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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Militante do Rede, de Marina Silva, coleta assinaturas em marcha em "defesa da família"

imagem: Diário da Liberdade
Técio Amaral, Diário de Pernambuco

A militância do partido ex-senadora Marina Silva, o Rede Sustentabilidade, teria aproveitado a multidão reunida num ato evangélico realizado nesta quarta-feira (5) pelo pastor Silas Malafaia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para coletar assinaturas. O evento, que saiu em defesa da “família tradicional”, estava repleto de faixas contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia e se posicionou contra a legalização do aborto. No palco, além de Malafaia, estavam dois representantes do PSC: o deputado e presidente da Comissão de Direitos Humanos, o pastor Marco Feliciano, e o pré-candidato à Presidência da República, o pastor Everaldo. Na plateia, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP), que caminhava e cumprimentava os fiéis.

De acordo com informações do blog do jornalista Fernando Rodrigues, do portal UOL, Malafaia esperava reunir 100 mil apoiadores no ato, que tinha cantores evangélicos como atração principal. A Polícia Militar, no entanto, declarou que o público foi de 40 mil pessoas. O militante Ivan, vestindo a camiseta do Rede, de Marina Silva, se aproximava das pessoas para pedir apoio ao partido. Às 18h, ele já tinha coletado 50 assinaturas. “É uma pena que não veio mais gente, dava para ter conseguido umas mil (assinaturas) aqui”, afirmou o marinista Ivan.

O público no evento mostrou uma certa “sintonia”. O estudante Hélio Felipe, de 17 anos, do Distrito Federal, foi à Esplanada com amigos da igreja e disse que era contra o projeto que criminaliza a homofobia. “A gente segue o que a Bíblia diz. E a Bíblia diz que (a união homoafetiva) é errado. Então a gente pode defender isso. É nosso direito de expressão”, afirmou. O pastor Silas Malafaia, que organizou o encontro, alerta publicamente sobre o risco do Brasil viver uma “ditadura gay”, com leis específicas que possam favorecer os homossexuais. Para ele, o preconceito não existe, apesar de se posicionar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O encontro gerou polêmica dentro da Câmara, o deputado Jean Wyllys (PSOL) afirmou que “já esperava” a coleta de assinaturas para o Rede de Marina no evento de Malafaia. “Em 2014 teremos dois candidatos em busca do eleitorado evangélico: Marina Silva e pastor Everaldo”, defendeu. Ao Blog de Fernando Rodrigues, o Rede informou, por meio de sua assessoria, que não organizou a coleta de assinaturas na Esplanada dos Ministérios e que defende, no seu manifesto, a luta contra “qualquer tipo de preconceito”. O Blog informa, porém, que o Rede não desautorizou seus militantes que fizeram a coleta de apoios para o partido durante o evento.
A reportagem do Diario entrou em contato com a assessoria de imprensa do partido. O Rede não negou nem afirmou se o militante era, de fato, da legenda. A informação é que o grupo político de Marina deve enviar uma nota à imprensa ainda nesta quinta-feira (6) para ter uma “resposta unificada” sobre a nova polêmica. A ex-senadora vive um momento delicado politicamente. Marina está recolhendo assinaturas pelo país para viabilizar a criação de seu novo partido por conta da exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Abaixo segue a nota da #REDE
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O novo partido da ex-senadora Marina Silva (ex-PV e PT) enviou uma nota negando a participação oficial do Rede Sustentabilidade no evento promovido na capital federal pelo pastor Silas Malafaia. Um dos militantes do grupo estaria coletando assinaturas para a criação da legenda. Na ocasião, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), também circulava na caminhada. O grupo dos manifestantes levou faixas com frases de efeito contra o casamento gay e a regularização da prática do aborto.
Confira a nota na íntegra
“Com relação à coleta de assinaturas em ato evangélico ocorrido ontem, em Brasília, a #rede esclarece : o evento não fez parte dos mutirões  que são convocados por meio do nosso site. Além disso, as ações de coleta de assinaturas também acontecem de forma descentralizada e autoral. Reafirmamos o item 5 do manifesto de fundação da #rede: “‘Respeito aos direitos humanos, garantia do equilíbrio de gênero e repúdio a todas as formas de discriminação: étnica, racial, religiosa, sexual ou outras, garantindo a cada grupo espaço próprio de participação política e de respeito e atenção às suas demandas específicas.’”

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