Carlos Ruas, em Um Sábado Qualquer
"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
O ensino de Jesus sobre dinheiro

Dinheiro não é força neutra. Ele conspira contra nós, semelhante a uma divindade má. Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e a Mamóm – dinheiro – Mateus 6.24.
A ansiedade do idólatra – de não saber o humor da divindade – não deve contaminar a oração. Não é necessário rastejar, fazer sacrifício, penitência, corrente de oração ou qualquer outro mecanismo para “conseguir” coisas de Deus. Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo… Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no fogo, não vestirá muito a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não fiquem ansiosos, dizendo, “o que vamos comer?” ou o “que vamos beber?” “ou o que vamos vestir?” Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas… Mateus 6.28-32
Fé não consiste na disciplina de ficar horas e horas repetindo a mesma prece. Bombardear o céu com inúmeras petições ou amealhar uma multidão de intercessores para “alcançar” um milagre não condiz com a percepção de Deus como pai-mãe amoroso e bondoso. Quando orarem, não fiquem repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem – Mateus 6.7-8.
Seus discípulos não devem acumular riquezas nesta vida – uma das falsas seguranças do dinheiro consiste em garantir o futuro. Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões roubam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não roubam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração – Mateus 6.19-20
Os seguidores de Jesus devem buscar não bênçãos, milagres, prosperidade, vantagem pessoal, mas um mundo justo, solidário, inclusivo. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão fartos – Mateus 5.6. Deus não é meio de subir e passar pelas apertadas malhas sociais. Busquem em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas lhe serão acrescentadas – Mateus 6.33
Riqueza é obstáculo para entender, viver e divulgar os valores do reino de Deus. Como é difícil aos ricos entrar no reino de Deus. De fato, mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus. – Lucas 18.24.
Ostentação de roupas caras, jóias e supérfluos – comportamento dos falsos – não condizem com seus seguidores. Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questão de andar com roupas especiais, e gostam muito de receber saudações na praças e ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens serão punidos com mais rigor – Lucas 20.46-47.
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A influência evangélica na política dos USA
Isabel e Fernando receberam do papa Alexandre VI o título de Los Reyes Católicos em 1494. Os soberanos espanhóis eram, de fato, profundamente religiosos. Os dois demonstravam ao mundo que viviam uma piedade pessoal admirável. O historiador Will Durant conta que em 1492, Isabel escolheu o cardeal Ximenes como confessor pessoal. Devido a proximidade que Ximenes dizia ter com Deus e com a rainha, ele se tornou tão importante e poderoso quanto o próprio rei. O cardeal pertencia a uma das mais severas ordens monásticas espanholas – os Franciscanos Observantes. Ascético, dormia no chão ou em tábua dura, jejuava frequentemente, flagelava-se e vestia uma bata de pelo de crina sobre a pele. Nenhuma dessas observâncias religiosas ajudou Ximenes a tornar-se um homem compassivo.
No reinado de Fernando e Isabel a Inquisição ganhou espaço. Na intolerância espanhola, milhões sofreram. Judeus, mouros, hereges – ou qualquer pessoa mal querida – podiam ser indiciados nos autos inquisitórios. Na Inquisição, não havia defesa. Uma vez indiciado, a pessoa já estava condenada. Ou morriam no torniquete, na fogueira ou abandonados nas masmorras imundas.
Os dois monarcas patrocinaram os Conquistadores que, sob o pretexto de levarem salvação saquearam a América. Quando os Conquistadores chegaram às nações do que se conhece hoje como América Latina, prometiam libertação. Fé no Deus verdadeiro abria o caminho para a salvação. Sob o pretexto de evangelizar, queriam ouro. E nessa voracidade, trucidaram e espoliaram. Dizimaram culturas milenares. Rapinaram uma prata limpa e deixaram o legado de uma cruz suja. Depois de séculos, quando se reviu a história, Isabel, a católica, foi responsável por mais horrores em nome da fé, do que Nero em nome dos vícios. Não sobrou nenhum bem espiritual da Inquisição, apenas vergonha. As incursões espanholas na América se desdobram em miséria mesmo depois de tantos anos.
Durante os anos de George W. Bush, a revista Newsweek publicou matéria de capa sobre a fé do presidente. O mundo tomou conhecimento dos conteúdos de sua devoção pessoal como crente nascido de novo. Bush frequentava grupos de oração e afirmava orar todos os dias. O mundo laico ficou estarrecido: para cada decisão, ele reunia uma pequena célula de oração e pedia que Deus o orientasse.
Criticou-se a influência de Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condoleezza Rice, Colin Powel e Paul Wolfwitz na política externa. Falou-se do poder que os militaristas do Pentágono exerceram sobre a Casa Branca. Especulou-se sobre a influência da cultura do Texas – sempre cowboy – nos momentos em que Bush definia doutrina geo-política para o mundo. Alguns acusaram, dizendo que a família Bush tinha interesses bilionários com petróleo.
Todavia, uma dimensão exige maior reflexão. Até que ponto a mentalidade evangélica influenciou Bush? Alguns anos depois, é preciso refletir sobre os desdobramentos dessa influência no Oriente Médio e no futuro da humanidade. Nenhum estadista advogaria uma guerra pelo simples desejo de invadir e matar. Como grupos de oração se formaram também no Congresso e no Pentágono, o fator religiosos tem que ser levado em conta. O preconceito contra muçulmanos, tratados como os responsáveis pelo eixo do mal, certamente vazou dos grupos religiosos para o presidente. Na véspera da invasão do Iraque, Bush se valeu de uma linguagem claramente religiosa para justificar a decisão: o bem contra o mal; quem não é por nós é contra nós, etc. A partir dessas frases, pastores, evangelistas e teólogos se revezaram em afirmar que a Bíblia chancela guerras justas. O Iraque foi bombardeado, milhares morreram, o povo americano gastou trilhões de dólares e a região se complica com o passar do tempo. É preciso entender a mentalidade evangélica para perceber o aval religioso que Bush e os falcões militares receberam para uma aventura bélica desastrada e sanguinária.
1. O mundo islâmico como obstáculo.
Por anos a comunidade evangélica enxergava no comunismo o inimigo a ser destruído. Eu ouvi inúmeros sermões sugerindo que o Anticristo viria de algum país marxista. A dificuldade de enviar missionários para o que se tratava como Cortina de Ferro era o maior desafio dos crentes. Quando o muro de Berlin caiu em 1989, muito da mobilização esvaziou. Para estrategistas missionários, restou um último obstáculo: o islamismo parecia inexpugnável. Como abrir uma brecha na hermética cultura árabe, nas práticas radicais do Islam? Ora, ora, a propaganda de guerra prometia um Iraque livre e democrático. Não é preciso muito exercício de imaginação para ver os olhos das lideranças evangélicas brilhando. Chegaremos, seremos recebidos como libertadores, podemos ganhar milhares de pessoas para Cristo; juntos conseguiremos minar o último obstáculo que impede a evangelização do mundo. Imagino o frisson: que missão chegará junto com as tropas? No competitivo mercado religioso importa despontar como líder. Quem vai tirar as primeiras fotos de enorme cruzada evangelística? Sonhamos com milhares de iraquianos de mãos levantadas, atendendo ao apelo de salvação. O padrão religioso se repetiu nos Estados Unidos, da mesma maneira que na América Latina. Muitas igrejas e líderes ficaram calados quando outros denunciavam tortura e assassinato nas ditaduras. A justificativa dos crentes brasileiros foi a mesma dos americanos: os militares combatem o comunismo e nos dão ampla liberdade para pregar o evangelho.
2. Demonologia territorial
Alguns escritores se notabilizaram nos Estados Unidos com uma teologia bizarra: demônios dominam continentes, países, cidades e até bairros – acreditam existirem príncipes satânicos governando sobre determinados hemisférios. Crêem, inclusive, que essas entidades retardam as ações históricas de Deus. Obviamente tais potestades precisam ser destronadas. Nas últimas décadas do século XX, conferências aconteceram ao redor do mundo alertando para o que chamavam Janela 10×40. Missiólogos identificaram entre latitude 10 e longitude 40 do mapa do mundo, as menores percentagens de cristãos. Repetiram até cansar que esses buracos com poucos cristãos eram devido à opressão de algum anjo demoníaco responsável pelo islamismo. Ora, se conseguirmos ‘desdemonizar’ a Mesopotâmia, berço da civilização babilônica, escancaramos o que bloqueava a evangelização de todo aquele pedaço de mundo”.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Jesus é muito melhor do que nos contaram
Jesus é muito melhor do que nos contaram. Reconhecemos Sua inegável sabedoria, bem como Sua misericórdia ímpar, que O levavam a arguir doutores da lei com a mesma destreza com que atendia ao clamor de um párea da sociedade.
Todavia, o que mais me faz saltar os olhos é a maneira como Ele é capaz de enxergar bondade em quem todos só viam vilania. Atender ao pedido de um centurião romano, representante da força invasora, já era um insulto aos Seus patrícios. Mas elogiar sua fé, a ponto de afirmar jamais ter visto igual nem mesmo entre os mais fervorosos judeus, já era demais. E o que dizer da vez em que concordou publicamente com um escriba por haver identificado em sua fala sinceridade e verdade? Não estaria Ele dando corda a um integrante de um dos grupos que mais lhe fizeram oposição?
E que tal introduzir um Samaritano em Sua parábola, não como vilão ou figurante, mas como mocinho? Logo um samaritano? Aquela gente considerada asquerosa!
Para Jesus, pouco importava se estava do Seu lado ou do lado oposto. Onde quer que a verdade e o amor fossem encontrados, Ele fazia questão de ressaltar sem o menor pudor. Mas também não hesitava em admoestar um dos Seus mais chegados discípulos, quando sua fala ou comportamente não condiziam com a verdade em amor.
A bondade de Jesus era tão grande que não negou atender nem o inusitado pedido de uma legião de demônios. Quão escandalizador seria isso caso o levássemos a sério. Preferimos acreditar que aquilo foi apenas uma exibição de poder e uma demonstração do que os demônios são capazes. Pobres porcos!
Nem mesmo o meliante crucificado ao Seu lado foi poupado de Sua bondade. Dizem até que o paraíso foi inaugurado por ele, que adentrou-o de mãos dadas com o Salvador dos homens.
Jesus jamais subestimou ninguém. Todos eram tratados com o devido respeito e gentileza. Meretrizes, mendigos, cobradores de impostos corruptos, traidores da pátria, e até religiosos hipócritas que o procuravam na calada da noite, eram acolhidos como seres humanos, portadores de uma dignidade intrínseca. Por mais moralmente deformado que estivesse, o mestre galileu era capaz de enxergar os resquícios dos traços fisionômicos do Pai Celestial. Em vez de ressaltar o que havia de pior nas pessoas, Ele preferia extrair delas o que tinham de melhor. Seu discurso não destilava ódio, rancor, nojo, mas os sentimentos mais nobres que poderiam habitar o coração humano. Jamais fez piadinha da condição de ninguém, nem ridicularizou quem quer fosse. Antes, encorajava-os a acreditar no maravilhoso destino que o Pai Celestial lhes havia provido.
Em vez de sair em defesa própria, como muitos de nós fariam sem titubear, Ele era a voz dos indefesos e oprimidos.
Caso Se preocupasse com Sua própria imagem, certamente não aceitaria a companhia de gente de vida pregressa duvidosa e reputação maculada. Ele não estava nem aí...
Ria quando tinha que rir. Chorava quando tinha que chorar. Comovia-se com o sofrimento humano, a ponto de sublimar o Seu. Não Se deixava impressionar pelos louvores de quem, no fundo, queria pressioná-lo a romper com Sua agenda e submeter-se a outros interesses. O único louvor que o enternecia era o das crianças, sem segundas e terceiras intenções.
Quanto mais medito acerca d’Ele, mais O admiro e sinto-me impulsionado a adorá-lo e submeter-me às demandas de Sua revolucionária mensagem.
Que diferença entre este Jesus e aquele forjado pela indústria religiosa, garoto propaganda de impérios, ícone de moralismos anacrônicos. De fato, como Ele mesmo nos advertiu, não é possível servir a dois senhores. Ou servimos ao Cristo que emerge das páginas dos evangelhos, ou nos submetemos à figura insólita a quem nos acostumamos a chamar de Cristo, mas que está na posição oposto à d’Ele. Eu, particularmente, optei pelo primeiro. O outro que me esqueça.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Banda sueca de metal joga sangue de porco em fãs durante show, diz site
Segundo TMZ, público do Watain em Nova York chegou a chorar e vomitar.
Grupo é conhecido por usar no carcaças de cabra em suas apresentações.
publicado originalmente no G1
(Foto: Divulgação)
A banda sueca de black metal Watain jogou sangue de porco no público de seu show em Nova York neste domingo (15), informa o TMZ. O site publicou nesta terça-feira (17) um vídeo com o momento da apresentação em que o vocalista mostra à plateia um crânio de cabra cheio de um líquido que a banda alega ser, de fato, sangue animal. Em seguida, lança o conteúdo aos fãs.
De acordo com a reportagem, alguns chegaram a vomitar e a chorar. A polícia local teria dito que não houve qualquer reclamação, e o departamento de saúde pública também não se pronunciou sobre o caso.
Uma resenha publicada no site Noisey, da revista "Vice", descreve que o show aconteceu num "mercado de pulgas" do Brooklyn. "Para aqueles que não conhecem, as apresentações ao vivo do Watain são famosas por algumas coisas. Bem, uma delas é: ser realmente tão brutal quanto humanamente possível, mas de diversas maneiras", afirma o texto.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O que o amor significa para crianças de 4 até 8 anos
Todo mundo fala dele, todo mundo o quer, mas, afinal, o que é o amor? Para o poeta português Luís de Camões, é o fogo que arde sem se ver, já para o sertanejo, amor é o que mexe com a cabeça, é o que faz pensar no outro e esquecer de si. Faz sentido?
publicado no Hypeness
Educadores resolveram, então, fazer essa pergunta a um grupo de crianças que tinham de 4 a 8 anos. E as respostas são de deixar poeta, sertanejo, nós e você arrepiados.
Confira algumas delas e, como dizem os muros por aí, mais amor, por favor!
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