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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Evangélica se emociona ao ver filha segurada por Francisco


publicado originalmente na Folha de S.Paulo

A evangélica Thaís Albuquerque Ramos se emocionou ao ver a filha de um ano e oito meses nos braços do papa Francisco, na tarde de ontem, durante desfile do pontífice pelo centro do Rio. A jovem acompanhava uma amiga católica quando foi surpreendida com o pedido do papa para segurar a menina.

"É muito emocionante. Não sei explicar a sensação. As minhas pernas começaram a tremer", disse, chorando, a mãe.

O papa apontou a criança e seguranças a levaram até ele. Francisco levantou a menina, a beijou e a abraçou, na esquina da rua Araújo Porto Alegre com a rua México.

Izadora adormeceu, em seguida, no colo da mãe.

Fiéis quiseram tocar e fotografar a criança, que virou símbolo de "boas vibrações".

De família humilde, Thaís vive na Pavuna (zona norte). Ela trabalha como cabeleireira e diz que passa por um momento de crise no casamento. Deixou o marido em Brasília há cerca de um mês para voltar a morar com o pai no Rio.

"Minha amiga falou pra gente ficar pertinho do gradil para quando o papa viesse eu levantar minha filha", disse.

Internautas acusam revista "Time" de colocar chifres no papa

publicado originalmente na Folha de S.Paulo

A capa da última edição da revista americana 'Time', que destaca o papa Francisco e sua viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, causou polêmica nas redes sociais. O motivo: o papa teria ficado com "chifres".

Na capa da revista na edição para Europa, Ásia e América do Sul, Francisco é descrito como o "papa do povo", que está redefinindo o papado com "humildade e candura". A capa da edição americana traz reportagem sobre o caso do garoto negro Treyvon Martin, morto por um segurança que foi absolvido na semana passada.

O problema da capa está na imagem do papa, que foi sobreposta ao título da revista. Com isso, as pontas da letra "M" ficaram acima da cabeça de Francisco, formando algo parecido com um chifre (veja imagem abaixo).


Desde ontem o assunto é discutido nas redes sociais, questionando se teria sido coincidência ou não, ou fazendo brincadeiras sobre o tema.

"Como os editores [da revista] não perceberam isso?", perguntou, por exemplo, um internauta americano pelo Twitter na noite de ontem.

Coincidência ou não, não é a primeira vez que a revista dá um ar diabólico aos personagens de suas capas. Entre  as "vítimas" da "Time" estão figuras como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a ex-premiê britânica Margareth Thatcher, o criador da Microsoft, Bill Gates, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o ex-presidente americano Bill Clinton --este último por duas vezes.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

'Deus é brasileiro e vocês queriam um papa?', diz Francisco no voo ao Brasil

O papa Francisco no helicóptero que o levou ao aeroporto de Roma
FABIANO MAISSONAVE, Folha de S.Paulo
A BORDO DO AVIÃO DO PAPA

Em encontro com jornalistas no voo ao Rio de Janeiro, o papa Francisco brincou com a expressão "Deus é brasileiro" ao dizer que, por este motivo, o pontífice não poderia ser do Brasil.

"Deus já é brasileiro e vocês queriam um papa?", ironizou ele ao cumprimentar uma jornalista brasileira presente no voo.

Após expressar preocupação com os jovens sem emprego e lembrar os idosos, Francisco, de pé no corredor, cumprimentou todos os jornalistas individualmente, sempre com um sorriso no rosto.

Em discurso aos profissionais da imprensa presentes, o papa surpreendeu ao falar dos idosos. Chamou-os de "o futuro de um país" e afirmou que, assim como os jovens, sofrem com uma "cultura descartável".

"Os jovens, neste momento, estão em crise. Estamos acostumados a uma cultura descartável. Fazemos isso frequentemente com os idosos e, agora, com essa crise, estamos fazendo o mesmo com os jovens", disse o papa a um grupo de 70 jornalistas que disputavam espaço entre cadeiras da classe econômica para vê-lo e ouvi-lo.

"Algumas vezes, fomos injustos com os mais idosos, que deixamos de lado, como se não tivessem nada para nos dar. É verdade que os jovens são o futuro de um povo porque têm energia, mas não são o único futuro. Os jovens são o futuro porque são jovens e, os idosos, porque têm a sabedoria da vida".
Com relação à sua viagem como papa, Francisco disse que o motivo é encontrar os jovens em seu "contexto social". "Eles pertencem a uma família, a um país e a uma fé. Não devemos isolá-los, especialmente da sociedade".

DESEMPREGADOS

Francisco disse que está preocupado com a falta de trabalho entre os jovens: "corremos o risco de criar uma geração que nunca terá trabalhado. O trabalho dá dignidade à pessoa e a habilidade para ganhar o pão".

Avesso à impressa, o papa não aceitou perguntas, rompendo uma prática de Bento 16 e João Paulo 2º. Ele riu quando uma repórter mexicana, escolhida para falar em nome do grupo, disse que os jornalistas não eram seu "santo de devoção".

"E agora você está na jaula do leão", brincou ela, arrancando risos do papa Francisco.

"É verdade que não dou entrevistas, eu não sei o motivo, simplesmente não posso, é cansativo", disse, depois de negar que se sentia "enjaulado".

Conversando com outro brasileiro, perguntou: "vocês dizem que a Argentina tem um papa argentino. E vocês o que tem?"

Rocinha (RJ) tem sete igrejas católicas e quase 40 evangélicas

A Igreja Católica teve a maior redução proporcional de adeptos na última década. GloboNews Especial mostra a importância da visita do Papa Francisco ao país para tentar conter esse processo.


publicado originalmente no Globo News

A Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, representa um retrato do desafio vivido pela Igreja Católica no Brasil. De acordo com o último Censo, de 2010, na comunidade vivem cerca de 70 mil pessoas. Existem sete capelas católicas e quase 40 templos evangélicos.

“Três padres em uma realidade tão grande como a Rocinha é pouco, mas a gente insiste, investe, na formação do leigo, para que ele tenha maturidade na fé e possa assumir a sua fé também como missionário, como evangelizador”, diz o Padre James.

Para fazer frente à multiplicação de igrejas pentecostais na comunidade, os evangelizadores da Rocinha mudaram de estratégia. “A ideia é acolher esse povo. É um povo sofrido, um povo carente, que precisa de carinho e atenção. Assim como nas igrejas evangélicas eles fazem isso, eu acho que a gente está redescobrindo esse novo modelo de fazer essa acolhida”, afirma a catequista e cabeleireira Lia Barbosa.

O Papa Francisco quer a igreja mais próxima das comunidades, das periferias. É uma das estratégias para tentar conter a perda de católicos, que foi acentuada nas últimas décadas.

“Houve uma perda significativa de 600 ou 700 mil fiéis por ano, em duas décadas. Houve também a evasão dos que não eram católicos”, afirma o teólogo Fernando Aytemeyer.

A perda de fiéis tem suas raízes no processo de urbanização do país, que ganhou impulso no final dos anos 70. “Até a década de 70, a população era majoritariamente católica. Mais de 90% da população se declarava católica. Com as mudanças que marcam esse período no Brasil, com migrações para o Sul e Sudeste, houve uma mudança socioeconômica. É um período que marca um declínio proporcional dos fiéis católicos e aumento do número de evangélicos”, explica o gerente de estimativas populacionais do IBGE Cláudio Crespo.

“Nossas cidades incharam. Nós tínhamos um número limitado de sacerdotes e de religiosos em geral. O número de vocações não cresceu - para os padres e para as religiosas - proporcionalmente ao crescimento da população. Então é claro que parte dessa população ficou descoberta no atendimento espiritual, no atendimento pastoral. E é claro que, normalmente, as igrejas evangélicas, sobretudo neopentecostais, se dirigiram para as periferias das nossas cidades”, explica Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e cardeal de Aparecida.

Número de católicos caiu e de evangélicos subiu
nos últimos 60 anos (Reprodução/GloboNews)
O fenômeno se traduz em números impressionantes. Em 1950, o Brasil tinha 93,5% da população de católicos e 3,4% de evangélicos. Em 2010, esse número chegou a 64,6% de católicos e 22,2% de evangélicos.

O cardeal Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador, faz um 'mea culpa': “É uma acomodação da parte nossa, de nossos presbíteros, que não foram suficientemente à periferia. É possível reverter essa acomodação, desde que o próprio sacerdote se empenhe, tome consciência, e comece a falar. Ele será bem sucedido”, ressalta.

É um momento delicado para a Igreja de Roma. O Brasil, que reúne o maior número de católicos no mundo, não é o único país da América Latina a sofrer uma perda acentuada de fiéis. Isso foi levado em conta no conclave que escolheu o Papa Francisco, em março deste ano.
Esse papa, que é daqui da América Latina, conhece, portanto, todo esse fenômeno novo"
Dom Cláudio Hummes

O fato de o pontífice ser da região significa uma vantagem, na visão do cardeal Dom Cláudio Hummes. “Esse papa, que é daqui da América Latina, que conhece, portanto, todo esse fenômeno novo na América Latina, está muito por dentro e conhece bem, tem o discernimento sobre esse fenômeno. Claro que não se trata, e ele também mostra isso claramente, de fazer qualquer tipo de competição ou muito menos de confronto com as outras igrejas. A Igreja Católica sempre defendeu a liberdade religiosa, a liberdade de consciência, isso é sagrado pra nós”, destaca.

Já nos seus primeiros momentos de pontificado, ele manda uma nova mensagem para a Igreja, para que vá às periferias. Para Dom Cláudio Hummes, isso significa que ele começou dando os primeiros sinais fortes do seu modo de querer governar a igreja quando ele assumiu o nome de Francisco: “Ele explicou logo depois que queria muito uma Igreja pobre e para os pobres. Mas não apenas onde os pobres são uma estatística, onde eles são pessoas. Ele fala muito das periferias, que a igreja que deve se aproximar, deve sair, ir na direção sobretudo dos pobres”.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

‘Eu era gay e estou curado’

S.R., 48 anos, porteiro: "Já consegui oito gays para Jesus, inclusive um que foi meu namorado" (foto: Edvaldo Santos)
S.R., 48 anos, porteiro: “Já consegui oito gays para Jesus, inclusive um que foi meu namorado” (foto: Edvaldo Santos)

Allan de Abreu, no Diário Web
via Pavablog

O porteiro rio-pretense S.R., 48 anos, divide sua vida em duas partes. Na primeira delas, era o homossexual assumido, garoto de programa, namorado do chefão do tráfico na Rocinha. Na segunda, o evangélico hétero, casado, pai de dois filhos. Um ex-gay. “Eu nasci daquele jeito”, diz, sobre sua homossexualidade. “Mas hoje estou curado.”

A história de S.R., que preferiu não se identificar, joga luz na polêmica sobre a denominada “cura gay”. Algo possível para os evangélicos, que encaram como “pecado condenável” passível de reversão, e absurdo para os psicólogos, defensores da liberdade sexual. Uns e outros se digladiam há duas semanas, desde que a comissão de direitos humanos da Câmara Federal, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC), da bancada evangélica, aprovou projeto que autoriza psicólogos a tratar a homossexualidade.

Nesse debate, cada um apresenta as suas armas. Para o pastor Jesus José dos Santos, a homossexualidade é um vício, fruto de um “espírito maligno que escraviza a pessoa”, passível de reversão. “A partir do momento em que a pessoa conhece a palavra de Deus e aceita Jesus, ela pode mudar”, afirma o pastor rio-pretense. Na Igreja Apostólica Cristã, o pastor Denilson Donizeti Anselmo afirma ter convertido seis homossexuais. “A vida cristã é de renúncia a determinados comportamentos, e a homossexualidade é um deles”, argumenta.

Já o Conselho Regional de Psicologia (CRP) condena a tentativa de alterar a lei. “Há duas décadas o homossexualismo deixou de ser doença no mundo. Por isso aprovar essa lei é um retrocesso incabível”, afirma Luís Fernando de Oliveira Saraiva, presidente do comitê de ética do conselho. Para ele, o tratamento psicológico da homossexualidade pode gerar efeitos colaterais graves no paciente, como angústia e sensação de inadequação.

“Cada um deve viver a sexualidade à sua maneira”, argumenta Saraiva. Entidades ligadas aos gays, como o Grupo de Amparo ao Doente de Aids (Gada), em Rio Preto, fazem coro aos psicólogos. “Homossexualidade não é e nunca foi doença. Pensar assim é pura homofobia”, afirma Fábio Takahashi, coordenador de projetos da ONG.

Prova viva

A alegada mudança de sexualidade de S.R. reforça os argumentos dos evangélicos de que é possível a “cura gay”. “Sou a prova viva de que é possível aceitar Jesus e mudar.” O porteiro diz que sempre se viu diferente dos outros meninos. “Eu gostava de brincar de boneca com as garotas”, lembra. Adolescente, assumiu sua homossexualidade, e passou a fazer programas em Rio Preto e São Paulo, no início dos anos de 1980. Nesse tempo, foi para o Rio de Janeiro, e acabou na favela da Rocinha, onde se tornou namorado do maior traficante da comunidade.

“Um dia a polícia subiu o morro, e tive de fugir com a roupa do corpo”, lembra. Voltou para Rio Preto na boleia de caminhões. “Fazia programa em troca de carona.” A vida do porteiro começou a mudar quando, dias depois do Carnaval de 1992, uma vizinha da família, no bairro Boa Vista, convidou ele e a mãe para irem a um culto evangélico. S.R. foi. “Fiquei tocado com as palavras do pastor. E pensei na minha condição de gay, nos casamentos que eu destruí. Não queria mais aquela vida errada.”

Mas a transformação não veio do dia para a noite. S.R. teve recaídas, e só teve o que chama de “libertação total” da homossexualidade um ano depois. “Todo aquele prazer saiu de mim.” O porteiro casou-se e teve dois filhos, hoje adolescentes. Mas o casamento durou apenas cinco anos. Após o divórcio, S.R. mudou-se para Brasília, e admite que a “tentação” da homossexualidade voltou com força.

“Mas não cheguei a sair com homens. Foi apenas no pensamento.” Hoje, “curado”, ele dá seu testemunho em igrejas evangélicas Brasil afora. “Já consegui oito gays para Jesus, inclusive um que foi meu namorado. Hoje são obreiros e pastores.”


Odivaldo e Adriana: ideia é atrair públicos homossexual (foto: Johnny Torres)

Pastor planeja criar ‘igreja gay’ em Rio Preto

Evangélico, Odivaldo Silva Manhozzo, 37 anos, lutou durante anos contra sua homossexualidade. Até que desistiu. “Não achei essa libertação de que falam”, diz. Agora, a Bíblia com detalhes em rosa revela seus propósitos. Ele e a pastora Adriana Senna Bracioli, 41 anos, planejam a fundação da primeira igreja evangélica gay de Rio Preto: a Missão Livres para Adorar.

“Seremos abertos para todos os públicos, inclusive os homossexuais. Se outras igrejas não toleram, nós aceitamos a pessoa do jeito que ela é, sem nenhuma pressão para abandonar a homossexualidade. Ele só deixa de ser gay se quiser”, afirma Odivaldo. Ele e Adriana já imprimiram folhetos para distribuir na próxima parada gay de Rio Preto, prevista para o fim de julho.

Bíblia com dedicatória de Albert Einstein é vendida por R$ 150 mil

Fernando Moreira, no Page not Found

Um exemplar da Bíblia que contém uma dedicatória assinada pelo físico alemão Albert Einstein e a sua esposa foi vendido por R$ 150 mil em um leilão na Bonham’s, em Nova York (EUA).

O livro foi presenteado pelo casal a uma amiga americana, Harriett Hamilton, em fevereiro de 1932.

Na dedicatória, Einstein escreveu que a Bíblia “é uma grande fonte de sabedoria e consolo que deve ser lida frequentemente”, de acordo com o “NY Times”.

O nome do comprador não foi revelado.

Einstein formulou a teoria da relatividade e venceu o prêmio Nobel de Física. Morreu em 1955.

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