deixou. Pensamentos, estudos, ensaios e uma rica literatura que trata de forma brilhante as questões mais complexas: as relações do homem com o próximo, com Deus, com a natureza e consigo mesmo.
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