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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Evangélicos sem espetáculo


Por Nicholas D. Kristof, The New York Times – O Estado de S.Paulo



Nesta época de polarizações, poucas palavras provocam tanta aversão nos ambientes liberais quanto “cristão evangélico”.

Em parte, isto se explica porque, nos últimos 25 anos, os evangélicos foram associados a personagens rabugentos e fanfarrões. Quando os reverendos Jerry Falwell e Pat Robertson debateram na televisão se os ataques de 11 de Setembro foram uma punição de Deus contra as feministas, os gays e os secularistas, Deus deveria tê-los processado por difamação.

Anteriormente, Falwell defendera que a aids é “o julgamento de Deus sobre a promiscuidade”. Esta presunção religiosa permitiu que o vírus da aids se espalhasse, constituindo uma imoralidade maior do que tudo o que poderia acontecer nas saunas gays.

Em parte, por causa desta postura bem-pensante, todo o movimento evangélico frequentemente foi condenado pelos progressistas como reacionário, míope, irracional e até mesmo imoral.

Entretanto, esse menosprezo casual é profundamente injusto, se considerarmos o movimento como um todo. Ele reflete um tipo de intolerância às avessas, às vezes um fanatismo às avessas, dirigido contra dezenas de milhões de pessoas que na realidade se envolveram cada vez mais na luta contra a pobreza e na defesa da justiça global.

http://noticias.gospelmaior.com.br/files/2011/07/John-Stott.jpg
Jonh Stott
Essa linha compassiva da corrente evangélica foi dotada de bases extremamente sólidas pelo reverendo John Stott, um moderado estudioso inglês que influiu de maneira muito mais importante no cristianismo do que astros da mídia como Robertson ou Falwell. Stott, que morreu há alguns dias aos 90 anos, foi incluído na lista das cem pessoas mais influentes do globo da revista Time. Em termos de estatura, às vezes foi considerado o equivalente do papa entre os evangélicos de todo o mundo.

Stott não pregou acenando com a ameaça das penas do inferno numa rede cristã de televisão. Ele foi um humilde estudioso cujos 50 livros aconselham os cristãos a emular a vida de Jesus – principalmente sua preocupação com os pobres e os oprimidos – e a se opor a mazelas sociais como a opressão racial e a poluição ambiental.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vida, um cavalo chucro

Ricardo Gondim, no seu blog.

A vida é como cavalo chucro. Não obedece prognósticos, não segue vaticínios, não possui lógica. Quando se puxa à direita, segue em frente, quando a rédeas cedem, acreditando-se que continuará adiante, empaca num marasmo irritante. Desperdiçam-se enormes pedaços da existência na busca de encabrestar esse potro selvagem. Controlar a vida se torna um desafio estafante, um delírio de potência.


Ciência e tecnologia, com toda sua soberba, imaginam trazer as variáveis da vida sob tutela. Infelizmente, as admiráveis conquistas médicas, meteorológicas ou cibernéticas permanecem longe, muito longe, de subjugar o tal potro.


O século XXI iniciou-se com uma resignação global. As desilusões do século foram tantas que poucos ainda sonham com a possibilidade de conseguir uma vida bem domesticada. As ideologias políticas, outrora fortíssimas, capitularam diante do império do mercado. Mesmo as autopropaladas democracias, mais do que nunca, contratam marqueteiros para se viabilizarem. Candidatos a cargos públicos nunca chiam quando, vendidos como sabonetes.


A inquietação persiste: como tornar o futuro um pouco mais previsível? Resta a religião. Os templos lotados atestam para a necessidade humana de antecipar-se aos acidentes, de prever intempéries e de se proteger do contingente. Com o desencanto pós-moderno, avivou-se a crença de que Deus protege quando contempla a contrapartida humana de cumprir suas exigências. Sobejam marqueteiros religiosos que repetem (nunca de graça): “Deus protegerá os filhos debaixo de suas asas”. (Existem mesmo redomas de aço ao dispor dos santos?). "Com Deus”, prometem os místicos, “mal nenhum acontecerá”. Livretos religiosos repetem, ad nauseum, fórmulas de “fechar o corpo”, “quebrar maldição”, “receber milagre”, “alcançar graça”. Os jargões, decorados e esbravejados, tentam gerar uma fé que enjaula o futuro selvagem.

Pastor cristão da Holanda usa o púlpito para pregar ateísmo

'"Jesus é um personagem mitológico"
Trata-se de um culto aparentemente convencional que se realiza em Gorinchem, cidade holandesa de 35 mil habitantes. Como todos os domingos, a Igreja Exodus está lotada. Ela faz parte da PKN, sigla da Igreja Protestante da Holanda.

Com túnica negra e colarinho branco, o pastor Klaas Hendrikse (foto) faz oração ao Senhor e a leitura da Bíblia. Os fiéis cantam hinos. Com voz grave e, como convém a um sacerdote, pausada, ele começa a fazer o sermão. Então se percebe que ali, naquela pequena igreja, talvez esteja ocorrendo uma radical transformação do cristianismo.

O pastor cristão Hendrikse é ateu. Ele afirma aos fiéis: “Aproveitem ao máximo esta vida na Terra, porque provavelmente é a única que vocês têm”. O "provavelmente" fica por conta das dúvidas de fiéis sobre uma existência no além, não do pastor.

Uma religião da contradição? Aparentemente sim, mas Hendrikse está convencido de que dá aos fiéis uma assistência espiritual, não no sentido transcendente da palavra, mas filosófico. É o que eles precisam.

Fé em Deus pode melhorar a recuperação psicológica, diz pesquisa

Fonte: iDest
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Fonte da imagem
Quem acredita em um Deus benevolente se preocupa menos com as incertezas da vida do que aqueles que creem em uma religião cheia de punições, segundo a pesquisa do Hospital McLean, publicada no "Journal of Clinical Psychology" e que será apresentada nesta sexta-feira no encontro anual da Associação Americana de Psicologia. Os médicos responsáveis pelo estudo acreditam que a crença dos pacientes deve ser mais considerada em seus regimes de tratamento e pedem que os profissionais de saúde as integrem para acelerar a recuperação.


"Muitos não estão preparados para perceber como as crenças espirituais podem contribuir para os estados afetivos e integrar estes temas ao tratamento de forma sensível", escreve o coordenador do estudo, David H. Rosmarin.

A pesquisa tem dados de dois estudos: um deles questionou 332 indivíduos, incluindo cristãos e judeus, a partir de sites e organizações religiosas. O outro pesquisou 125 pessoas em organizações judaicas, mostrando um programa de áudio e vídeo concebido para aumentar a confiança em Deus.

Gays cheios de Espírito Santo

Por Cristina Camargo (Agência BOM DIA) 

Grupo de homossexuais se reúne para orar e louvar a Deus em comunidade pentecostal que combate a discriminação ainda comum nas igrejas tradicionais

Vestido de forma sóbria, um grupo de homossexuais vai participar da 4ª Parada da Diversidade de Bauru sem carregar os tradicionais adereços coloridos. Nas mãos, estarão panfletos religiosos que têm o objetivo de evangelizar os participantes do evento.

Eles formam a primeira comunidade religiosa gay da cidade. Organizam o que pode se transformar numa inovadora igreja aberta aos homens e mulheres homoafetivos, hoje discriminados por católicos e evangélicos conservadores. “Não acreditamos que o homossexualismo seja pecado e afirmamos que a ‘Bíblia’ não o condena”, afirma o Missionário Junior, um dos líderes do grupo. “A presença dos gays é o próximo paradigma a ser quebrado.”

Ex-seminarista, Junior, 27 anos, tem uma história de 15 anos dedicados à Igreja Católica. A religiosidade foi despertada justamente porque, na adolescência, numa época em que confundia sua sexualidade com uma doença, chegou a acreditar que poderia ser “curado” na igreja. Depois, percebeu que não era nada disso. E descobriu a teologia inclusiva, um segmento em crescimento no mundo todo. 

Agora, o missionário juntou seu projeto Presença de Deus à comunidade Deus é Mais, criada a partir de conversas entre amigos religiosos e gays. Eles se sentiam excluídos nas igrejas que frequentavam e começaram a se reunir para orar. Evangélico desde os 11 anos, Alexandre, 36, é o fundador da comunidade, ao lado do namorado, Renato, 22. 

Frequentador de  igrejas evangélicas tradicionais, Alexandre já sofreu  bastante por se sentir pressionado a esconder sua condição. Quando estavam perto de descobrir que era gay, não voltava mais aos cultos e reuniões. “Sempre fui meio quiabo”, brinca, sobre essa fase. Na comunidade que criou, a liberdade de expressão é a maior conquista.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sexta de pensamentos (05/08/2011)

"Eu não sei qual será o seu destino, mas uma coisa eu sei:
Os únicos entre vocês que serão realmente felizes são aqueles que procuraram e encontraram como servir."  - Albert Schweitzer

"O homem mais feliz é o que acredita sê-lo." - Jean Commerson

"Seu mundo muda, quando você muda!"

"Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender." - Charles Dickens

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