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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Miss venezuelana morre após ser baleada na cabeça durante protesto

  • Génesis Carmona é levada de moto a um hospital após ter sido
    baleada na cabeça
    publicado no UOL Notícias

    A Miss Turismo Carabobo 2013, Génesis Carmona, 23, morreu nesta quarta-feira (19) um dia após ter sido baleada na cabeça durante um protesto de estudantes em Valencia, na Venezuela, contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ela é a quarta vítima da onda de protestos contra o governo chavista.

    Segundo a página da jovem no Facebook, Carmona morreu ao meio-dia (hora local, 13h30 no horário de Brasília).

    A miss foi internada em um hospital com um quadro de edema cerebral. A bala não pode ser retirada de seu crânio. Ela chegou a ser operada, mas não resistiu aos ferimentos.
  • Génesis Carmona, 23, era estudante de marketing e venceu o
    Miss Turismo Carabobo 2013

    Carmona, que era estudante de marketing na Universidad Tecnológica del Centro (Unitec), foi levada ao hospital em uma moto. Imagens da miss entubada e de uma suposta radiografia de seu crânio ainda com a bala alojada estão circulando nas redes sociais.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O que a bola de neve quer esconder

Rodrigo Cardoso, na IstoÉ
A Igreja Bola de Neve Church se inseriu no mercado das igrejas evangélicas brasileiras sob a aura de uma instituição religiosa amparada por uma embalagem contemporânea e liberal. É assim desde 1999, quando o surfista Rinaldo Luiz de Seixas, 41 anos, o apóstolo Rina, transformou em púlpito a prancha de surfe e abriu as portas de suas unidades, que hoje somam cerca de 200 e têm 60 mil fiéis. Mas, desde o mês passado, com o lançamento de “A Grande Onda Vai te Pegar – Marketing, Espetáculo e Ciberspaço na Bola de Neve Church” (Fonte Editorial), livro que investiga essa igreja composta majoritariamente por jovens de classe média e alta, em sua maioria internautas e fãs de gêneros musicais como reggae, rock, rap e hip-hop, ganhou evidência a filosofia de conduta conservadora com que a denominação tenta controlar o cotidiano de seus fiéis. Os pastores interferem nas escolhas dos parceiros amorosos e chegam a sugerir uma cartilha ‘informal’ sobre posições sexuais permitidas.
Igreja evangélica da prancha de surfe, frequentada basicamente por jovens, tenta censurar livro que revela o conservadorismo por trás do discurso aparentemente liberal de suas lideranças
bol1Na Bola de Neve do apóstolo Rina, (abaixo) há, segundo o historiador Maranhão Filho (acima), indicações aos fiéis sobre as posições sexuais mais e menos aceitas
bol2

O historiador que assina a obra, Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho, foi membro da Bola de Neve entre 2005 e 2006, chegou a ser aprovado no curso de líderes de células, mas, por desentendimento com um diácono, não assumiu a função. Desde 2009, ele publica trabalhos sobre a denominação religiosa e até hoje é abastecido com informações por pessoas da igreja. Para ele, o apego a uma leitura descontextualizada da Bíblia e o moralismo em relação a questões sexuais e de gênero são os principais aspectos que evidenciam o tradicionalismo da Bola de Neve. “Para namorar um rapaz – e só pode ser um rapaz –, uma moça tem de ter a concordância do líder de célula, pastor ou apóstolo”, diz Maranhão Filho, que fala, ainda, da existência de uma espécie de guia de conduta não escrito sobre as posições sexuais permitidas. “Neuza Itioka, uma palestrante externa do ministério Ágape e Reconciliação, foi à Bola ministrar um curso de cura e libertação e pregou: ‘A boca serve para comer, mas não para fazer sexo’.”
Especialista em marketing e comunicação social, Maranhão Filho expõe ainda uma estratégia da Bola de Neve conhecida apenas no meio religioso. Em Florianópolis, Santa Catarina, onde ele passou a ter contato com a denominação, líderes da igreja relataram a ele que há um grande esforço para que a evangelização foque com mais empenho na classe universitária. “Querem formar crianças, adolescentes e universitários cristãos”, diz. “O objetivo é mudar para perto das universidades para ter gente deles dentro da academia e falar da igreja dentro e fora da instituição. É proselitismo forte”, afirma o autor, cuja obra é resultado de oito anos de pesquisa, fruto de uma dissertação de mestrado defendida na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESCC) em 2010.
A dissertação deu origem ao livro e, com isso, veio à tona outro componente conservador da denominação evangélica: a censura religiosa. A Bola de Neve tentou barrar, na Justiça, a publicação da obra. Sem sucesso na esfera legal – a ação e um agravo de instrumento foram indeferidos por um juiz e um desembargador de São Paulo –, a Bola de Neve enviou à Universidade de São Paulo (USP), onde ocorreu o lançamento do livro no dia 30 de outubro, um advogado que, acompanhado de dois rapazes, disse, segundo o autor: “Se você lançar, publicar ou divulgar o livro, vai ter problemas.” A tentativa de censura prévia chocou a comunidade acadêmica. “No mês passado, durante a 17ª Jornada de Estudos da Religião da Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul, foi discutido o risco de um grupo religioso barrar pesquisas acadêmicas e científicas”, afirma o professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo, Leonildo Silveira Campos. Referência internacional em pesquisas sobre relações entre religiões, marketing e mídia, Campos resume o sentimento com essa manobra da Bola de Neve Church. “Há um medo por parte dos cientistas da religião de que a moda (da censura religiosa) pegue.”

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pela religião, sabatistas esperam 7 horas em sala isolada antes do Enem

Por motivos religiosos, candidatos que precisam guardar o sábado têm horário especial. Neste ano, 90 mil sabatistas farão o Enem
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A judia Linda Leah Shayo acha injusto o sistema do Enem para sabatistas como ela
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Publicado no Terra [via Pavablog]
Enquanto os colegas sabatistas começavam a prova do primeiro dia de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) às 19h em ponto, a espera de Linda Leah Shayo não havia terminado. Era preciso ainda que três estrelas despontassem no céu para que a estudante pudesse enfim iniciar sua prova naquele 3 de novembro de 2012.
Diferentemente dos adventistas, para quem o sábado de descanso termina quando o sol se põe, o shabat dos judeus só se encerra após a aparição das três estrelas, um cálculo feito com antecedência pelos rabinos. Por isso, mesmo isolada na sala de aula desde o meio-dia, horário marcado para todos os candidatos, Linda sabia que só 50 minutos depois das 19h ela estaria liberada para atividades tão corriqueiras como pegar uma caneta na mão e escrever. Nesse ínterim, a estudante podia apenas ler as questões.
Por causa de sua religião, Linda inscreveu-se para prestar a avaliação no horário especial para sabatistas. A adolescente de 17 anos e sua família seguem à risca as tradições judaicas. Aos sábados, a ex-aluna do colégio Iavne, em São Paulo, e hoje estudante de direito na Mackenzie costuma frequentar a sinagoga, ler e ficar em casa com a família. Em respeito ao shabat, os judeus ortodoxos não ligam a TV, nem a luz, o carro, o computador ou o botão do elevador. Não trabalham, nem escrevem ou carregam qualquer coisa nas mãos.
Enquanto esperava para fazer a prova no ano passado, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira tocou violão e cantou com os colegas da mesma religião Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Enquanto esperava para fazer a prova no ano passado, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira tocou violão e cantou com os colegas da mesma religião
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
No sábado em que prestou o Enem em 2012, a estudante precisou passar por cima de suas crenças para realizar a prova. Foi de carro até o local do exame – um motorista a levou, para evitar que os pais dirigissem – e levou consigo a caneta e a carteira de identidade. “Tudo isso me incomodou, foi contra a minha vontade. Não achei justa a forma como o Enem impôs a prova aos judeus religiosos”, diz Linda.
Para a estudante, o cansaço de permanecer sete horas em uma sala fechada, sem poder consultar qualquer material antes de iniciar a prova, também a prejudicou. Na opinião de Linda, as provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas do Enem, que acontecem aos sábados, deveriam ser realizadas em outro dia da semana, ou o exame deveria ser aplicado a partir das 20h, para garantir que as estrelas já estariam visíveis no céu.

Adventistas
Durante a longa espera para iniciar o exame em 2012, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira, do terceiro ano do Colégio Adventista Ellen White, em São Paulo, tocou violão e cantou músicas de sua igreja com os colegas de prova. Minutos antes de iniciar o teste, os estudantes fizeram juntos uma oração. “Todo mundo era adventista, e o clima lá dentro era muito alegre”, conta. Para os adventistas, o sábado representa um dia para viver para Deus e descansar, mas não impõe proibições como no judaísmo, e o dia de descanso acaba com o pôr- do-sol. Para Kevin, que durante os sábados costuma ir ao culto e visitar parentes e amigos, o sistema do Enem para os sabatistas é justo. “Se tivéssemos que chegar só às 19h ao local de prova, seria errado com os outros candidatos”, diz.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Documentário mostra como a escola mudou a vida de meninas em 9 países

Ao terem acesso à escola, elas quebram ciclo de pobreza, diz produtor. Filme retrata histórias em países como Haiti, Peru, Afeganistão e Etiópia.
As nove protagonistas do filme: Senna, Wadley, Suma, Amina, Sokha, Ruksana, Mariama, Yasmin e Azmera (Foto: Divulgação/Girl rising)
As nove protagonistas do filme: Senna, Wadley, Suma, Amina, Sokha, Ruksana
, Mariama, Yasmin e Azmera (Foto: Divulgação/Girl rising)
Ana Carolina Moreno, no G1 via Livros e Pessoas
Um documentário lançado em março deste ano nos Estados Unidos sobre os efeitos transformadores que a educação tem na sociedade foi exibido pela primeira vez no Brasil nesta quarta-feira (14) em uma sessão na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O filme “Girl rising” (“A ascensão da garota”, em tradução livre do inglês) retrata a história de nove meninas de 7 a 16 anos que vivem em comunidades de países pobres e recebem a oportunidade de ir à escola.
De acordo com Justin Reever, um dos produtores do documentário, o filme mostra que dar às garotas acesso à educação é uma maneira de “quebrar ciclos de pobreza, acabar com longas tradições de injustiça e educar filhos e filhas de maneira igualitária”.
Nele, são contadas as histórias de garotas como Azmera, uma etíope que, aos 13 anos, se recusou a casar à força, Ruksana, uma menina que vivia nas ruas da Índia e cujo pai se sacrificou para garantir educação à filhas, e Wadley, uma menina de 7 anos que mora no Haiti e, mesmo sendo rejeitada pelos professores, volta à escola todos os dias para exigir seu direito de estudar.
Cena do documentário 'Girl rising' (Foto: Divulgação/Girl rising)
Cena do documentário ‘Girl rising’
(Foto: Divulgação/Girl rising)
As outras protagonistas do documentário são Senna, uma poeta do Peru, Sokha, uma órfã do Cambódia, Suma, uma musicista do Nepal, Yasmin, uma pré-adolescente do Egito, Mariama, uma radialista de Serra Leoa, e Amina, que vive no Afeganistão.
Solução para quebrar ciclos
Em entrevista ao G1, Justin, que trabalha como diretor de parcerias do The Documentary Group, produtora do documentário, afirmou que, apesar de as histórias mostrarem vidas difíceis e impactantes, o filme traz uma mensagem de esperança.
Segundo ele, a ideia do filme surgiu há mais de cinco anos, antes do ataque contra Malala Yousafzai, uma garota paquistanesa que foi baleada na cabeça pelos radicais do Talibã por defender seu direito à escola e trouxe à tona o debate sobre a discriminação de gênero na educação em diversas partes do mundo.
Em uma pesquisa em vários países, os produtores de “Girl rising” visitaram diversas comunidades empobrecidas para entender as causas da miséria e as alternativas e soluções para o problema.
“Em comunidades presas em situações de pobreza, o que a gente encontrava é que havia muitas maneiras de acabar com esse problema, mas uma solução simples era educar as garotas”, contou ele. Foi assim que surgiu a ideia de encontrar e retratar histórias de meninas que ajudaram a transformar sua comunidade depois de receberem a oportunidade de ir à escola.
Capítulo sobre Wadley, a garota do Haiti (Foto: Divulgação/Girl rising)
Capítulo sobre Wadley, a garota do Haiti
(Foto: Divulgação/Girl rising)
A partir daí, a equipe formou parcerias com sete ONGs de setores como promoção da saúde, construção de bibliotecas e mobilização internacional, e visitou nove países selecionados e conhecer dezenas, às vezes centenas, de meninas. Depois de passar alguns dias com elas, os produtores pré-selecionavam cerca de cinco garotas com histórias ou características que chamavam sua atenção.
A escolha final das nove protagonistas foi feita pelas nove escritoras contratadas como autoras de cada capítulo. Elas também eram dos mesmos países e foram escolhidas para produzir os roteiros. As filmagens aconteceram entre 2010 e o fim de 2012.
Ainda de acordo com Justin, o diretor Richard Robbins usou nove técnicas cinematográficas diferentes para dar a cada história um toque específico. O capítulo de Senna, a adolescente peruana estimulada por seu pai a se dedicar aos estudos, foi filmado em preto e branco, por exemplo. Ao contar a história da radialista Mariama, foram usados efeitos de animação.
Para narrarem os capítulos, a produtora convidou atrizes como Meryl Streep, Anne Hathaway, Salma Hayek e a cantora Alicia Keys, que doaram suas vozes ao projeto.
Desde o lançamento do documentário, em março, mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,3 milhões) já foram arrecadados para as ONGs que apoiam as protagonistas e outras garotas pelo mundo que ainda não têm acesso à escola.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Francisco bota fé no povo

O Papa ensinou a um país de tropas de choque que as ruas são um lugar de todos e não é nelas que mora o perigo
foto: Agência Reuters

Elio Gaspari, em O Globo

No primeiro dia de sua visita Francisco lavou a alma do Brasil. Engarrafado na Presidente Vargas, num carro com a janela aberta, acariciou uma criança. Era apenas um homem que não tem medo do povo. Percorreu a muy leal cidade de São Sebastião em cenas inesquecíveis. Seu percurso não foi demarcado pelos batalhões de choque, mas por cordões de jovens voluntários, com camisetas amarelas (oh, que saudades da cor das Diretas Já).

Pouco depois, o Papa estava no jardim do Palácio Guanabara, num cenário cavernoso, com o prédio protegido pelo Batalhão de Choque. Submeteram-no a um protocolo redundante, obrigando-o a apertar as mãos de pessoas que já havia cumprimentado na Base Aérea. Havia hierarcas que ganhavam beijinho da doutora Dilma e ai daqueles que saíram só com o aperto de mão. (Noves fora o ministro Joaquim Barbosa, que passou batido pela chefe do Poder Executivo. Ele não faria isso com o prefeito de Miami.) No Guanabara estava a turma do andar de cima. Nela havia gente que, tendo ouro e prata, anda protegida por seguranças pagos pela patuleia da Presidente Vargas.

Até o momento em que Francisco chegou ao Rio o país viveu o clima neurastênico, no qual confundia-se uma peregrinação da fé com uma operação militar que, avaliada pela sua própria pretensão, foi uma catedral de inépcia. Vinte e cinco mil homens da polícia e das Forças Armadas para proteger o Papa. De quem? Num dos momentos mais ridículos já ocorridos em visitas do gênero, um soldado foi fotografado verificando o nível de radioatividade do quarto de Francisco em Aparecida. Os sábios da demofobia planejaram tudo e, como sucede a milhares de cariocas, o Papa acabou engarrafado na Presidente Vargas. Evidentemente, a prefeitura responsabilizou a Polícia Federal e a Polícia Federal reponsabilizou a prefeitura, mas isso não é novidade. Para alegria de quem estava na avenida, deu tudo errado e eles puderam ver o Papa de perto.

Todos os detalhes da neurastenia foram conscientes, da divulgação do aparato de segurança à exposição de temores com manifestações. Nenhuma das duas iniciativas era necessária. A exaltação da máquina policial é uma indiscrição, a menos que seu objetivo seja apenas causar temor. Os distúrbios ocorridos nas cercanias do Palácio Guanabara faziam parte do cotidiano do governador Sérgio Cabral, não da rotina de Francisco. Nesse sentido, a janela aberta do carro, o papamóvel com as laterais livres e o cordão dos voluntários vinham da agenda da Igreja, botando fé no povo e nos jovens.

Num discurso impróprio, a doutora Dilma referiu-se às “mudanças que iniciamos há dez anos”. Louvava a década de pontificado petista diante de um pastor cujo mandato começou há 2013 anos. Não entenderam nada.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Manifestações no Rio e em São Paulo: O desabrochar da primavera brasileira


Por Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

Ontem várias cidades brasileiras foram cenário manifestações populares contra o aumento abusivo das passagens de ônibus. Engana-se quem pensa que elas só aconteceram no Rio e em São Paulo.

O protesto no Rio, convocado por estudantes nas redes sociais, começou por volta das 17h15 em frente à Igreja da Candelária, no centro. Cerca de três horas mais tarde, porém, passou a ser reprimido quando os manifestantes seguiram para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Às 20h40, os manifestantes se sentaram no cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas para bloquear o trânsito. Para dispersá-los, a Tropa de Choque da Política Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo e recebeu como resposta flores jogadas por alguns dos presentes. Um grupo ateou fogo a pilhas de lixos e entulhos que estavam nas calçadas e policiais jogaram bombas de efeito moral. A abordagem truculenta da polícia nos remeteu aos tempos da ditadura militar. Sobrou até para jornalistas que cobriam o protesto.

Alguns tentaram ridicularizar o movimento, dizendo que não valia a pena lutar por míseros vinte centavos. Os grande veículos de comunicação anunciaram em tom jocoso. Qualquer um que visse as imagens do helicóptero da rede Globo sobrevoando a avenida Rio Branco no centro do Rio, diria que havia dezenas de milhares de pessoas. O jornal Nacional noticiou que eram apenas duas mil. O governador do Rio disse que tudo não passava de articulação política visando as eleições do próximo ano. 

Para uns, os manifestantes não passavam de baderneiros. Para outros, um bando de esquerdistas e anarquistas. Mas o que eu vi foi o despertar de um gigante, quiçá, semelhante ao que se levantou no mundo árabe recentemente, e que atendeu pela alcunha de "Primavera Árabe". 

Convém lembrar que, coincidentemente, o estopim do grande movimento pelos direitos civis nos EUA encabeçado por Martin Luther King, Jr. foi uma crise entre a população negra de uma cidade e as empresas de ônibus.

Como pregador das boas novas do reino, não posso deixar de me posicionar. E sinceramente, jamais me posicionaria ao lado dos poderosos, dos que oprimem a população, dos empresários de ônibus e dos governos corruptos e hipócritas que só lembram do povo em época de eleição.  Seria como se os discípulos de Jesus se posicionassem por Herodes, Pilatos ou mesmo por César. Prefiro estar ao lado dos oprimidos, dos explorados, que cansados saem às ruas em busca de justiça.  

Moisés era um príncipe no Egito. Criado na corte de Faraó, estava sendo preparado para ser seu possível sucessor. Mas quando deparou-se com um soldado egípcio espancando um escravo hebreu, o que ele fez? De que lado se colocou?

Os que se colocam a favor da ordem em detrimento da justiça, deveria atentar para a admoestação bíblica:
“Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabem, e nada entendem. Andam em trevas”.Salmos 82:2-5a
Quero ser contado entre os que bravamente resistiram ao sistema; gente do calibre de Bonhoeffer, Francisco de Assis, Lutero, e tantos outros, alguns dos quais pagaram com sua vida por se atreverem a colocar-se em favor dos fracos.

Vandalismo? Está falando sério? Já ouviu falar de um vândalo que há dois mil anos entrou num templo derrubando tudo? 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Assessora da Frente Parlamentar Evangélica ataca governo federal em palestra e fornece argumentos para reações das igrejas a políticas públicas


imagem: gospel+

Por Magali do Nascimento Cunha **, no seu blog

Um vídeo postado no Youtube e amplamente disseminado nas redes sociais e em sites e blogs evangélicos mostra uma palestra de Damares Alves, realizada na Primeira Igreja Batista de Campo Grande (MS), na noite de 13 de abril, com o tema "O Cristão diante de Novos Desafios" (http://www.youtube.com/watch?v=2khxakdlX_Q). Damares Alves é apresentada como pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular, com intensa atuação política: é assessora do Senador Magno Malta, assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar da Família e Apoio a Vida e diretora de assuntos Parlamentares recém-criada Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE). Ela também atua como secretária nacional do Movimento Brasil Sem Aborto.

Damares Alves constrói o seu discurso com base em extratos de materiais veiculados em período recente - cartilhas, produzidas fundamentalmente pelos Ministérios da Saúde e da Educação; livros produzidos para crianças e adolescentes; e outros produtos impressos - para criticar o que classifica como a disseminação de uma apologia ao sexo e às drogas entre crianças e adolescentes, em especial nas escolas, coordenada pelo governo federal. É enfatizada uma crítica ao governo brasileiro nos últimos dez anos como responsável por tal situação que ameaça a família brasileira. A pastora cobra uma ação mais enérgica das igrejas evangélicas contra estas autoridades que estão lá, segundo o seu discurso, "porque nós deixamos".

O clima em torno da palestra se dá também no contexto dos acontecimentos em torno da indicação do Deputado Federal do PSC Pastor Marcos Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, e toda a controvérsia de sua plataforma relacionada às questões que envolvem a sexualidade humana. Vale registrar que o culto em que Damares Alves participou foi realizado na Primeira Igreja Batista de Campo Grande (MS) onde, um dia antes (12 de abril) foi realizado um evento político: o Encontro Estadual de Lideranças Evangélicas. Segundo a revista Carta Capital, entre os 350 pastores presentes no evento havia 25 parlamentares, como a vereadora Rose Modesto (PSDB), liderança da bancada evangélica local e autora da lei que obriga o poder público a apoiar eventos evangélicos, Herculano Borges (PSC), que aprovou projeto para proibir a instalação de máquinas de preservativos nas escolas, e Alceu Bueno (PSL), opositor do reconhecimento de uma associação de travestis como de utilidade pública. O encontro foi aberto pelo presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) que ali estava para formalizar a criação da Frente Parlamentar Evangélica da cidade, por isso a presença dos pastores da cidade na reunião com o objetivo de: “Alinhar os evangélicos para disseminar valores cristãos por meio de leis políticas públicas” (verhttp://midiareligiaopolitica.blogspot.com.br/2013/05/bancadas-de-deus-materia-de-capa-da.html).

São esses valores que Damares Alves declarou defender por meio do conteúdo apresentado. Ao se assistir integralmente a palestra de 1h13m, porém, percebe-se que a seleção de materiais da qual a advogada faz uso, são extratos adaptados artificial e forçosamente a sua pauta de abordagens. Os extratos são apresentados como se fossem a íntegra das cartilhas e livros e a explicação oferecida traz, além de elementos críticos genéricos e imprecisos, inverdades e manipulação explícita de dados para dar veracidade às abordagens. Damares Alves tenta apagar tais generalismos, imprecisões e manipulações com justificativas como "tenho muita coisa para mostrar, tenho que passar rápido"; certamente, ao se apresentar num culto evangélico, dificilmente haveria contraposição, tal o caráter de verdade atribuído à sua palavra.

terça-feira, 5 de março de 2013

Menina é expulsa de igreja após discordar do padre em reunião


Caso aconteceu em São José das Palmeiras, no oeste do Paraná.
Mãe da menina de 11 anos disse que o religioso 'exagerou'.

publicado no G1
Uma menina de 11 anos de idade, que fazia parte de um grupo de coroinhas da única igreja católica de São José das Palmeiras, no oeste do Parará, foi expulsa da igreja pelo padre por fazer questionamentos sobre a presença nos encontros.
A mãe da adolescente, Rosane Bruno, disse que a filha participa dos movimentos desde os quatro anos. Para ela, o padre exagerou e vai responder na Justiça pela decisão. “Eu quero justiça para ela, porque, agora, ela está impedida de ir na igreja, coisa que ela gosta, ela está impedida de frequentar a catequese e o que vai ser dela. E se ele fizer isso com outras crianças”, questionou a mãe.
De acordo com a coordenadora dos coroinhas Sandra Menon, a discussão começou após a menina não concordar com as responsabilidades que o grupo deveria ter com relação aos movimentos e às cerimônias. “Ela questionou o padre. Por que tanto ir na igreja. Por que tem que ir tanto na igreja? (...)E ela ainda dialogou: Padre, mas assim a gente não vai sair da igreja. Daí começou. Ela começou a alterar a voz, o padre começou a alterar a voz com ela. E nesse altera voz, ele [padre] falou que não aceitaria ela mais como coroinha na igreja. [O padre falou] Você não precisa vir mais nem na catequese nem participar de movimento nenhum e nem na igreja porque nem Deus te quer assim. Pode ir para uma igreja evangélica", contou.
A mãe da menina também afirmou que a filha chegou a casa chorando e muito “desesperada”. “Ela só falava que Deus não queria ela mais na igreja”, completou.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Morre garota inglesa que fez lista de desejos após câncer terminal

publicado no Diário de Pernambuco
Alice conseguiu que mais de 40 mil britânicos se inscrevessem com doadores de medula (BBC Brasil)
Alice conseguiu que mais de 40 mil britânicos se inscrevessem com doadores de medula
 A garota inglesa que ganhou notoriedade por publicar em um blog uma lista de últimos desejos após ser diagnosticada com um câncer terminal morreu no último sábado, na Grã-Bretanha.

Alice Pyne morreu aos 17 anos e conseguiu cumprir vários de seus objetivos, como observar baleias no Canadá, encontrar a banda Take That e inscrever sua cachorra Mabel em um concurso.

Ela também conseguiu que mais de 40 mil britânicos se cadastrassem como doadores de medula óssea.

Alice foi diagnosticada com um linfoma de Hodgkin aos 13 anos. Em 2011, os médicos acabaram com as esperanças de cura e a garota, então com 15 anos, resolveu criar um blog para falar de seus desejos.

"Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta", dizia Alice, na apresentação de seus blog. "É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer", escreveu ela.

A morte da menina, que passou os últimos momentos ao lado da família, foi anunciada pela mãe, Vicky Pyne, em sua página no Facebook.

"Nossa querida Alice ganhou um anel dos anjos hoje". "Nós estamos destruídos e sabemos que nossa vida nunca mais será a mesma", desabafou a mãe.

Campanha por doadores

Um dos desejos de Alice era fazer com que todos os britânicos se tornassem doadores de medula.

A garota ganhou inclusive o apoio do primeiro-ministro, David Cameron, que se sensibilizou com o apelo e se inscreveu como doador, junto com mais de 40 mil outros britânicos.

Por causa de seu ativismo, Alice ganhou a Medalha do Império Britânico junto com a irmã, Milly, que esteve ao seu lado na luta contra o câncer.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Como pode o peixe vivo, viver fora da água fria?



Luiz Fernando, no JuveMetodista, vi também no Pavablog

Esta simples e conhecida pergunta, faz parte de uma canção de roda chamada Peixe Vivo. Esta canção que tem forte relação com a história de Juscelino Kubischek, ex presidente do Brasil. Mas não é sobre isso que eu quero falar. Não tem nada a ver com as cantigas de roda, ou presidentes, ou história política. Tem a ver com cristianismo, com arte.

Creio que já falei sobre isso em outra ocasião, em um dos posts da minha série "Ah, é pra Deus!". Mas, paciência, espero que eu não "chova no molhado" com este texto. Mas então, vamos lá, estão sentados? Lá vem história...

Outro dia, vi um brother comentando no Facebook sobre um cantor gospel, de muito sucesso na atualidade, dizendo que ele provavelmente já tem mais fãs que um ministério que ditou a moda da música evangélica na última década. Eu curti a publicação, e ai começaram as pessoas a falar contra a arte, que temos que dizer não a arte, e sim a adoração, que fazer arte pela arte não agrada a Deus, que se o que fizermos tiver um fim em si mesmo, ou seja, não tiver um propósito não e válido, etc. 

Como era gente que eu nem conhecia, a única coisa que fiz foi dar uma "trolladinha" de leve, nem quis entrar no mérito da discussão que eles estavam propondo, afinal, tenho um pensamento muito diferente em relação a isso e trocar meia dúzia de palavras com um desconhecido via Facebook, não vai fazer ele aderir a minha opinião. Mas ai, um dos rapazes se ofendeu com a brincadeira e mandou eu argumentar com ele ao invés de só chegar lá e escrever o que tinha escrito. Que nem foi nada de mais, eu só escrevi: "só tá piorando...".

Li novamente o comentário dele, pensei por uns instantes, e pedi que ele respondesse a seguinte pergunta:

Como pode o peixe vivo, viver fora da água fria?

Até o momento em que estou escrevendo este texto, a pergunta não foi respondida, acho que ele nem entendeu o que eu quis dizer com isso, mas enfim, agora que vocês estão entendendo de onde veio a inspiração pra este texto, vamos ao que interessa.

Trazendo a pergunta acima, para um contexto cristão, de arte cristã, ou qualquer outra coisa que você possa escrever "cristã" do lado; podemos considerar que o "peixe vivo" somos nós, os cristãos. E Jesus/Evangelho a "água fria".

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

10 conselhos para jovens cristãos


desaparecidos
Daniel Serrano, no Meditatio
1 – Fale português:
Vamos começar pelo básico. Troque jargões e expressões Bíblicas por expressões atuais. Não conjugue a segunda pessoa do plural, ninguém faz isso. “Tá amarrado”, “Misericórdia!”, “Oh! Glória” e derivados são lindos para uma personagem cristã de novela, pra você não.
obs: “Sarcasmo” e “Ironia” são duas línguas importantes para o jovem cristão falar… sugiro tentar, mas com parcimônia. Não é todo mundo que entende e acaba ficando ofendido.
2 – Seja amigo: 
Chore com os que choram, sorria com os que sorriem. Não diga ao seu amigo corno que “Deus tem um propósito pra tudo”, nem vá dar sermão no seu amigo recém-aprovado em um concurso que exagerou na bebida. Vá buzinar alto junto com seu amigo na casa da ex dele e dê um banho no que foi recém-aprovado.
É difícil, o processo é lento, talvez você transpareça que tem defeitos. É o jeito =/
3 – 2/3 de seus amigos não devem ser cristãos:
Ou ao menos não devem ser cristãos inseridos ativamente em uma igreja. Converse com quem tá de fora. Crente junto, na maioria das vezes, só dá fofoca.
IMPORTANTE! Não ande com quem não é crente para “aprender o que eles pensam”. Lembre-se do ponto anterior e não trate as pessoas como objeto de estudo.
Ande com quem não é crente por que eles são pessoas. São legais. São amorosos. São caridosos.
Ande com quem não é cristão pra que você (re)aprenda o que Jesus representa – você acha que (re)aprendeu na igreja, mas não… desculpe :(
Depois que você (re)aprender, aí você apresenta Jesus pra eles.
4 – 2/3 de seus livros não devem ser cristãos:
Antes de tudo: Leia! Preciso nem dizer o porquê, né? Mas se você conseguiu chegar até esse ponto 4, presumo que tenha esse hábito.
Isso pode lhe chocar, mas não necessariamente a opinião de um não cristão contrasta com os ensinamentos de Deus. E se contrastarem é melhor ainda para você. As pessoas que não são cristãs tem um hábito curioso que você pode achar estranho: fazer perguntas.
5 – Faça perguntas:
A si mesmo, ao seu pastor, ao seu líder, a todo mundo. Se você parou de fazer perguntas você se contentou em ser ignorante (burro, para os leigos) ou então acha já sabe de tudo (novamente, burro).
6 – Tenha dúvidas:
Não precisa uma resposta coerente pra tudo na Bíblia para que você possa ser um cristão pleno. Ninguém entendeu a Trindade até hoje e nem por isso o Cristianismo entrou em colapso.
Cultive mesmo essa dúvida e vá atrás dela, se não resolver… ok, tem muita coisa que foi feita pra não ser descoberta nesse mundo mesmo.
É até legal manter um caderno atualizado, pra sair riscando uma por uma no além-vida (ou tatuar na pele, pois acho que o conteúdo do meu bolso não vai pro céu… ou vai? será? acho que tem mais um pra minha lista…)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Casa noturna lança ‘balada’ para jovens religiosos em Curitiba



Em dezembro de 2011, a casa fez uma balada cristã
experimental
(Foto: Reprodução/ Divulgação Viva Cristo na Balada)
Bibiana Dionísio, no G1
Pela primeira vez, em Curitiba, uma casa noturna vai oferecer uma balada cristã direcionada para jovens religiosos. Não haverá venda de bebidas alcoólica e os grupos, que vão tocar na festa são formados por músicos que seguem todos os preceitos religiosos.
A primeira festa será em pleno feriado de 7 de Setembro, na sexta-feira. Inicialmente, as “baladas” cristãs ocorrerão apenas neste mês. Se a ideia for bem sucedida, o estabelecimento vai avaliar a continuidade do projeto.
A idealizadora da festa “Viva Cristo na Balada”, Fany Colegaro, contou que há um ano, quando a casa noturna foi inaugurada em uma avenida do bairro Batel que tem como característica a existência de diversos bares e boates, os proprietários já tinham em mente reservar uma noite da semana para uma festa diferenciada. “E eu fui buscar o que seria este diferencial e cheguei ao Viva Cristo”, contou Calegaro.
Segundo ela, foram realizadas pesquisas de mercado e  diversos contatos para desenvolver a festa específica para jovens religiosos. Ela diz que houve tentativas similares em São Paulo e no Rio de Janeiro que não avançaram.
A festa, que tem o apoio da Secretaria Municipal Antidrogas e da Rede Cristã de Agentes em Proteção e Prevenção às Drogas, será comandada por bandas de diferentes ritmos – um estilo por sexta-feira.
Calegaro destacou que já existe uma fila de grupos musicais cristãos que procuraram a casa para tocar nestas festas. “É uma chance de mostrar o trabalho deles”, disse.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Campanha na internet prega começo da vida sexual só após o casamento e ganha milhares de adeptos


Paula Fernandes, no Extra
“Eu escolhi esperar”: casais esperam a confirmação divina
“Eu escolhi esperar”: casais esperam a confirmação divina
Foto: Nina Lima / Extra

“Deus tem uma bênção específica para cada um de nós, no momento certo. Se formos precipitados, atrapalhamos o processo”, repete o missionário Felipe Augusto Medeiros, da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro. Aos 27 anos, o jovem conta que deu o primeiro beijo somente aos 22, em sua única namorada, com quem permaneceu por um mês. Desde o fim do relacionamento, garante que permaneceu sozinho, sem qualquer envolvimento com outra mulher.
- Não tenho vergonha de dizer que sou virgem. Escolhi aguardar no Senhor, que colocará no meu caminho a pessoa certa, na hora certa. A banalização do amor causou em mim o desejo de fazer algo contrário – diz Felipe, convicto da escolha.
“A banalização do amor causou em mim o desejo de fazer algo contrário”, revela Felipe Medeiros, da da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro. Foto: Nina Lima / Extra
Os princípios são bíblicos, a escolha é natural e a espera, inevitável, segundo muitos. Baseados nessas questões, jovens de todo o país têm encontrado na internet uma ferramenta para propagar o ideal de iniciar a vida sexual somente após o casamento. Criada em abril do ano passado pelo pastor Nelson Junior, de Vitória, Espírito Santo, a campanha “Eu Escolhi Esperar” já conta com a adesão de mais de 500 mil pessoas no Facebook. No Twitter, já são mais de 120 mil seguidores, enquanto que, no Orkut, são quase 20 mil.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Culto dos virgens: “Se uma mulher bonita vier na sua direção atravesse a rua”

O culto dos príncipes chega a reunir mais de 200 homens.
Missionário Claudio Brinco lidera o evento no Rio

Valmir Moratelli, no iG
Príncipe não namora cachorra, namora princesa. Este é apenas um dos ensinamentos que o missionário Claudio Brinco repassa a seus seguidores no que chama de “culto dos príncipes”. O encontro aconteceu pela segunda vez, na noite de terça-feira (31), no clube Olympico, em Copacabana, zona sul do Rio. É uma versão masculina do “culto das princesas”, que já acontece há alguns meses e é liderado por Sarah Sheeva, cunhada de Brinco e filha da cantora Baby Consuelo. “A ideia é estimular uma nova cultura comportamental entre os seguidores da Igreja Celular Internacional (ICI), no que se refere a namoro e, claro, sexo”, explica Brinco. A adesão surpreende. Mais de duzentos homens lotam o salão.
Há algumas regras estipuladas por quem quer ser príncipe. A começar pelo próprio culto: mulher não entra (foi pedido ao iG para que a equipe de reportagem fosse composta apenas por homens). Para o príncipe solteiro, sexo é proibido. Qualquer tipo de sexo. Masturbação, nem pensar. O missionário diz que beijo na boca não está proibido na bíblia, mas traz problemas aos fieis. “Beijo de língua não é pecado. Mas comida também não é e te leva à gula. Beijo é igual a forno elétrico. Liga em cima e esquenta embaixo”, afirma, cheio de gestos.
O começo do culto é catártico, com três hinos de louvores nos mais altos decibéis. Em seguida, obreiros passam a sacolinha para arrecadar doações espontâneas dos fieis. “Se você semeia morango, vai colher morango. Se você semeia dinheiro, vai colher dinheiro”, diz o missionário, distribuindo envelopes. E começa o culto para valer. “Aleluia, amém”, grita Brinco, pedindo que todos repitam com ele. “Que alegria, Senhor! Só ouço voz de macho, voz de varão”. Quase todos seguram a bíblia, mas em nenhum momento da noite ela seria aberta para a leitura de algum trecho. Nem pelo condutor do culto. O discurso do missionário está todo em seu iPad , de capa rosa-chiclete.É dali que ele retira frases como “A merenda é só depois do recreio. Príncipe aguarda as ordens do Rei”, para pregar a castidade até o casamento. Todos dizem amém repetidas vezes. O culto é animado, mas é quando vai para o improviso que Brinco realmente diverte a plateia. Parece um showman. Anda e gesticula o tempo todo pelo púlpito, coberto por um carpete vermelho e tendo três telões de 50 polegadas nas laterais.
Bruno Luiz Alves, auxiliar de farmácia, 22 anos, diz que segue à risca todos os mandamentos. “Aqui tenho tudo explicado de forma clara”. Bruno é solteiro. Nunca namorou. O coordenador financeiro Thiago Kuster, 27, diz que pretende encontrar sua princesa na igreja. “É a necessidade de todo cristão. Vou aguardar o tempo que for”. Mais sorte teve Micael Brito, analista de TI. Ele namora há dois meses. “Estudo a bíblia junto com ela. É uma princesa de Deus”, diz, sorridente.
Testosterona na veia
A maioria dos presentes tem entre 18 e 30 anos. São jovens empregados, vindos de diferentes bairros da cidade. Poucos namoram. E quando namoram, é com meninas também evangélicas. “Você nasceu para ser o cabeça, o provedor, o varão da sua casa. Diga ao príncipe ao seu lado: ‘você é o varão da sua casa, irmão’. Queremos uma nação de homens livres da cultura machista, egoísta e demoníaca. Não ao sexo antes do casamento”, diz no palco o missionário. O vendedor Maicon Charles, de 29 anos, cruzou a cidade para acompanhar o culto. Morador de Santa Cruz, ele e os amigos se orgulham de se declararem longe dos pecados. “O que interessa para a minha vida é o que Deus reserva para mim. Nem masturbação me interessa”, diz.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Minha vida não é um livro clichê




por Isabela Barbosa*
Há mais ou menos uma semana, eu e minha mãe acabávamos de chegar a Belém. O primeiro lugar que visitamos, foi o Shopping Pátio Belém. Logo ao entrar, fomos a uma das lojas de destaque do shopping, que ocupava quase o piso todo. E de que era o primeiro setor? Adivinhem? Livros. Uma paixão que tenho desde que me aventurei pelo mundo das letras. A loja continha várias e várias estantes lotadas de diferentes títulos, capas e autores. Um verdadeiro céu para aqueles que apreciam as obras literárias dos mais variados tipos.
Minha mãe não hesitou e logo andou até aqueles volumes enormes que tratam de todos os tipos de leis e dizem respeito à sua profissão, a de advogada. Eu, varrendo a livraria com os olhos, a acompanhei.
Entendendo dos temas dos livros que via, mamãe começou a folheá-los. De um por um. TRT, TRJ, STJ… tanto faz. Minha cabeça estava distante dali, mais interessada no que tocava em meus fones de ouvido.
Então mamãe me cutucou. Eu olhei. Ela estava apontando para algumas estantes do outro lado da loja. Não precisei nem perguntar o motivo, a placa que trazia consigo “LIVROS INFANTO-JUVENIL” já era autoexplicativa.
Eu andei até lá, e à medida que me aproximava dos tantos livros da tal categoria, via os nomes dos ‘milhares’ de autores daqueles livros. Milhares, lê-se: dois. Ou melhor, duas. Duas autoras.
Os únicos nomes que se podiam enxergar eram: Meg Cabot e Thalita Rebouças.
Vergonha. Ah, o amargo gosto da vergonha. Foi exatamente isso que eu senti ao ver dois nomes tão ridiculamente mesquinhos representando toda uma faixa etária.

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