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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

A maior e mais dura lição

Já diz o ditado “a vida é uma escola”, de fato, aprendemos muitas coisas desde o momento que nascemos. Balbuciamos as primeiras palavras tentando repetir os sons desconhecidos e sem sentido, fruto do instinto de repetição movido pela observação. Sempre estamos aprendendo, pelo o que ouvimos, vemos, lemos e principalmente pelo o que vivemos, poderíamos ser chamados de espumas humanas, mas felizmente temos senso crítico, temos a capacidade de ao longo do tempo julgarmos que tipo de experiências devem ou não ser repetidas ou melhoradas para que possamos executá-las com segurança e eficiência.

Algumas lições exigem mais de nós pelo grau de dificuldade que é exigido de nós, os discípulos de Jesus tiveram sua primeira grande lição após terem sido chamados para serem apóstolos do Senhor. Já tinham visto curas, milagres e ensinamentos cativantes pronunciados pelo que era o próprio Deus. Mas talvez maior e mais dura lição tenha começado com as palavras mais improváveis de serem ouvidas por quem eles consideravam o libertador, o Rei dos Reis que acabaria com séculos de opressão, e poderiam reviver os anos de glória de Davi e Salomão. Jesus começou dizendo: “Amem seus inimigos, façam o bem a quem vos perseguem”.

Os animais de um modo geral possuem o instinto de defesa, de preservação da espécie, de delimitação do território, e para isso eles são capazes de matar para garantir seu espaço. De toda a criação, apenas nós temos a capacidade racionlizar nossos sentimentos de defesa e de preservação, mas vingança parece ser algo inerente a natureza humana. Desejamos cumprir a lei ao pé da letra: “Se alguém ferir uma pessoa, farão com ele a mesma coisa que ele fez: quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente. Ele será ferido da mesma forma que feriu outro”. Queremos que o agressor sinta a mesma dor, passe pelo mesmo sofrimento que passamos ou que pessoas que amamos passaaram quando foram agredidas. Clamamos por vingança.


Amar pessoas que nos fazem mal parece ser irracional, mas o que fazer com quem nos bate a “face”? Partir para cima retribuindo-lhe a violência ou dar as costas chorando e ir embora? Nenhuma coisa nem outra. Chorar, com amargura no coração se lamentando por que recebeu um “tapa” sem ter tido a coragem necessária para se defender ou apenas por ter sido contido pelo princípio seco de observação de uma lição, não era esta a intenção de Jesus ao se aprofundar neste mandamento. Não devamos pagar o mal com o mal, mas com o bem, e este deve ser um estilo de vida, mostrar uma atitude diferente, sermos interiormente mais fortes do que as agressões externas que estamos sujeitos a sofrer.

Ninguém gosta de ser maltratado, “violência gera violência”, sei que é difícil não reagirmos de sobressalto como um cão rosnando e mostrando e os dentes sob a ameaça de uma agressão ou maus tratos. Mas Jesus fez um desafio aos seus apóstolos que fatalmente é extendido a todos nós, Ele disse: façam com os outros o que desejaria que fizessem com vocês. A vida têm me mostrado que temos a tendência de fazermos com os outros o mesmo que no passado fizeram conosco, conscientes ou não, tendemos a fazer com que outras pessoas sofram um pouco do que sofremos, sejam filhos, amigos ou cônjuges. Mas precisamos de maneira consciente lutar contra isso, precisamos reagir com o bem ao mal que recebemos. O que faremos demais se amarmos apenas aqueles que nos amam? Os religiosos já fazem isto, não devemos buscar apenas uma atitude religiosa, pois a letra da religião mata, mas o Espírito de Deus em nós nos dá vida, e vida em abundância.

A grande lição do cristianismo não diz respeito aos métodos litúrgicos, ao tipo de música, a roupa que vestimos ou a duração do nosso culto, diz respeito as relações humanas, diz respeito a forma como lidamos com as dificuldades da vida, a meneira como nos tratamos, como reagimos quando somos contrariados. Cada uma destas reações devem mostrar em quem nós cremos, que a natureza humana que habita em nós foi transformada, aperfeiçoada e caminha na busca da aproximação da imagem e semelhança de Jesus Cristo.

E se falharmos? Se não conseguirmos? Tenho a certeza que falharemos, e que o Senhor estará conosco nos ajudando em nossas debilidades, mas os vilões que habitam em nós precisam ser enfrentados com coragem e ousadia. Não podemos esperar que Deus lute todas as batalhas por nós, pois ele espera que utilizemos todos os recursos e habilidades que foram colocadas a nosso favor. A grande lição é uma lição diária, constante, por vivermos arrodiados de pessoas que desejam ver em nós a graça que esperam de Jesus Cristo, então, se a vida é uma escola saiba quem você vai escolher como mestre.

Lucas cap. 6, versos 27 a 36

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