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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Jesus é muito melhor do que nos contaram




Jesus é muito melhor do que nos contaram. Reconhecemos Sua inegável sabedoria, bem como Sua misericórdia ímpar, que O levavam a arguir doutores da lei com a mesma destreza com que atendia ao clamor de um párea da sociedade.

Todavia, o que mais me faz saltar os olhos é a maneira como Ele é capaz de enxergar bondade em quem todos só viam vilania. Atender ao pedido de um centurião romano, representante da força invasora, já era um insulto aos Seus patrícios. Mas elogiar sua fé, a ponto de afirmar jamais ter visto igual nem mesmo entre os mais fervorosos judeus, já era demais.  E o que dizer da vez em que concordou publicamente com um escriba por haver identificado em sua fala sinceridade e verdade? Não estaria Ele dando corda a um integrante de um dos grupos que mais lhe fizeram oposição?

E que tal introduzir um Samaritano em Sua parábola, não como vilão ou figurante, mas como mocinho? Logo um samaritano? Aquela gente considerada asquerosa!

Para Jesus, pouco importava se estava do Seu lado ou do lado oposto. Onde quer que a verdade e o amor fossem encontrados, Ele fazia questão de ressaltar sem o menor pudor. Mas também não hesitava em admoestar um dos Seus mais chegados discípulos, quando sua fala ou comportamente não condiziam com a verdade em amor. 

A bondade de Jesus era tão grande que não negou atender nem o inusitado pedido de uma legião de demônios. Quão escandalizador seria isso caso o levássemos a sério. Preferimos acreditar que aquilo foi apenas uma exibição de poder e uma demonstração do que os demônios são capazes. Pobres porcos!

Nem mesmo o meliante crucificado ao Seu lado foi poupado de Sua bondade. Dizem até que o paraíso foi inaugurado por ele, que adentrou-o de mãos dadas com o Salvador dos homens. 

Jesus jamais subestimou ninguém. Todos eram tratados com o devido respeito e gentileza. Meretrizes, mendigos, cobradores de impostos corruptos, traidores da pátria, e até religiosos hipócritas que o procuravam na calada da noite, eram acolhidos como seres humanos, portadores de uma dignidade intrínseca. Por mais moralmente deformado que estivesse, o mestre galileu era capaz de enxergar os resquícios dos traços fisionômicos do Pai Celestial. Em vez de ressaltar o que havia de pior nas pessoas, Ele preferia extrair delas o que tinham de melhor. Seu discurso não destilava ódio, rancor, nojo, mas os sentimentos mais nobres que poderiam habitar o coração humano. Jamais fez piadinha da condição de ninguém, nem ridicularizou quem quer fosse. Antes, encorajava-os a acreditar no maravilhoso destino que o Pai Celestial lhes havia provido.

Em vez de sair em defesa própria, como muitos de nós fariam sem titubear, Ele era a voz dos indefesos e oprimidos.

Caso Se preocupasse com Sua própria imagem, certamente não aceitaria a companhia de gente de vida pregressa duvidosa e reputação maculada. Ele não estava nem aí...

Ria quando tinha que rir. Chorava quando tinha que chorar. Comovia-se com o sofrimento humano, a ponto de sublimar o Seu. Não Se deixava impressionar pelos louvores de quem, no fundo, queria pressioná-lo a romper com Sua agenda e submeter-se a outros interesses. O único louvor que o enternecia era o das crianças, sem segundas e terceiras intenções.

Quanto mais medito acerca d’Ele, mais O admiro e sinto-me impulsionado a adorá-lo e submeter-me às demandas de Sua revolucionária mensagem.


Que diferença entre este Jesus e aquele forjado pela indústria religiosa, garoto propaganda de impérios, ícone de moralismos anacrônicos. De fato, como Ele mesmo nos advertiu, não é possível servir a dois senhores. Ou servimos ao Cristo que emerge das páginas dos evangelhos, ou nos submetemos à figura insólita a quem nos acostumamos a chamar de Cristo, mas que está na posição oposto à d’Ele. Eu, particularmente, optei pelo primeiro. O outro que me esqueça. 

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