Amaral conta que seu primeiro contato com o público de religiões afros foi em 2008 quando foi convidado a participar da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, experiência que o fez enxergar o assunto de outra forma.
“Eu estava morrendo de medo. Nunca tinha estado em contato com “essa gente” porque, para mim, nessa época, não eram pessoas. Quando desci, pensei em ir embora. Quando estava saindo, uma jovem correu atrás de mim e me pediu para tirar uma foto com a mãe dela. Vi uma senhora negra com roupas de baiana. Ela me pediu: “O senhor pode orar por mim?” e botou a minha mão no turbante dela. Aquela velhinha me quebrou. Nunca mais a vi, mas ela nunca saiu de mim”, disse ele.


